Ia escrever-vos sobre ervas aromáticas, plantarmos as nossas “verduras”, hortas, mas depois pensei que como ainda estamos em fevereiro (e apesar de já ser altura de começar a pensar nas sementeiras de primavera/verão), mesmo que vos entusiasmasse a (re)começar a semear alface, o frio e a chuva iam – talvez – dissuadir-vos de meter as mãos na terra.

Fica para a próxima, que o tempo já deve estar mais ameno. Mas como já estou para aqui virada, quero falar-vos de plantas.

Com aquilo das sementeiras, se calhar, convenci-vos que percebo imenso destas lides, mas sou uma novata, sem tradição familiar de ligação à terra, ao contrário, provavelmente, de alguns de vocês. Por isso, se escrever alguma asneira, estejam à vontade para me corrigir.

Quando, há 4 anos, me deu vontade de ter plantas em casa nunca pensei que era o início de um fascínio (crescente) pela vida vegetal, da semente ao fruto. Os meus requisitos iniciais eram apenas a beleza e a fácil manutenção (detesto ser responsável pela morte de um ser vivo, mesmo que seja um simples feto), mas fui aprendendo que as plantas, além de ornamentais, podem ser extremamente benéficas, purificando o ar interior. Além de absorverem o dióxido de carbono (e libertarem oxigénio), removem do ambiente agentes nocivos para a nossa saúde.

E, ironicamente, muitos de nós, mesmo vivendo numa zona em que o ar exterior até nem é muito poluído, somos responsáveis pela má qualidade do ar interior pois enchemos as nossas casas de poluentes: são as tintas e vernizes, as colas dos móveis novos, os produtos de limpeza cheios de químicos, os cigarros que fumamos, os sprays e afins que – pois é – compramos para “limpar” o ar.

Claro que o melhor é começar por fazer melhores escolhas em relação ao descrito no parágrafo anterior, mas deixo-vos aqui algumas plantas que, de uma forma natural, purificam o ar das nossas casas.

As Gerberas (e também os Crisântemos e as Begónias) são indicadas contra o fumo de cigarros e “familiares”, e também filtram o benzeno (presente, por exemplo, nas tintas).
Os Lírios da Paz removem todo o tipo de poluentes e também são conhecidos por removerem esporos de fungos (dão jeito nas casas de banho e lavandarias).

As Palmeiras-Bambu são das melhores plantas para purificar o ar (“eliminam” benzenos, tricloroetilenos, formaldeídos: normalmente presentes na madeira tratada) e atuam como humidificadores naturais.

As Espadas de São Jorge também são ótimas purificadoras do ar, mas como são plantas tóxicas é preciso ter cuidado para que crianças e animais não comam as suas folhas.

Os catos criam uma barreira contra ondas eletromagnéticas, por isso, devem ser colocados junto das televisões e dos micro-ondas.

Há muitas outras (é uma questão de pesquisar um pouco), todas elas ótimas também, como a Dracena de Madagáscar, o Ficus chorão, a Azaléa (combate o amoníaco, muitas vezes presente em produtos de limpeza), a Poinsettia (Flor do Natal), a Planta Aranha, etc.

E lembrem-se que as plantas também são seres vivos e necessitam de certos cuidados (umas mais do que outras): limpeza do pó nas folhas, regas acertadas, boas drenagens, exposição solar correta… Que tal como incentivo para encherem as vossas casas de verde?

Ema Magalhães | APVC
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