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Homens do Muro fizeram um jogo de futebol, em que o aspecto que diferenciava as equipas era o uso ou não da aliança. Solteiros venceram casados, mas no final todos ganharam no convívio e no bom prato.

O cartaz “Força Casados” na despida bancada era envergado, curiosamente, por um solteiro. -Era o filho de um dos murenses que aderiram à ideia de participar num jogo “tête-à-tête” com os solteiros da mesma freguesia. Noutros casos, filho e pai mediam forças em equipas diferentes, mas nem por isso mostravam cumplicidade dentro de campo. Porque lá diz o ditado, “amigos, amigos, negócios à parte”.

No relvado sintético do Bougadense, algumas “estrelas” brilhavam. De um e do outro lado da barricada. Carlos Martins, casado, e Sérgio Humberto, solteiro. O presidente da Junta de Freguesia do Muro não se poupou aos exercícios de aquecimento e ouvia com atenção os elogios de Renato Moreira e José Augusto Cruz, quando davam entrevista ao NT. “Achámos por bem convidá-lo, até porque ele costuma aderir a estas coisas”, contavam.

Cerca de 40 homens posaram para a foto e depois não se coibiram de dar uns “pontapés na bola” nem de soltar os típicos “palavrões” que caracterizam a emoção futebolística.

Os casados entraram bem e depois de verem o adversário falhar um penálti marcaram dois golos. O Senhor Álvaro, o árbitro, lá dava uma mãozinha, não fosse ele também da mesma “cor”, mas a genica dos solteiros lá fez das suas. Um 6-2 final que foi festejado, efusivamente, e com vinho claro está.

No fim, uma jantarada para reconfortar o estômago e a promessa de que iniciativas destas têm que ser repetidas.

A ideia surgiu “numa conversa de café” e rapidamente se alastrou pelo Muro. O objectivo era “ressuscitar” a freguesia e para o futuro já estão a ser preparados torneios de malha e cartas. Os impulsionadores valorizaram a adesão masculina e o facto de as mulheres já quererem repetir o feito.