O Metro tem sido uma questão diária na vida dos trofenses. Com isso não quero justificar mais um artigo de opinião sobre a mesma questão – O Metro!

Escrevo hoje, mais uma vez, porque há muita politiquice à volta do Metro para “sacudir a água do capote”.

É bom relembrar, e nunca é demais fazê-lo quando existe tanta poeira no ar, que a Linha do Metro até à Trofa fazia parte da primeira fase de execução do projecto do Metro. Na altura, a Trofa pertencia ao concelho de Santo Tirso. Nessa época, a Trofa ficou esquecida porque Santo Tirso, liderado pelo PS, não quis fazer força para que a vinda do Metro até à Trofa fosse uma realidade.

Após muitos anos e com muita argúcia, o PSD Trofa conseguiu colocar esse anseio da população como uma prioridade do Governo. Esta vitória foi conseguida muito tempo antes das últimas eleições legislativas. Quis o destino, e a campanha eleitoral do Eng. José Sócrates, que essa prioridade fosse materializada pouco tempo antes das eleições.

Claro está, a actual Presidente de Câmara “apanhou a boleia” e afirmou que tal façanha se deveu à sua influência como deputada.

Pacificamente, muitos acreditaram. Hoje, ninguém acredita.

Então, se tinha influência como deputada perdeu-a como Presidente de Câmara?

A partir da anulação do concurso, surgiram as iniciativas políticas e da sociedade civil.

Umas mais inteligentes – Petição, Junta de Freguesia do Muro, JSD, PCP e PSD – outras para tapar o sol com a peneira.

A petição, por si só, foi uma bela iniciativa e despida de interesse político-partidário. Por isso, assinei-a há muito tempo.

O Presidente da Junta de Freguesia do Muro corporizou e defendeu a justa reivindicação dos murenses. Com isso, ganhou mais notoriedade no Concelho e tornou-se num putativo candidato à Câmara Municipal pelo PP ou nas listas do PS. O tempo dirá se o filho pródigo regressa à casa paterna.

A JSD optou pelo estilo criativo, mas disse tudo. A Presidente de Câmara está a deixar a sua marca no Concelho, tornando realidade a velha imagem de um elefante a dançar numa loja de cristais.

O PCP colocou a questão na Assembleia da República e um Deputado seu veio à Trofa. Com estas iniciativas recordou o tema aos portugueses.

O PSD foi mais longe. Escreveu uma carta a Durão Barroso recordando que o projecto é financiado por fundos comunitários e, por isso, a Trofa não pode ficar sem Metro.

Para mim, este tema é uma questão do Concelho, e não apenas do Muro.

Para mim, é uma questão institucional e, como tal, deveria ter sido resolvida pela Câmara Municipal.

Porque não foi?

Faltou engenho, poder de influência e credibilidade política – mais uma vez!

Agora, resta aos partidos da oposição e à sociedade civil concertar esforços para voltarmos a ter esperança de um dia o Metro chegar à Trofa.

 

Tiago Vasconcelos