Departamento Nacional das Mulheres Socialistas reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso para “promover a natalidade e a conciliação familiar”.

“É certo e sabido que a crise é a causa principal para a acentuada quebra da natalidade no nosso país. Contudo, o Departamento Nacional das Mulheres Socialistas (DNMS) acredita que se houver um esforço e um maior incentivo, bem como novas medidas de apoio às famílias, esta situação poderá vir a estabilizar”. Este é o pensamento das Mulheres Socialista, que abraçaram a causa em prol da “promoção da natalidade e a conciliação familiar”. A ideia é “percorrer o país”, reunindo “contributos para posteriormente apresentar as suas propostas” de forma a “dar um sinal de resolução para este grave problema”.

Nesse sentido, Isabel Coutinho, presidente do DNMS, e Teresa Fernandes, presidente do Departamento Federativo do Porto, estiveram reunidas com o executivo camarário de Santo Tirso, no dia 31 de janeiro.

O presidente da autarquia tirsense, Joaquim Couto, reconheceu que “o desemprego é uma das consequências” da baixa taxa de natalidade, aproveitando para salientar que “em Santo Tirso o desemprego baixou, o que permite a fixação e a estabilidade das famílias no concelho”.

Como “medidas de apoio à família”, o edil tirsense destaca “o subsídio de arrendamento tendo por base o número de filhos que se tem e não apenas pelo rendimento”, o facto de ter “baixado as tarifas da água e do saneamento”, o “apoio às creches e a promoção do ensino pré-escolar, bem como a ajuda nos transportes”, e o recente projeto Mimar, que consiste no prolongamento das atividades escolares.

Isabel Coutinho assentiu que “os municípios já estão mais sensibilizados para a questão da promoção da natalidade”, na medida em que, “por si sós, já procuram soluções para ajudar a apoiar as famílias”. Contudo, reconhece que “não compete apenas às autarquias resolver todos os problemas inerentes, pois a maior responsabilidade recai a nível nacional”.

A presidente demonstrou “uma enorme preocupação sobre a questão demográfica do país”, com “menos crianças a nascer e com a taxa de envelhecimento a aumentar”. “Estamos perante um problema de quase sobrevivência nacional. De ano para ano, a taxa da natalidade desce. Está na hora de fazermos alguma coisa. A crise e a falta de emprego continuam a ser os grandes fatores para este flagelo. É lamentável ver os jovens emigrar. Constroem as suas vidas noutros países, formam família e depois não voltam”, sublinhou.