O início do século XX não foi fácil para as gentes de Bougado, que se deparavam com uma grave crise económica e também social.

Poucos anos antes, concretamente em 1899, tinha sido aprovada a famigerada lei que protegia a produção nacional dos cereais, que, para proteger o tecido económico dos agricultores que tinham uma expressão exageradamente elevada na economia nacional, fazia aumentar os preços dos cereais e respetivo pão na venda ao público.

Sumariamente, a produção de cereal a nível nacional tinha de ser toda vendida e, somente aí ou então em casos muito excecionais, poderia ser adquirida no estrangeiro, sendo o grande mercado os Estados Unidos da América, que colocava os cereais a um preço demasiado baixo, considerando essa situação pela facilidade de produção e as grandes quantidade de área de cultivo.

A economia nacional caminhava em contraciclo com a do resto dos países da Europa dita evoluída. O setor secundário crescia e retirava importância ao setor primário, enquanto Portugal demorava a alavancar a sua indústria, apesar do esforço de vários anos do Marquês de Pombal e do Conde de Ericeira, entre outros, que pretendiam criar um país industrializado e ser capaz de criar um real valor na economia, não se limitando a exportar na sua maioria produtos agrícolas.

As terras de Bougado eram, nesta fase, (…)

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