facontrofa

Milhares de pessoas participaram no protesto promovido pela CGTP contra as medidas do Governo. Trabalhadores anónimos e delegações de empresas como a Facontrofa, Preh e INAPAL também marcaram presença.

“Onde estão os dois milhões de euros dados pelo Estado?” A questão foi levada pelos funcionários da Facontrofa e Cheyenne, que se deslocaram a Lisboa, para a Manifestação Nacional, promovida pela CGTP-IN, no sábado.

Mas estes não foram os únicos a participar naquela que foi considerada como a maior manifestação das últimas décadas, numa clara demonstração da força, unidade e determinação da classe operária e de todos os trabalhadores.

Também os trabalhadores da Trofa estiveram presentes nesta manifestação, para juntar as suas vozes aos muitos milhares de trabalhadores que viajaram até Lisboa para fazer ouvir as suas reivindicações. Trabalhadores anónimos e delegações de empresas como a Facontrofa, Preh e INAPAL, foram cerca de duas centenas que trocaram um sábado de descanso por uma jornada pelo futuro, que neste momento para muitos é incerto.

Em comunicado enviado para as redacções a Comissão Concelhia da Trofa do PCP saudou a Manifestação Nacional, promovida pela CGTP, que juntou mais de 300 mil trabalhadores em Lisboa, na Luta contra as Desigualdades e Injustiças Sociais.

“Esta mobilização não se consegue sem haver da parte dos trabalhadores uma consciência de que a luta ainda vale a pena. Nada se consegue sem luta, o diálogo é importante mas o protesto também tem lugar. As pessoas protestam porque sentem descontentamento e sabem que a luta vale a pena”, adiantaram.

Mas o PCP também se junta esta luta dos trabalhadores, mostrando “solidariedade na luta contra o PEC e suas medidas de austeridade, denunciando o acordo do Governo PS com o PSD, que protege o capital e penaliza os trabalhadores, pensionistas e desempregados, aumentando o imposto sobre o trabalho e sobre os bens de primeira necessidade”, acrescentaram em comunicado.