Para celebrar o dia da mulher, a autarquia trofense juntou, este sábado, no Aquaplace, 300 mulheres. E porque não se pergunta a idade a uma senhora, as participantes tinham idades entre os oito e os 80.

Mesmo passada uma semana da comemoração do Dia Internacional da Mulher, senhoras e meninas aderiram à iniciativa da autarquia trofense, vestiram-se a rigor e encheram o recinto do Aquaplace de beleza e feminismo.

A sala decorada em tons de rosa, esperava as 300 mulheres que se inscreveram para o jantar e à porta, Bernardino Vasconcelos recebia as anfitriãs da noite com uma flor.

Já sentada estava Justina Azevedo, uma das mulheres que decidiu inscrever-se no jantar. “Eu decidi participar porque é um convívio de senhoras muito interessante e penso que o dia da mulher deve ser respeitado pelo menos uma vez em cada ano”, explicou em entrevista ao NT.

Apologista do espírito feminista, Justina enalteceu ainda a iniciativa da Câmara Municipal da Trofa: “gosto muito destas iniciativas organizadas pela Câmara Municipal e tento estar sempre activa e participar em tudo o que posso”.

O convívio entre mulheres foi o motivo pelo qual Maria José Cruz decidiu participar neste jantar, onde a entrada dos homens era restrita. “Fizeram-me o convite para participar no jantar e eu aceitei com muito agrado, porque isto é um convívio entre mulheres, colegas e amigas. E a mulher tem de ser muito valorizada, não é só o homem, porque as mulheres unidas jamais serão vencidas”.

Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia trofense fez questão de marcar presença no meio das 300 mulheres e era um dos poucos homens a quem a entrada foi permitida.

“É um jantar que evoca o dia 8 de Março que é o dia internacional da mulher, há quem diga que todos os dias são dia da mulher, eu também entendo que sim, mas também acho importante que se evoque a mulher num determinado dia do ano. Estão aqui várias gerações, várias mulheres com diferentes origens sociais, mulheres com várias profissões”, afirmou o autarca.

Frisando o papel importante da mulher na sociedade, Bernardino Vasconcelos lamentou que embora a lei seja clara nos direitos iguais para homens e mulheres, isso ainda não aconteça a todos os níveis.

“Embora tendo os seus direitos plasmados na lei, não há igualdade entre as mulheres e os homens, a mulher não é tratada da mesma forma que os homens, em trabalho igual recebem cerca de menos 20 por cento de salário, as pensionistas recebem menos, os subsídios de doença são menores, são as primeiras a ser despedidas e as últimas a arranjar emprego. Por isso é sempre bom evocar o dia da mulher, não como ser inferior, porque a mulher não precisa de ajuda nenhuma, ela afirma-se por si própria”, acrescentou.