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Edição 721

Muro vai ter cemitério ampliado

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O presidente da Junta de Freguesia do Muro espera que seja possível avançar com a obra ainda este ano. Empreitada vai possibilitar aumentar a capacidade do cemitério em 84 jazigos.

O projeto de ampliação do cemitério do Muro foi divulgado na última sessão da Assembleia de Freguesia, que decorreu a 30 de junho, por videoconferência. O presidente da Junta, José Fernando, revelou que esta obra, “há muito desejada”, será realizada em duas fases, a primeira das quais direcionada para a ampliação, com a criação de um espaço capaz de albergar “84 jazigos”. Porém, inicialmente, será apenas intervencionada a “zona central”, para 48 jazigos, ficando a restante área em zona verde até serem necessários mais jazigos.

Além da ampliação, o projeto contempla a alteração das casas de banho, que ficarão “ao nível” da capela mortuária e a criação de uma zona social, com balcões onde poderão ser feitos os arranjos de flores e a limpeza das campas. Haverá também uma garagem e uma nova entrada, localizada do lado da escola primária.

“A nossa ideia não é que haja dois cemitérios, mas sim um único, por isso será eliminada a parede para que, em caso de cerimónia, as pessoas sintam que estão no mesmo local”, explicou o presidente da Junta de Freguesia.

No cemitério será ainda criado um roseiral e um espaço específico para a colocação de cinzas, numa solução que ainda será regulamentada pela Assembleia de Freguesia.

José Fernando manifestou vontade de ver a obra avançar “ainda este ano”, uma vez que “a pandemia atrasou” o processo, previsto estar no terreno no primeiro semestre deste ano.

“O projeto já está na Câmara Municipal da Trofa a ser avaliado pelos técnicos. Aguardamos para avançar com o projeto de especialidade e fazer o caderno de encargos para depois fazermos os convites às empresas”, explicou o autarca, que referiu ainda ter expectativa de que, na próxima sessão da Assembleia de Freguesia seja já possível “aprovar o contrato interadministrativo a celebrar com a Câmara Municipal para dar competência à Junta para fazer a obra”.

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Edição 721

Caça ao mamute

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Seguia de carro pela Rua Conde de S. Bento, quando avisto um espaço curto para estacionamento só ao alcance dos melhores, daqueles que se “picam” quando são ultrapassados. De imediato, dou pisca e estaciono um pouco mais à frente, num local com mais espaço… Sempre encarei a ultrapassagem como algo normal para quem conduz. Desligo o rádio, meto marcha-atrás, seguida de uma primeira, e o carro fica devidamente aparcado.

– Porque desligaste o rádio?! – Pergunta a Cristina, que me acompanhava nesta manhã.

Em tom sério, respondo:

– Os meus antepassados caçavam mamutes!

Vivemos no tempo das drogas e antidepressivos, da psicologia e dos livros de auto ajuda, das vidas de sonho e consequentes frustações… Continuamos a questionar de onde Vimos e para onde Vamos.

Para onde Vamos? Não sei! Mas sei que Vimos do tempo das cavernas, em que a mulher ficava em “casa” e o homem ia caçar mamutes…Isto explica tudo nos dias de hoje e, tendo noção deste passado, pode-nos evitar muita consulta psiquiátrica e antidepressivos!

Se a mulher ancestral ficava na caverna  e dispersava a atenção com os filhos, a grunhir com as outras e a catar piolhitos, o homem tinha que encarar todos os perigos do mundo exterior à procura de caça, principalmente o MAMUTE!

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Esta actividade extremamente perigosa, principalmente quando o mamute mostrava os dentinhos, obrigava o homem primitivo a uma focalização plena no seu objectivo, desligando o “rádio” para melhor se concentrar no arremesso da lança. É esta informação genética que está gravada no Nosso ADN.

Avançando no tempo, muitas dezenas de milhares de anos, o homem moderno quando vai a um hipermercado comprar uma batata a pedido da sua mulher, compra só uma batata, sem se deixar distrair por uma qualquer promoção. Chegado a casa, por norma ela pergunta:

– Não viste mais nada que pudesse interessar?

Esta pergunta, estranha para o homem, mostra que elas se esqueceram que nós caçávamos mamutes!

A caça obrigava, também, a uma cooperação entre os elementos do grupo caçador, criando laços de amizade e de lealdade, reflectidos nas futeboladas com os amigos em que, unindo esforços, atacamos para o mesmo lado, tentando acertar no “mamute”! Já as mulheres, protegidas pelas paredes das cavernas e sem um inimigo comum para combater, não criaram os mesmos tipos de “laços”, e é norma cruzarem conversas; nas compras,em vez de comprarem a batata, compram um qualquer shampoo de algas; e um pormenor de classe…com mais facilidade dão uma facadinha nas costas da “amiga”!

Mas a mulher moderna teima em apagar esta informação genética naquilo que tem de mais puro e bonito! Se até ao tempo dos nossos pais, quando ele chegava a casa ao final do dia e dizia – Mulher, cheguei de caçar mamutes! – Tinha direito a sentar-se no sofá e ver televisão enquanto o jantar não estava pronto, neste dias que correm a mulher parece preferir um caçador de grilos do que o verdadeiro caçador de mamutes! A razão é simples,ela fica com mais tempo para as conversas cruzadas e para dar uso à faca!!!

Estas diferenças entre homens e mulheres, vindas do passado fazem com que sejamos, não melhores uns do que os outros, mas diferentes…muito diferentes!

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Memórias e Histórias da Trofa: Quando o povo de S. Mamede alimentava os cães da Maia

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Numa das muitas pesquisas de história, analisando uma das maiores obras de história nacionais: “Portugal Antigo e Moderno” que foi um dicionário editado em 1874 com múltiplos volumes que pretendia abordar a história de todas as cidades, vilas e freguesias de Portugal, surgiu vários pontos interessantes sobre a nossa história local.

O seu autor, Augusto Soares Azevedo Barbosa de Pinho Leal editava uma das obras que seria referência nacional e iria marcar profundamente o trabalho de historiadores de várias gerações.

Naturalmente as freguesias mais próximas da minha pessoa, acabam por fazer recair a nossa atenção sobre elas, nesse sentido acabou por prestar mais atenção às freguesias do concelho da Trofa.

Na análise das freguesias do futuro e atual concelho da Trofa a atenção acabou por recair na freguesia de S. Mamede do Coronado, por diversos fatores, desde passado histórico e até evolução de habitantes.

Uma abordagem ao enquadramento geográfico desta freguesia relativamente a outras cidades, tais como o Porto ou mesmo Lisboa, referindo que no final do século XIX tinha nos seus limites geográficos 260 fogos. Certamente que se estará a perguntar se existe a possibilidade de converter esse número de fogos, num número real de habitantes, vários historiadores referem que com esse número de fogos deveria ser uma população entre os 1500 a 2500 habitantes.

Um aumento elevado da população se atendermos que em 1757 havia apenas 172 fogos, estamos perante um aumento de praticamente 100 casas em pouco mais de cem anos, não ignorando provavelmente o aumento de 1000 mil habitantes.

Atendendo a estes dados é possível perceber que S. Mamede do Coronado apresentava uma grande dinâmica social, motivada certamente por questões económicas, até porque na obra em questão a mesma surge como: “É terra fértil. Muito gado”.

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Tentando traçar um paralelismo e quantificar essa mesma riqueza e dinâmica económica, a sua população pagava praticamente o dobro dos impostos que a população de S. Romão pagava.

Atendendo à razão da escrita deste texto e ao próprio título desta crónica, certamente estará a perguntar-se onde surge a questão de alimentar os cães da Maia e sendo imperioso referir essa situação.

O autor refere e fazendo uma citação direta do seu dicionário publicado em 1874: “O abbade de Vermuim tinha obrigação de vir aqui assistir à missa, no dia de S. Mamede, com todos os seus creados, cavalgaduras, cães e gados (!) dando de jantar a todos o abbade de Coronado e oferecia ao de Vermuim (que estava de sobrepeliz e estola) sete varas de bragal, que este media, aceitava e tornava para a sua terra”.

Devia ser uma situação ao nível da surrealidade de se assistir se olharmos com os olhos da atualidade, um cortejo a caminhar da atual cidade da Maia em direção a S. Mamede, com várias pessoas além dos inúmeros cavalos e até mesmo os cães para jantarem em dia de festa de S. Mamede, nesta localidade trofense. Sendo uma cerimónia com grande rigor em que o abade estava devidamente “fardado” com estola e sobrepeliz a receber um imposto em forma de géneros que era a prática daquela época, como também essa quantidade era uma quantidade padrão.

Impossível saber o início desta prática, como também compreender porque é que ela teve início, existem circunstâncias da história que não conseguimos resolver e perceber as suas dinâmicas, sem sombra de dúvidas uma tradição suis generis, não conhecendo mais nenhum caso a nível nacional que se iria perder com o passar do tempo e da memória.

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