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Edição 731

Morreu o Maior*

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Desde que tenho memória de mim lembro-me do Maior sempre presente, mesmo quando estava ausente (estava marcado no coração)!

Os domingos na casa do Maior eram cheios, onde ele reunia a família, e pelo topo da mesa, lugar onde se sentava, todos os olhares e todas as conversas passavam por lá…era bem-disposto e gostava de conversas animadas, e para completar este quadro de desordem feliz, lá estava a Pantera, a cadela da casa!

A meio da tarde rumávamos ao Cine-Teatro Alves da Cunha, com balcão e onde a primeira fila da plateia eram cinco cadeiras, propositadamente lá instaladas para mim, para o meu irmão e para os meus primos. Estávamos tão próximos da tela que éramos engolidos por ela e sentíamo-nos personagens dos filmes!

O Cine-Teatro Alves da Cunha foi mandado construir pelo pai do Maior, que além da sala de espectáculos, tinha outros negócios, que lhe valiam respeito, mulheres e alguns filhos bastardos. Tudo isto associado ao fervor republicano, e os fervores não são bons conselheiros (digo eu), o pai do Maior deixou-lhe de herança, não dinheiro, mas o gosto pelas mulheres e uma vontade férrea para fazer o seu caminho!

Já aqui vos mostro que o Maior não é Deus, não quero desumaniza-lo, o Maior era gente!

Gente com a certeza de que o caminho para ter as coisas era o trabalho, e quando adolescente, trabalhava numa fábrica e no final fazia uns biscates de electricista. Um desses biscates, num final de tarde, foi na fábrica de chapéus do seu tio. Imagino-o a passar os olhos pelas empregadas, e ao ver uma, em particular, os olhos param e não avançam. Ela chama-se Maria e o Maior ficou encantado!

Ficando a saber que a Maria tinha vários pretendentes, o Maior tinha a seu favor o facto de ser sobrinho do patrão, mas não queria usar essa “arma”. Um dia chegou à fala com ela…oferecendo-lhe um quilo de figos.
Começaram a namorar, casaram e tiveram duas filhas. E desde que ofereceu esse quilo de figos à Maria, a mulher mais admirável e das mais bonitas que alguma vez conheci, a vontade férrea do Maior em busca de trabalho, para garantir o bem estar da família, levou-os por vários sítios. Para a Maria, na altura, apesar das dificuldades, o mundo perfeito era quando estavam os quatro, juntos!

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Novamente na Trofa e já definitivamente instalados, uma empresa com duas áreas de negócios começa a crescer, fruto do trabalho do Maior. Uma de electricidade, que lhe valeu instalar a rede eléctrica em Trás-Os-Montes (para quem estiver a ler este texto e estiver nesta região, é provável que todos os postes que ainda existam de madeira, tenham sido instalados por ele), e outra, fruto de um encanto de menino, o CINEMA!

Tenho bem presente, quando ainda pré-adolescente, o Maior me tirava a um dia de brincadeira e punha-me a levantar postes com os empregados. Desde cedo sempre quis mostrar, a mim, ao meu irmão e aos meus primos, que sem trabalho não se consegue nada…esse é o segredo…nós não entendíamos!
Com o passar dos anos, a parte eléctrica foi dando lugar ao cinema, e o Maior na década de 80 do século passado era o maior empresário cinematográfico do país, não contando com a Lusomundo, que além de exibidores, também eram (e ainda são) distribuidores, de quem o Maior era o melhor cliente.

Depois veio o vídeo e mais tarde os Multiplex e já ninguém ia aos Cine-Teatros ver cinema. O que ganhou foi-se perdendo, tendo o Maior vendido a sua “última casa”, o Cine-Teatro de Anadia, à Câmara local.
Apesar do que ele construiu, e perdeu, via nele sempre uma inocência de criança, que eu não entendia, e que o prejudicava. O Maior acreditava nas pessoas, acreditava na palavra dada e no aperto de mão. Desiludiu-se imensas vezes e mesmo assim não deixava de acreditar nas pessoas!!!

Após a “queda”, e já mais velho, a vontade de continuar a ganhar mundo e de trabalhar eram injecções de rejuvenescimento…e em vez de descansar “carregou o cinema às costas”!

Se em excursões, as pessoas do interior do país vinham ver o mar, o Maior e o seu cinema itinerante levaram a sétima arte às pessoas do interior. Tive a felicidade de, nas minhas férias da escola, fazer milhares de quilómetros com o Maior. Não raras vezes, quando chegávamos ao fim do mundo, eu perguntava:

– Já chegámos?
E ele respondia:
– Não! Ainda falta um bocadinho.
Quase sempre, quando parávamos para além do fim do mundo, a surpresa acontecia! Com o Maior fiquei a saber o quanto Portugal é bonito e a perceber as suas gentes…e a ele também!
Ele afinal era como aquelas pessoas do interior, gente de palavra e o aperto de mão valia o mesmo que uma assinatura…confiavam uns nos outros! Por isso ele se sentia tão bem…por lá!

Foram milhares de quilómetros, milhares de discussões, milhares de pontos de vista diferentes…e milhares de abraços que não te dei! Pensei que tinha todo o tempo do mundo, afinal eras o Maior…e dou por mim a pensar cada vez mais como Tu!

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Em Março de 2007, a mulher sempre presente, a Micas, como o Maior gostava de a tratar, devido a doença prolongada morreu numa madrugada de sábado, às quatro horas. O Maior passou o resto da noite a falar com a Micas, o seu Amor, e tenho a certeza que também lhe pediu desculpa de algumas coisas…afinal o Maior é humano!

A morte da Maria, a pessoa mais admirável que conheci, foi uma grande perda!

O Maior sentiu-a (muito), mas continuou a trabalhar, voltou a casar e a divorciar-se vinte dias depois (é mesmo o Maior), e eu, o meu irmão e o nosso primo Miguel, continuávamos a ir com ele, por vezes, a uma tasca em Vizela, comer e beber, que alimentava acesas discussões, muitos pontos de vista diferentes…e quem estivesse a observar, facilmente se apercebia o quanto aquelas pessoas se gostavam!
Aos oitenta e quatro anos o corpo do Maior começa a fraquejar e sinais de senilidade começaram a aparecer. Quando a boa vontade já não era suficiente para cuidar bem dele, foi para um lar, na Trofa. “Arrebitou” com a presença das meninas que cuidavam dele e mesmo na doença, levou-nos para um mundo que já existiu e no qual “mergulhávamos” com ele!
Os nossos encontros eram viagens no tempo, ao estilo “Good bye Lenin”, onde na cabeça do Maior estávamos ainda na década de oitenta, e falávamos da programação para os cinemas, se tinha ido buscar o amplificador à oficina e enviado a publicidade para a Régua,…e de repente, num lampejo de realidade e de saudade, perguntava:

– A Micas?
A saúde continuou a degradar-se e começou a fazer umas “visitas” ao hospital, cada vez mais prolongadas. Na última ida não iria regressar, e na última visita que lhe fiz, encontrei o corpo do Maior, que só respirava, mas ele já não lá estava…mas os olhos brilharam e captaram a minha atenção!
Estavamos sozinhos. Debrucei-me ao nível da cabeça dele e “espreitei” para dentro do seu olhar. No fundo dos olhos do Maior, via-o sentado no escritório a preparar a programação para o mês de Dezembro nos seus cinemas…e sorri! Dois dias depois, morreu.

21 de Dezembro de 2013, o Maior foi enterrado depois de décadas a “comer terra” como diria Miguel Torga e pela primeira vez vi um padre no final da celebração da missa a falar do defunto com um sorriso na cara e da alegria que foi ter conhecido tamanha figura, há muitos anos atrás, em Rio de Moinhos!
O Maior, pela sua actividade única (sem nunca ter pedido ou recebido subsídios), teve cartas de elogios de governantes, foi notícia em tudo o que é jornais, revistas e canais de televisão.

O Maior chama-se Joaquim da Costa Azevedo e é meu AVÔ!
Não me dêem os pêsames, dêem-me os parabéns por ser neto do Maior! 

* Texto escrito em 2013, dedicado a alguém especial e único.

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Edição 731

Memórias e Histórias da Trofa: Fome nas terras de Bougado

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O início do século XX não foi fácil para as gentes de Bougado, que se deparavam com uma grave crise económica e também social.

Poucos anos antes, concretamente em 1899, tinha sido aprovada a famigerada lei que protegia a produção nacional dos cereais, que, para proteger o tecido económico dos agricultores que tinham uma expressão exageradamente elevada na economia nacional, fazia aumentar os preços dos cereais e respetivo pão na venda ao público.

Sumariamente, a produção de cereal a nível nacional tinha de ser toda vendida e, somente aí ou então em casos muito excecionais, poderia ser adquirida no estrangeiro, sendo o grande mercado os Estados Unidos da América, que colocava os cereais a um preço demasiado baixo, considerando essa situação pela facilidade de produção e as grandes quantidade de área de cultivo.

A economia nacional caminhava em contraciclo com a do resto dos países da Europa dita evoluída. O setor secundário crescia e retirava importância ao setor primário, enquanto Portugal demorava a alavancar a sua indústria, apesar do esforço de vários anos do Marquês de Pombal e do Conde de Ericeira, entre outros, que pretendiam criar um país industrializado e ser capaz de criar um real valor na economia, não se limitando a exportar na sua maioria produtos agrícolas.

As terras de Bougado eram, nesta fase, (…)

Esta crónica só pode ser lida integralmente na edição impressa do jornal ou através da edição disponível para assinaturas online. Mais informações aqui

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“Uma das nossas bandeiras é a despoluição do Rio Ave”

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Fernando Flores é militante do PAN “há muito tempo”, mas só recentemente decidiu envolver-se na vida do partido, disponibilizando-se para ser porta-voz da estrutura concelhia da Trofa. Eleito pelos restantes militantes trofenses que compõem a comissão política, o empresário trofense deu a conhecer ao NT quais os pilares que sustentam o projeto do PAN neste território: a despoluição do Rio Ave, a variante à EN14, o metro e consciencialização ambiental.

O Notícias da Trofa: Em que contexto nasceu a estrutura do PAN na Trofa?
Fernando Flores (FF):
O PAN tem um conjunto de filiados, na Trofa, com diferentes áreas de formação, que se juntaram para trazer uma nova visão e debate político à Trofa. Neste processo político, tivemos o apoio da Distrital do PAN do Porto, que nos deu o suporte necessário para o arranque dos trabalhos da concelhia. As pessoas que constituem a concelhia, são pessoas preocupadas com a perspetiva atual do futuro da Trofa, particularmente, com decisões políticas que têm sido tomadas, que põem em causa as gerações vindouras. Queremos transportar para o concelho os valores e os ideais do PAN, que tem tido uma inegável importância na decisão política, quer a nível nacional, quer a nível regional. Notamos que existe uma forte polarização política na Trofa, pelo que vamos trabalhar para que as pessoas possam ver na nossa estrutura uma alternativa credível para o concelho. Queremos trazer uma forma diferente de fazer política, que não se perca em questiúnculas e ataques pessoais e fomentar o envolvimento dos trofenses nas decisões políticas, auscultando as suas preocupações e ideias.

NT: Quais são os principais pilares em que assentam a estrutura?
FF:
O PAN alimenta-se de valores e princípios que se focam na garantia do futuro das gerações futuras. E, de facto, os tempos que vivemos, e a questão da pandemia, são a prova de que é preciso mudar a forma como o ser humano tem tratado a sua casa, que é o planeta Terra. É fundamental reverter o modelo socioeconómico estrativista e produtivista que, até agora, tem sido regra. O antropocentrismo que nos trouxe até aqui tem que acabar. Queremos, então, como partido político que somos, promover políticas de consciencialização da população para o impacto que tem a nossa forma de viver em tudo o que nos rodeia e na nossa própria vida. Vamos então procurar viver estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos, nomeadamente nas áreas de hábitos alimentares, formas e tipos de consumo, bem-estar animal e respeito pela Natureza e defesa do ambiente.

NT: Do trabalho que já fizeram desde que se constituíram como estrutura, que problemas já identificaram no concelho?
FF:
No que respeita às decisões políticas no terreno, há, quanto a nós, muito a fazer a nível local. A mobilidade deverá ser o maior problema do nosso concelho. A questão da variante à Estrada Nacional 14 e também o metro, que são fundamentais para o bem-estar e aumento da qualidade de vida das populações, mas também para tornar o concelho mais atrativo para o tecido empresarial. Os espaços verdes são, manifestamente, insuficientes e tanto assim é que podemos ver trofenses em parques de concelhos vizinhos, como o de Avioso.
Também a nível da defesa do ambiente e gestão de resíduos, também se pode e deve fazer mais e melhor.

NT: Quanto à mobilidade, refere-se à variante como projeto essencial para a Trofa. Por que é que o PAN defende-o, uma vez que pode fomentar o uso do automóvel?
FF:
Neste caso, temos de pensar nas empresas, que necessitam de fazer entregas ou visitar fornecedores e clientes e que não têm transportes públicos que consigam satisfazer a estas necessidades. É claro que defendemos a descarbonização, e os transportes a energia elétrica são um caminho a seguir, mas no caso da Trofa, esta variante é fundamental e não podemos escamotear essa lacuna.

NT: Assim como o metro…
FF:
Assim como o metro, que já promove essa descarbonização e a diminuição do uso do automóvel. Mas a este processo está associada uma questão de ética e de justiça, nomeadamente para a população do Muro, que ficou sem o comboio, e, em geral, para a Trofa, porque ficou sem carris com a promessa de uma linha de metro que chegaria durante a primeira fase da rede de metro do Porto. Fala-se de estudos que não garantem viabilidade financeira de uma linha de metro até à Trofa e da alternativa do metrobus do Muro até à cidade, mas esperamos que, pelo menos, seja salvaguardado que, se se verificar uma afluência que justifique, haja condições para transformar o metrobus em linha de metro.
Haverá muita gente, residente nos concelhos vizinhos de Famalicão e Santo Tirso, que trabalha na área industrial da Maia e que poderiam ter mais facilidade de mobilidade se houvesse a ligação entre o comboio e o metro, através da Trofa.

NT: Ao nível da gestão dos resíduos, como é que a Trofa poderá melhorar?
FF:
Ao nível da gestão dos resíduos, há situações bastante simples e, creio, pouco onerosas, que não acarretam grande dificuldade para a Câmara Municipal da Trofa. Até em situações relacionadas com a reciclagem. No nosso concelho, ainda notamos que não há instrução sobre como fazer reciclagem. Acreditamos que, a esse nível, pessoas com mais consciência e perceção dessa importância, podem, facilmente, mudar hábitos. Temos uma proposta relacionada com a Feira da Trofa, onde vemos que, apesar dos esforços e do trabalhos dos funcionários públicos na limpeza do espaço, há lixo que é espalhado no chão pelo vento. Propomos mais ações de sensibilização junto dos feirantes e colocação de ecopontos para tornar a Feira mais amiga do ambiente.

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NT: Que trabalho político é que já fez o PAN Trofa, nomeadamente em propostas ou questões às entidades políticas que gerem o território?
FF:
Por sermos uma estrutura recente, não temos ainda nenhum representante nos órgãos políticos do concelho. Estamos a estudar os dossiers que interessam à Trofa, mas temos já várias ideias, que iremos apresentar muito em breve.
Uma das nossas “bandeiras” é promover a total despoluição do Rio Ave, envolvendo, naturalmente, todos os municípios do Vale do Ave. Acho que, a este nível, não tem sido feito o suficiente. Com o Parque das Azenhas, fizemos com que o concelho se voltasse, novamente, para o rio, mas é preciso que a Trofa abrace o Rio Ave, comprometendo-se com o desígnio de o despoluir para que, no futuro, a população possa, de novo, banhar-se naquelas águas.
Depois, temos propostas simples, como a criação de uma feira de produtos biológicos, como existe em Famalicão, com o apoio total do município, promovendo a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a ligação entre os pequenos produtores e o consumidor.
Há também um projeto importado e já aplicado por vários municípios, que é a chamada biblioteca das coisas. Está estudado que um berbequim, na sua vida útil, tem uma utilização média de 13 minutos. Este é um exemplo de um tipo de consumo que não é amigo do ambiente, tendo em conta o consumo de matérias-primas de que é feita a máquina. O que se pode tentar fazer é disponibilizar, a título de empréstimo, como se faz com os livros de uma biblioteca, um berbequim para uso casual.

NT: Como é que vão alinhar a vossa estratégia para ganhar expressão no concelho? Os jovens são um público que interessa captar, uma vez que estão mais sensíveis às questões ambientais?
FF:
A nível nacional, o PAN tem uma forte representação do público mais jovem, que representam a maior fatia dos militantes do partido. E é natural que assim seja, já que o PAN assenta os seus princípios, não só com o presente, mas também na garantia de um futuro promissor para eles e seus descendentes. Mas, como é óbvio, como estrutura concelhia, preocupamo-nos com todos os trofenses, pelo que vamos apresentar e promover políticas que protejam o bem-estar da população e os ideais do PAN.

NT: Qual é o objetivo do PAN para as próximas eleições autárquicas?
FF:
Pretendemos participar nas próximas eleições autárquicas, mas a forma como a nossa participação se vai efetivar ainda está a ser estudada e será decidida no tempo próprio. O que sabemos é que para que possamos fazer a diferença e influenciar as decisões políticas, é imprescindível que tenhamos uma forte expressão no concelho, no entanto, não vamos nunca pôr em causa os nossos valores e princípios para conseguir uma representação nos órgãos do poder local.

NT: Que avaliação faz o PAN Trofa à atuação da Câmara Municipal da Trofa neste mandato?
FF:
Há algumas situações que ferem gravemente este mandato do executivo municipal. Como partido que defende o ambiente e o respeito pela Natureza, o dossier do aterro da Trofa não nos deixa indiferentes. O que mais nos choca é que a Câmara Municipal da Trofa tenha tentado legalizar um aterro numa área que obrigaria à alteração do PDM e, pior, numa área que é protegida a nível nacional.
Depois, na gestão da pandemia, ao nível das microempresas, comércio e restauração, ao contrário do que se vê nalguns concelhos do país, verifica-se um apoio reduzidíssimo ou praticamente inexistente.
A avaliação não é totalmente negativa, mas nas áreas às quais temos mais preocupação, as políticas têm sido, muitas vezes, colocadas de parte.

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