Partido Socialista da Trofa apresentou o mandatário concelhio para as próximas eleições europeias, que decorrem este domingo, 25 de maio.

O cabeça de lista do Partido Socialista às eleições europeias, Francisco Assis, apresentou os 18 mandatários distritais da candidatura. Miguel Tato Diogo, docente na área de Gestão do Risco Ocupacional na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, é o mandatário da Concelhia da Trofa.

Num encontro informal aberto à comunicação social, no dia 19 de maio na sede da Concelhia do PS Trofa, foi apresentado Miguel Tato Diogo como o mandatário do concelho trofense. O presidente da Comissão Política Concelhia do PS Trofa, Marco Ferreira, contou que o convite ao docente “foi pensado, refletido e construído”, considerando que Miguel Tato Diogo “é um homem que se identifica com alguns valores da esquerda” e que, como independente, pode “construir uma ponte mais efetiva entre o partido e a sociedade civil”. Marco Ferreira demonstrou que o “profundo objetivo” da concelhia é “mostrar à população que as eleições europeias têm tudo a ver com o dia a dia dos cidadãos do país”. Com o lema “Mudança”, o presidente declarou que existe “uma necessidade de mudança muito forte na Europa e no país”, que “vai ter influência no futuro”.

Já para Miguel Tato Diogo é “uma honra enorme” ser o mandatário para as eleições europeias do PS, agradecendo “o privilegio de poder representar este conjunto de valores tão importantes na sociedade”. “Que no dia 25 de maio se possa começar a olhar para uma perspetiva diferente, um Portugal otimista, onde os jovens sintam que emigrar é uma opção e não uma obrigação, onde o desemprego não seja necessariamente o fim de tudo, onde as famílias possam acreditar numa sociedade, num governo, num país que os valoriza, que investe, onde os empresários possam encontrar mão de obra qualificada”, denotou.

Marco Ferreira e Miguel Tato Diogo deixaram ainda um apelo ao voto. O líder da concelhia recordou que o nível de abstenção nas eleições europeias é “absolutamente dramático” e que está relacionado com o facto de “muitas vezes os políticos não terem sabido estar à altura do desafio de mostrar às pessoas que aquilo que é feito na Europa tem influência na vida de cada um de nós”. “Esta ideia de austeridade advém de políticas europeias de direita que foram vencendo e vingando a nível europeu. É preciso mudar de paradigma, é preciso com o voto alterar o paradigma europeu de direitas para de esquerda, para defender o investimento público e as qualificações e para não permitir que a Europa continue neste estado de regressão de alguns direitos que foi a Europa que ajudou a construir”, reforçou.

Já Miguel Tato Diogo acrescentou que “a abstenção é quase contraditória hoje em dia”, não entendendo como é que “uma juventude que se habituou a comunicar com o mundo inteiro e a votar no Facebook com gostos, consegue depois estar alheada de um processo fundamental que é o poder de decidir, participar na decisão do seu destino”.