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Edição 621

Município da Trofa: O outro lado dos 5,2 milhões de euros

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Na semana passada foram aprovadas as contas do Nosso Município relativas a 2016 com grande satisfação do executivo pelo facto de terem conseguido apresentar como resultado líquido do exercício 5,2 milhões de euros.
Em paralelo e não menos importante o facto de a Autarquia deixar de ter excesso de endividamento líquido, face ao nível exigido desde a entrada em vigor da lei 73/2013.
Se estes dois fatores são obviamente motivo de satisfação para Todos os Trofenses, dado que o Nosso bem-estar como Munícipes resulta em larga medida da saúde financeira da Autarquia e da sua capacidade de reverter estes “superavits” em melhorias da Qualidade de Vida, importa no entanto dar a conhecer aquilo que por muitos não é mencionado.
Como se consegue esta melhoria da condição financeira da Trofa nestes últimos anos? Mais do que entrar nas discussões políticas, que levam ao cúmulo do Sr. Vice-Presidente afirmar algumas inverdades, como o facto de “os spreads hoje estarem negativos”, quando na realidade é a Euribor que está negativa, (talvez por desconhecimento da diferença entre uma e outra, o que também é grave para alguém com as suas responsabilidades), gostaria de neste espaço deixar alguma informação adicional para quem quiser perceber um pouco melhor, o que influencia e auxilia a obtenção destes resultados.
A obtenção de melhores resultados nas contas do Município da Trofa, de uma forma simplista, só pode ser conseguido por duas vias. Uma é a redução das despesas e outra é o aumento das receitas.
Assim sendo, vejamos o que acontece na Trofa.
Quando analisada a evolução dos resultados líquidos, pese embora desejássemos que este fosse resultante de uma diminuição mais expressiva dos custos, o que se verifica é que estes se mantêm em linha, e por outro lado verificamos um aumento expressivo dos proveitos, refletindo o enorme esforço financeiro imposto ao bolso de cada um de Nós.
Ao nível da despesa corrente, a de 2016 é ainda maior do que a registada no último ano anterior ao PAEL (2012), único ano comparável, dado que os restantes sofrem distorções em função da execução do PAEL.
Quanto às receitas correntes, regista-se um novo recorde de impostos diretos cobrados aos Trofenses (9,8 milhões de euros), sendo que a sua dimensão cresce cerca de 3 milhões de euros face ao recolhido em 2013.
Se comparamos o volume de receitas correntes da Autarquia em 2016 (20 milhões de euros) com as receitas correntes registadas no ano anterior à execução do PAEL (15,1 milhões de euros em 2012) as mesmas aumentaram cerca de 5 milhões de euros.
Refira-se que quando comparamos a evolução do IMI e da Derrama verificamos que o IMI cobrado em 2016 (cerca 6 milhões de euros) apresenta um acréscimo de 91,5% face 2012 e a Derrama cobrada em 2016 (1,5 milhões de euros) representa um acréscimo de 81,9% face a 2012, sendo que esta segunda rubrica até é motivo de apreço, dado que espelha também a melhoria da situação económica atual das Empresas Trofenses.
Mas, relevante é confirmar que o valor do aumento de impostos cobrado, apenas nestas duas rúbricas (IMI e Derrama), permite liquidar os encargos de capital e juros dos dois empréstimos existentes (cerca de 2,415 milhões de euros), sobrando ainda valores disponíveis. Ou seja, por via do aumento dos impostos cobrados, tudo é gerido como se não houvesse dívida anterior.
Em 2016, regista-se o ano com menor valor de investimento/obra paga desde 2011. Se compararmos a rubrica de custos com pessoal de 2013 para 2016, regista-se uma diminuição de cerca 700 mil euros, a que não é alheio o facto de alguns funcionários terem solicitado mobilidade para outras autarquias, mas infelizmente, o que mais se destaca, é que a rubrica de fornecimentos e serviços externos (FSE) de 2013 para 2016 regista um incremento de mais de meio milhão de euros (526.613eur), diminuindo de forma expressiva a poupança verificada ao nível do pessoal, a que acresce a precaridade inerente a este tipo de contratação pública.
Refira-se, que o valor de Fornecimentos e Serviços Externos é o maior registado desde 2011.
Penso que desta forma fica mais claro quem têm pago a fatura do endividamento excessivo a que este Município foi colocado. Assim, mais que dizer que esta mal, importa perceber que nas condições atuais podia-se e devia-se fazer bem melhor.

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Passos de Dança no pódio

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A Escola Passos de Dança participou, de 29 de abril a 1 de maio, na 7.ª edição do Leiria Dance Competition, onde os grupos participaram em solos clássicos e contemporâneos, duetos, trios e coreografias de grupo. Ana Campos conquistou o 1.º lugar em ballet clássico e contemporâneo no escalão 12/14 anos.
Os bailarinos trofenses estiveram em destaque, tendo conseguido alcançar os lugares do pódio. Joana Carvalhal ficou em 2.º lugar em clássico no escalão 9/11 anos e Tomás Moreira em 2.º lugar clássico e 2.º lugar contemporâneo no mesmo escalão. Também em grupos a Escola conseguiu chegar aos lugares cimeiros, com As Espanholitas a conquistar o 3.º lugar em trio clássico no escalão 5/11 anos e Cats a alcançar o 3.º lugar em grupo de jazz. Fora do pódio, mas ainda em destaque, estiveram Mafalda Oliveira, que foi 4.ª classificada em contemporâneo no escalão 9/11 anos, a Valsa da Giselle que conseguiu o 4.º lugar em grupo clássico e In The Office Loop que ficou em 4.º lugar em grupo fusão.
Márcia Ferreira, professora da Escola Passos de Dança, afirmou que estava muito satisfeita com os resultados obtidos, visto que participaram cerca de 700 candidatos de vários lugares do mundo. “O Tomás ficou em 2.º lugar em clássico, eram só três naquele escalão, mas há um mínimo valor a pontuar, ou seja, se tivesse menos de 75% nem em 3.º lugar ficava. Por isso, penso que todos os resultados foram mesmo muito bons”, explicou a professora. Em relação aos grupos, Márcia Ferreira mostrou-se ainda mais contente, pois os seus alunos participaram contra alunos do conservatório e conseguiram bons resultados. “São coisas muito interessantes para nós, porque fazem muito menos aulas que os outros e conseguem competir com os outros”, referiu.

Passos de Dança e Alva participaram em concurso internacional de Hip Hop
Durante o mesmo período de tempo, os alunos de hip hop da Escola Passos de Dança e o Alva – Academia de Dança participaram no Hip Hop Internacional Portugal, no Clube de Ténis da Maia. A representar o Alva estiveram três grupos, que competiram em dancehall, megacrew e na divisão júnior, enquanto que a Escola Passos de Dança competiu em júnir e em varsity.
Esta foi a primeira vez que a Escola Passos de Dança participou numa competição internacional, sendo que alcançou o 48.º lugar em Varsity, em 50 grupos, e o último lugar na divisão júnior. Anabela Santos, professora de Hip Hop da Escola Passos de Dança, salientou que os alunos “responderam bem ao desafio”, porque era uma “competição com muita qualidade” e “não falharam em nada, apenas havia grupos com mais qualidade”.
Já os grupos do Alva chegaram à final de dancehall, conseguindo o penúltimo lugar, em 15 equipas em competição, e foram à semi-final de megacrew e de júnior, conquistando o 28.º lugar em 31 grupos e o 22.º lugar em 33 grupos, respetivamente.
O Dia Mundial da Dança celebra-se a 29 de abril e, por isso, o Alva organizou um evento dedicado à música, na Concha Acústica do Parque Nossa Senhora das Dores. No espetáculo participaram também as turmas dos MTV4DANCE e a Passos de Dança. O Alva está a preparar as atuações para o DANC’IN Trofa, em junho, e para o espetáculo de final do ano letivo, a 23 de julho, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.

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Sub-11 do Atlético Clube Bougadense: “Queremos que o Bougadense seja um clube de referência na formação no concelho”

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O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Hélder Pereira (HP): No geral, está dentro do que foi projetado no início de época. Ficamos a meio da tabela classificativa na primeira fase do campeonato, jogando contra equipas de maior relevo, e no qual os atletas demonstraram muita vontade de querer aprender, assimilando o que lhes fora pedido e construindo um futebol agradável. Nesta segunda fase, onde a qualidade das equipas são mais equiparadas, continuamos a demonstrar um bom futebol, uma evolução com muito mais competitividade, muita alegria no que fazem e muito fairplay. Uma palavra especial para os pais que marcam sempre presença quer nos jogos, quer nos treinos.

NT: Quais os objetivos na competição?
HP: O principal objetivo dos benjamins da A.C. Bougadense é utilizar o futebol neste escalão no sentido de formar e educar os atletas. No clube, pretende-se proporcionar uma aprendizagem evolutiva sem ultrapassar etapas, criando condições aos atletas para poderem evoluir como futebolistas e terem a possibilidade de um dia poderem fazer parte do plantel sénior e, por outro lado, fomentar a socialização, o respeito pelo outro, amizade, incutindo sempre a importância da escolaridade nestas idades. Neste contexto, os resultados desportivos deixam de ser uma prioridade, mas nunca passam para um segundo plano. Partindo de um princípio que o nosso grande objetivo é formar, queremos que o Bougadense seja um clube de referência na formação no concelho Trofa em todas vertentes.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
HP: Inicialmente, a maior dificuldade foi conseguir que os atletas assimilassem o que lhes era pedido, uma vez que a grande maioria era a primeira vez que tinham contacto com uma realidade competitiva. A diferença física com atletas que defrontamos em campo também não foi fácil ultrapassar. Outra dificuldade deste escalão de formação é, sem dúvida, a falta de atletas. Existe uma lacuna de atletas nestas idades, estamos em constante captação de jovens sub-10 e sub-11 e são poucos os atletas que aparecem. Estamos, dia a dia, a inovar, criamos a mascote Bougas, que acompanha a formação e que esteve presente no desfile de Carnaval realizado na Trofa e, sem dúvida, foi o mais requisitado para as brincadeiras pelos alunos das escolas que também participaram. Recentemente, também realizamos o Torneio Vale do Ave Cup 2017, onde quisemos contribuir para os valores que implementamos na formação. Esperamos que com o trabalho que se está a realizar na formação do A.C. Bougadense, o dia de amanha seja melhor com mais atletas, mais “bouguinhas” para Formar.

NT: Com que aptidões os atletas se capacitam neste escalão?
HP: É importante que nós, treinadores, consigamos passar a mensagem sobre as ideias pretendidas e com os exercícios adequados para o desenvolvimento das técnicas básicas como o passe, a receção de bola, o domínio sobre a bola, o remate, aliando tudo isto com o jogo, porque quanto mais jogarem, mais facilmente podem potenciar ao máximo as técnicas e ideias de jogo pretendidas, garantindo assim um melhor desenvolvimento do atleta.

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