A Junta de Freguesia de Santiago de Bougado entregou na quinta-feira, dia 17 de janeiro, a segunda tranche do subsídio referente ao protocolo de 2012.

 “Cerca de 40 mil euros”. Este foi o valor entregue ao movimento associativo de Santiago de Bougado pela Junta de Freguesia, durante o ano de 2012. O presidente António Azevedo assegura que o protocolo para este ano vai manter-se.

Foi no dia 18 de junho de 2012, que a Junta de Freguesia de Santiago de Bougado assinou um protocolo com as associações da freguesia, em que esta se comprometia a entregar-lhes um subsídio. Em troca, as associações de âmbito cultural, recreativo, desportivo, social e associações de pais seriam “parceiros da freguesia na organização de atividades”, como são exemplo o Bougado em Festa, a Juventude em Festa ou a Feira à Moda Antiga.

A primeira tranche do subsídio foi entregue nesse dia, tendo ficado acordado que a segunda seria entregue em dezembro. Devido a “questões pessoais e de saúde” de António Azevedo, só na quinta-feira, 17 de janeiro, foi possível fazer a entrega do restante valor do protocolo. “Qualquer associação que esteve aqui a receber a segunda tranche do subsídio teve que desenvolver durante o ano várias atividades para a Junta, gratuitamente. Isto é uma forma de comparticipar as despesas. Deixo publicamente o meu agradecimento, porque elas fazem isto por carolice e muitas vezes pelo gosto que têm pela terra”, esclareceu.

 

No total, “sensivelmente 20 mil euros” foram entregues à Conferência S. Vicente de Paulo, que “operacionaliza o projeto Bougado Solidário”, que acorre a “situações de pobreza e de fome” das famílias carenciadas. Neste caso, o subsídio é entregue mensalmente, no valor de 1500 euros. Também para as restantes associações culturais, recreativas e desportivas foi entregue, no total, “uma média de 20 mil euros”.

Este ano, a Junta de Freguesia contribuiu com “dois equipamentos para o parque infantil” da Escola Básica da Lagoa, no valor de “aproximadamente três mil euros”. “Sendo uma mais-valia para a escola, a Junta considera-se parceira e contribui”, afirmou, referindo que se trata de uma colaboração entre a Câmara Municipal da Trofa e a Associação de Pais, à qual a Junta de Freguesia também se quis associar.

António Azevedo assegurou que o protocolo “vai manter-se” durante o ano 2013. Para isso, nas próximas “três semanas”, o executivo da Junta de Freguesia vai organizar o plano de atividades, reunindo-se, “individualmente”, com “cada associação, confraria e comissões de festas”. No caso das últimas, vai saber “o que pretendem e que tipos de apoio precisam”. Caso pretendam uma atuação de ranchos folclóricos, estes podem ser outros fora da terra que façam permutas com os grupos de Bougado. “O que pretendemos é que o movimento associativo cultural da freguesia, embora já tenha ido comparticipar numa atividade da freguesia, possa convidar outra associação doutra freguesia que venha à freguesia fazer uma atuação em sua substituição. O que interessa é que haja essa partilha, esse intercâmbio cultural entre as nossas associações e as associações de fora. A nossa comparticipação não é para o rancho de fora que vem é para o rancho da terra”, exemplificou.

Está previsto que na última semana de fevereiro seja feito a assinatura do protocolo para este ano de 2013, onde está discriminado o valor que “cada um irá receber”, bem como “o que cada um tem que fazer”.

 

Protocolos não estão em risco com a união de freguesias

A partir das próximas eleições autárquicas, as freguesias de Santiago e de S. Martinho de Bougado vão passar a serem representadas pelo mesmo executivo. Questionado se com a união de freguesias, este apoio ao movimento associativo poderia terminar, António Azevedo foi perentório: “Nada vai acabar com isto, porque a freguesia mantém-se e as atividades vão ter que se manter”. “Não estou a ver a não fazerem estas atividades da Festa do Melão, Feira à Moda Antiga, Juventude em Festa, o concerto de Natal, as janeiras ou o cantar dos reis. As festas vão ter que se manter continuadamente e o apoio ao movimento associativo também”, acrescentou.

O presidente da Junta denotou que o movimento associativo bougadense está “habituado a ter uma voz amiga e uma ajuda”, referindo que “às vezes nem querem dinheiro”, mas sim o “aluguer das instalações”, dando o exemplo da ACRESCI (Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai) que pediu à Junta “a cedência gratuita das instalações”, para fazer três espetáculos “magníficos” no Natal. “Nós temos é que apoiá-los, de forma direta ou indireta, e sempre tendo em atenção que eles fazem aquilo pelo bem e amor à terra”, reforçou.

Por essa razão, António Azevedo “lamentaria imenso” o fim deste protocolo com as associações, pois seria “uma facada enorme” para elas. “A população de Santiago de Bougado está habituada a este apoio e a esta colaboração e intercâmbio e, caso fosse cortado, não ia gostar, assim como o executivo da Junta, porque está lá para servir e para apoiar a freguesia e não para criar estas clivagens de partido”, concluiu.