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Ano 2011

Necessários mais de 96 mil euros para concluir Casa Mortuária

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O terreno de Vilar voltou a ser tema de discussão durante a Assembleia de Freguesia de Guidões. Para além disso, o orçamento apresentado prevê serem necessários mais de 96 mil euros para a conclusão da obra da Casa Mortuária.

O terreno existente no lugar de Vilar continua a dar que falar nas sessões da Assembleia de Freguesia de Guidões. Na reunião que decorreu no dia 29 de abril, o presidente da mesa deste órgão deliberativo apresentou uma carta enviada pelo presidente da ART (Associação de Reformados da Trofa), Eugénio Gomes, onde este refere que gostaria de intervir durante uma sessão da Assembleia para esclarecer alguns “bem e mal entendidos”. A missiva foi enviada para todos os partidos com assento na Assembleia e também ao presidente da Junta de Freguesia. Antes de a enviar, o responsável da ATR já tinha remetido outra, dirigida apenas ao presidente da Assembleia, no início deste ano.

Fátima Campos, eleita pelo PSD, lamentou que Renato Costa apenas desse conta desse primeiro contacto “depois de Eugénio Gomes ter enviado uma carta a todos os partidos”, mas o presidente refutou a crítica, alegando que esta “era a primeira sessão ordinária que se realizava depois de ter recebido a carta”.

Já o membro eleito pela CDU, Atanagildo Lobo, preferiu relembrar que o pedido do presidente da ART não pode ser atendido uma vez que “apenas têm voz na Assembleia os seus membros e os cidadãos eleitores”. “Se quer falar, vem cá e intervém no período do público, mas para isso não era necessário enviar o pedido”, afirmou.
Bernardino Maia, presidente da Junta de Freguesia, não esteve presente nesta sessão, uma vez que estava a representar Guidões na Assembleia Municipal. O edil tem também voz na ART uma vez que ocupa o cargo de vice-presidente.

Recorde-se que o referido terreno, no lugar de Vilar, foi doado pela Junta de Freguesia de Guidões à ART para lá ser construído um conjunto de valências sociais, incluindo um centro de dia para idosos. A doação tem uma validade de seis anos. Findo esse período, sem que a ART tenha construído os referidos equipamentos, o terreno volta para as mãos da Junta de Freguesia. O prazo termina em 2013.

Já na apreciação da informação escrita do presidente da Junta sobre o trabalho desenvolvido, Silvino Silva, eleito pelo PS, alertou para o aparecimento de uma “água esquisita” junto ao Fontanário do Outeiro. Esta é uma situação “recente” e o socialista quis saber se o executivo já tinha conhecimento. Rosária Carvalho, tesoureira da Junta, garantiu que estavam a par dessa situação e a trabalhar para resolver o problema. O mesmo representante do PS questionou o ponto de situação do processo do abastecimento de água referido na informação, questionando “se seria só para o Outeiro ou também para o lugar das Oliveiras”. Rosária Carvalho garantiu que “o abastecimento de água para toda essa zona será feito através de um novo reservatório, a ser construído em 2013 na Santa Eufémia”.

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Também a falta de sinalização na freguesia voltou a ser debatida. Foram colocados dois sinais de trânsito na Avenida da Liberdade, que tinham “desaparecido”, levando a Assembleia a recordar o pedido de um estudo sobre a sinalização em Guidões, feito há algum tempo. O executivo da Junta explicou que o referido estudo “ainda não foi feito”.

A retificação do Orçamento apresentada na sessão inclui uma verba de 96.650 euros destinada à conclusão da Casa Mortuária. Este projeto foi dividido em duas fases, sendo que apenas o exterior está concluído. Rosária Carvalho afiançou que este é o valor real “para que a obra possa ser concretizada”.

Depois de mais de uma hora a debater os destinos da freguesia, foi dada a palavra ao público. José Manuel Lopes quis saber quando seria a vez de Guidões acolher a Reunião do Executivo Camarário, tal como tinha acontecido em Covelas. O guidoense mostrou o seu “interesse” em participar nesse encontro, uma vez que “gostaria de questionar a senhora presidente de Câmara sobre alguns assuntos”.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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