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O terreno de Vilar voltou a ser tema de discussão durante a Assembleia de Freguesia de Guidões. Para além disso, o orçamento apresentado prevê serem necessários mais de 96 mil euros para a conclusão da obra da Casa Mortuária.

O terreno existente no lugar de Vilar continua a dar que falar nas sessões da Assembleia de Freguesia de Guidões. Na reunião que decorreu no dia 29 de abril, o presidente da mesa deste órgão deliberativo apresentou uma carta enviada pelo presidente da ART (Associação de Reformados da Trofa), Eugénio Gomes, onde este refere que gostaria de intervir durante uma sessão da Assembleia para esclarecer alguns “bem e mal entendidos”. A missiva foi enviada para todos os partidos com assento na Assembleia e também ao presidente da Junta de Freguesia. Antes de a enviar, o responsável da ATR já tinha remetido outra, dirigida apenas ao presidente da Assembleia, no início deste ano.

Fátima Campos, eleita pelo PSD, lamentou que Renato Costa apenas desse conta desse primeiro contacto “depois de Eugénio Gomes ter enviado uma carta a todos os partidos”, mas o presidente refutou a crítica, alegando que esta “era a primeira sessão ordinária que se realizava depois de ter recebido a carta”.

Já o membro eleito pela CDU, Atanagildo Lobo, preferiu relembrar que o pedido do presidente da ART não pode ser atendido uma vez que “apenas têm voz na Assembleia os seus membros e os cidadãos eleitores”. “Se quer falar, vem cá e intervém no período do público, mas para isso não era necessário enviar o pedido”, afirmou.
Bernardino Maia, presidente da Junta de Freguesia, não esteve presente nesta sessão, uma vez que estava a representar Guidões na Assembleia Municipal. O edil tem também voz na ART uma vez que ocupa o cargo de vice-presidente.

Recorde-se que o referido terreno, no lugar de Vilar, foi doado pela Junta de Freguesia de Guidões à ART para lá ser construído um conjunto de valências sociais, incluindo um centro de dia para idosos. A doação tem uma validade de seis anos. Findo esse período, sem que a ART tenha construído os referidos equipamentos, o terreno volta para as mãos da Junta de Freguesia. O prazo termina em 2013.

Já na apreciação da informação escrita do presidente da Junta sobre o trabalho desenvolvido, Silvino Silva, eleito pelo PS, alertou para o aparecimento de uma “água esquisita” junto ao Fontanário do Outeiro. Esta é uma situação “recente” e o socialista quis saber se o executivo já tinha conhecimento. Rosária Carvalho, tesoureira da Junta, garantiu que estavam a par dessa situação e a trabalhar para resolver o problema. O mesmo representante do PS questionou o ponto de situação do processo do abastecimento de água referido na informação, questionando “se seria só para o Outeiro ou também para o lugar das Oliveiras”. Rosária Carvalho garantiu que “o abastecimento de água para toda essa zona será feito através de um novo reservatório, a ser construído em 2013 na Santa Eufémia”.

Também a falta de sinalização na freguesia voltou a ser debatida. Foram colocados dois sinais de trânsito na Avenida da Liberdade, que tinham “desaparecido”, levando a Assembleia a recordar o pedido de um estudo sobre a sinalização em Guidões, feito há algum tempo. O executivo da Junta explicou que o referido estudo “ainda não foi feito”.

A retificação do Orçamento apresentada na sessão inclui uma verba de 96.650 euros destinada à conclusão da Casa Mortuária. Este projeto foi dividido em duas fases, sendo que apenas o exterior está concluído. Rosária Carvalho afiançou que este é o valor real “para que a obra possa ser concretizada”.

Depois de mais de uma hora a debater os destinos da freguesia, foi dada a palavra ao público. José Manuel Lopes quis saber quando seria a vez de Guidões acolher a Reunião do Executivo Camarário, tal como tinha acontecido em Covelas. O guidoense mostrou o seu “interesse” em participar nesse encontro, uma vez que “gostaria de questionar a senhora presidente de Câmara sobre alguns assuntos”.

 

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