O Rancho Folclórico da Trofa, a Banda de Música da Trofa e a Orquestra Ritmos Ligeiros apadrinharam a vertente de espetáculos musicais da Feira Anual da Trofa.

S. Pedro mudou de ideias e, depois de dar um dia solarengo na sexta-feira, “brindou” os visitantes da Feira Anual da Trofa com aguaceiros que, mesmo assim, foram insuficientes para afastar aqueles que fizeram questão de assistir ao Festival de Folclore, que marcou o 53º aniversário do Rancho Folclórico da Trofa. O corredor de acesso ao palco estava “a rebentar pelas costuras”, para ver o espetáculo que contou também com os ranchos folclóricos de Santa Eulália e de S. Mamede da Seroa.

Alcino Paixão, presidente do grupo trofense, afirmou que a “Feira Grande” é “um dos momentos mais importantes da vida do Rancho”, pois coincide com a data da sua fundação. Apesar de algumas contrariedades, como o atraso de um grupo que ficou sem transporte, o Festival “decorreu da melhor forma possível” e Alcino Paixão considera que “foi do agrado do público”. Mas a vertente de espetáculos na Feira Anual da Trofa não se ficou por aqui. No domingo de manhã, depois do tradicional desfile, a Banda de Música da Trofa fez o segundo espetáculo da nova época. Depois de um minuto de silêncio em memória de Diamantino Silva, um dos fundadores e sócio número quatro do grupo, a Banda apresentou o repertório com duas peças novas. Foi ainda tocada uma marcha em memória a João Lima, pai do presidente Luís Lima e um dos fundadores da Banda de Música, tendo sido também “um músico apaixonado” pelo grupo.

Apesar da crise, a Banda de Música conta já com uma agenda preenchida “com mais saídas que a época passada”, assegurou Luís Lima. O próximo espetáculo está marcado para 12 de maio, na Festa das Rosas, em Vila Franca de Lima.

E para terminar em beleza, a Feira Anual contou com a atuação da Orquestra Ritmos Ligeiros, da Trofa, na tarde de domingo. Aí, a chuva deu tréguas e o sol voltou a dar o ar da sua graça. Por entre a multidão que visitava o certame, alguma dela estava a apreciar o repertório apresentado pelo grupo. O presidente, Vítor Dias, fez um balanço positivo do espetáculo, que também contou com a participação da cantora Maria do Sameiro. 

Este espetáculo poderá ter sido um impulso na divulgação do grupo: “No final, muitas pessoas vieram dar-nos os parabéns e dizer que não sabiam da existência da orquestra”. Durante os três dias da Feira Anual a animação foi uma constante. Para além do grupo “Cinfães a rufar”, que animou o recinto na inauguração com os seus tambores, o soar das concertinas também espalhou boa disposição.

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