Durante o dia de domingo, 2 de fevereiro, 51 pilotos deram espetáculo nas ruas da Vila do Coronado, no Rali dos Patrocinadores.

As emoções do automobilismo foram sentidas dentro e fora dos bólides que participaram no Rali dos Patrocinadores, na freguesia do Coronado. No asfalto, no paralelo ou na terra, os 51 inscritos deram espetáculo, mesmo com cuidados redobrados devido à chuva que tornou o piso escorregadio.

Nos dois troços montados, entre pilotos de renome nacional e até de Espanha, também figuraram representantes da Trofa.

Carlos Campos foi um deles, ao volante de um Peugeot 205. O piloto considerou que a prova “correu bem”, porque “não houve azares”. “Como o piso estava escorregadio andamos mais devagar para não corrermos riscos”, contou, deixando a sugestão à organização de “rever os troços”, os quais apelidou de “assustadores”, e de fazer uma maior divulgação.

Já Filipe Moreira, num BMW E36 325i, teve a seu lado o patrocinador, Vítor Pereira, da Norsider. “Foi uma prova muito engraçada, tinha três tipos de piso, deu para usufruir do carro e dar espetáculo ao público. Acho que toda a gente saiu satisfeita com a nossa prestação”, referiu.

Ao volante do seu pequeno, mas respeitoso, Mini 1000, Cláudio Santos conseguiu o 1º lugar na classe I. “Nas duas primeiras PEC (Provas Especiais de Classificação) tivemos algumas dificuldades, porque tive um problema na caixa de direção e tivemos que ir às boxes. Nas provas seguintes já conseguia controlar bem o carro e fizemos muito melhores tempos”, relatou. O piloto trofense, que defendeu que “o traçado podia estar melhor”, mostrou-se satisfeito por competir na Trofa. “Aqui já há muitas pessoas ligadas ao desporto automóvel e termos um rali é sempre de louvar”, sublinhou.

E num desporto ainda dominado por homens, a trofense Marina Mesquita é uma das que quer contrariar a tendência. Apesar de ter ficado sem parte da traseira do Renault Clio Sport na terceira PEC, a piloto estava agradada por participar na prova. “Deveria haver mais competições na Trofa, porque é um hobby bom e bonito”, sublinhou.

Feitas as contas, a dupla Rúben Moura/Paulo Antunes foi consagrada como vencedora, ao triunfar em três das quatro classificativas. Moura impôs o Citroën Saxo ao mais potente BMW M3 E46 da dupla Gaspar Pinto/Alberto Santos, por 21 segundos.

O pódio fechou com Fernando Correia/António Nogueira, num BMW 323 E36. O espanhol Roberto Valverde, no Porsche 997 GT3, ganhou a única especial que não foi ganha por Moura.

Organização satisfeita
A estrear-se neste tipo de organizações, o executivo da Junta de Freguesia do Coronado estava satisfeito com a forma como decorreu o rali. “Não tínhamos referências e é uma iniciativa pioneira na freguesia, pois não há tradição do desporto automobilístico. Mesmo assim fazemos um balanço francamente positivo e superou as nossas expectativas. Trouxemos muita gente de fora e esse era outro dos nossos objetivos”, afirmou José Ferreira, presidente da Junta.

O autarca anunciou ainda que vai tentar trazer novamente a prova à freguesia do Coronado.

Também Vítor Carvalho, da organização do Rali, fez um balanço positivo da competição. “Foi uma prova fácil de organizar, uma vez que a Junta do Coronado disponibilizou, desde cedo, todos os meios para começarmos a trabalhar neste rali. Fomos muito bem recebidos e espero que para o ano possamos estar aqui novamente.
Não tivemos crítica nenhuma, tanto do comércio como da população. O traçado teve a particularidade de ter três tipos de piso, o que agradou aos pilotos”, frisou.