Diz quem viu que o cenário parecia o de um “filme de terror”. Tudo aconteceu cerca das 10.20 horas de quarta-feira quando a mulher, de 60 anos, atravessava a passadeira junto à rotunda do Catulo, em S. Martinho de Bougado, e foi colhida por um camião, que circulava no sentido Trofa-Vila Nova de Famalicão. “Eu passei na passadeira, a senhora passou atrás de mim e o camião continuou a andar e passou-lhe por cima. Parecia um filme de terror, estavam todos aos berros para o senhor parar”, contou ao NT/TrofaTv Vera Martins.

De acordo com a testemunha, o veículo pesado de mercadorias seguia com velocidade reduzida e ainda terá travado. “O camião vinha devagar, ele chegou a parar para nós passarmos, a senhora passou a seguir e ele se calhar não reparou”, afirmou.

A vítima, residente na Trofa, sofreu um traumatismo grave na perna esquerda e, depois de assistida pelos Bombeiros da Trofa e pela equipa médica do INEM, foi transportada para o Hospital de S. João no Porto, onde se encontra internada no Serviço de Cirurgia, adiantou ao NT/TrofaTv fonte do Gabinete de Relações Públicas do hospital.

António Quelhas, que se dirigia para uma agência bancária quando se deparou com o aparato no local, mostrou-se indignado com o desfecho de mais um acidente naquela passadeira. “Esta passadeira é muito perigosa e um semáforo temporizado fazia com que os peões aguardassem a sua vez para passar a passadeira”, afirmou, defendendo que “há dois ou três anos” apresentou essa proposta em Assembleia Municipal, que até hoje não foi aprovada.

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Para o local foram mobilizados uma ambulância de socorro dos Bombeiros da Trofa, uma ambulância do INEM ao serviço da corporação da Trofa, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação, de Vila Nova de Famalicão, e um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios para proceder à limpeza do pavimento. No local estiveram ainda a GNR da Trofa e a Polícia Municipal a desviar o trânsito, que esteve cortado nos dois sentidos.

Recorde-se que esta e outras passadeiras têm sido palco de vários atropelamentos, muitos deles mortais, pelo que nunca é demais lembrar a peões e condutores de que devem parar, olhar e só depois seguir caminho.