A Assembleia de Freguesia do Muro, no passado dia 29  de Setembro, aprovou a doação de um terreno para a construção de uma sede para a Associação Muro de Abrigo.

  Carlos Martins, presidente da Junta do Muro abriu a Assembleia de Freguesia com a divulgação de algumas actividades promovidas pelo seu executivo.

Para além de ter anunciado o “equilíbrio das contas”, lembrou a requalificação da estrada Nacional 14, “que já está a decorrer”, a desfolhada e o projecto para a construção de um pequeno altar para S. Pantaleão no lugar de Agra da Cana.

Albino Ribeiro, membro do PSD, interveio e questionou o executivo quanto à situação da “água que se acumula em Agra da Cana”.

Quanto a esta situação Carlos Martins afirmou que ” a situação da acumulação de água em Agra da Cana estava no orçamento da câmara”, porque “a Junta não pode fazer nada, é uma situação muito complicada, porque têm de ser tiradas as tampas e a Junta não tem verbas para o fazer”, explicou.

Também o membro socialista, Adelino Pinto, lembrou que existe um muro que foi derrubado na estrada nacional 318 e que ainda não foi reposto, estando “as pedras na valeta”. Falando ainda na questão das valetas, Adelino Pinto alertou ainda para o estado das valetas em toda a freguesia, “muito sujas”, e para as paragens de autocarros em mau estado.

“A estrada nacional 318 é uma vergonha”, afirmou o presidente do executivo em resposta ao membro socialista, mas “estamos à espera de uma requalificação e da colocação das infra-estruturas para a passagem das águas pluviais”, explicou. Quanto às paragens dos autocarros Carlos Martins diz estar já prevista a requalificação de algumas, no entanto, as que se encontram na estrada nacional a responsabilidade é da Câmara Municipal.

No período de intervenção do público a limpeza das valetas voltou a ser frisada por Fernanda Arantes e Maria José Maia. Como exemplo deram a Avenida de S. Cristóvão onde “a água arrasta as areias e o lixo vai-se acumulando nas valetas”, afirmou Maria José Maia. Fernanda Arantes falou ainda na “água choca” que corre nos prédios da Associação Muro de Abrigo.

Em resposta às habitantes da freguesia Carlos Martins garantiu que as valetas “vão ser todas limpas, assim que as obras na estrada nacional 14 terminarem, porque o facto de haver obras é que origina tanto lixo nas valetas”.

Quanto à questão da “água choca”, o edil apenas lembrou que “este problema antigo” já está a ser resolvido, porque segundo afirmou “a Câmara Municipal já mandou uma notificação para que o condomínio despejasse a fossa todos os dias. Mas o problema só vai ser resolvido quando houver saneamento”.

Fátima Silva, presidente da Associação Muro de Abrigo também esteve presente na Assembleia e para além de solicitar um lugar para o estacionamento da carrinha da associação junto ao prédio, ouviu ainda a resposta ao seu pedido enviado por carta ao presidente da Junta para a doação de um terreno para a construção de uma sede.

Posto em discussão na assembleia, todos votaram para que o terreno no lugar do Campinho, que é propriedade da Junta de freguesia fosse doado por cinco anos à associação, para que esta pudesse concorrer a incentivos do Governo para construir um novo local que possa albergar os idosos. Relativamente ao lugar de estacionamento, Carlos Martins pediu que Fátima Silva enviasse um ofício para a Câmara Municipal e também para a Junta de freguesia, para que “o processo seja mais célere”.