Junta Metropolitana do Porto (JMP) só admitirá, “no limite”, a suspensão da expansão da rede do Metro do Porto se o mesmo acontecer às outras obras públicas do país, afirmou hoje o presidente Rui Rio.

“No limite, só aceitamos equacionar se alguma coisa fica à espera, ou não, se tudo for assim no país todo”, disse Rui Rio aos jornalistas, no final de uma reunião da JMP.

Segundo o autarca e líder da junta, aquilo que a JMP “reclama é um tratamento igual àquele que é dado no país todo”.

O autarca do Porto lembrou que o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, garantiu “inequivocamente” à JMP que o Metro do Porto não seria afetado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

Para Rui Rio, é certo que assim que a empresa estiver em condições de pedir autorização para avançar com o concurso para a expansão da rede, o Governo dará essa autorização.

O ministro António Mendonça, acrescentou Rio, “disse entretanto outras coisas que levam a JMP a reforçar a ideia de que nada para”, referindo-se concretamente à 3.ª travessia sobre o Tejo e ao TGV.

“Independentemente da opinião que cada um de nós possa ter sobre as grandes obras públicas, também aqui há um traço comum unânime: se o ministro diz que [o metro] não é afetado pelo PEC e se vão avançar obras públicas, estas não param porque as de lá de baixo também não param”, frisou.

Relativamente à questão da difícil situação financeira que atravessa a empresa Metro do Porto, Rui Rio foi perentório em afirmar que esse é um problema que “o Governo vai ter que resolver”.

“É inequívoco”, disse, “agora tem a maioria do capital como quis ter, é indiscutível que deve ser o Governo” a resolver a questão.

JAP. // LUSA