Natália Gromicho esteve na Trofa para falar dos quadros expostos na Casa da Cultura. Concelho trofense foi o primeiro a receber a exposição “Modos de Ver”.

Numa conversa de jardim, a jovem artista Natália Gromicho falou da sua paixão pela pintura e de como começou a sua carreira, numa paragem na Casa da Cultura da Trofa, onde está patente a exposição de sua autoria “Modos de Ver”. Na tarde de sábado, 16 de julho, a artista recordou o momento em que “mudou para o mundo que sempre quis”, quando, no 10º ano, frequentando a área científico-natural decidiu mudar para artes.

“Modos de Ver” estará patente na Casa da Cultura até 30 de julho. Natália Gromicho explica que esta exposição “é o começo de tudo”: “A forma como cada pessoa interpreta as minhas telas, tudo depende do modo de ver. Não quero que ninguém fique indiferente, quero provocar estímulos no público. A arte morre com a indiferença”.

Afrodite, Teatro, Homofobia e Amante são algumas das obras que podem ser vistas na Casa da Cultura da Trofa nesta exposição.

Tendo Picasso o seu grande mestre, a artista diz-se “autodidata” e a obra que mais a marcou ao longo de todo o seu percurso, desde 1995, altura em que começou a pintar, foi uma tela, que como a artista afirma, “resultou do limpar da paleta”. “Nunca se limpa a paleta, mas era nova ainda não sabia que isso”, acrescentou.

Natália Gromicho expôs pela primeira vez em 1996, na Oficina da Cultura de Almada, tendo a presidente de Câmara de Almada, da altura, adquirido um quadro seu. Questionada sobre onde procura inspiração para as suas obras respondeu prontamente “em tudo o que me choca”. Pelas suas telas já passaram interpretações de fenómenos naturais como o Furacão Katrina, ou, mais recentemente, a problemática de Tripoli, na Líbia. Sobre esta temática pintou ao vivo três painéis, durante 11 horas seguidas.

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