O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, esteve no Porto e em reunião com a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino e com a nova Comissão Executiva da Metro, liderada por Ricardo Fonseca decidiu a questão da ligação da Linha Verde à Trofa, que deverá avançar na segunda fase do projecto.

   A opção é mais barata e parece ser a opção que mais agrada ao executivo de José Sócrates. A linha do metro entre o ISMAI (Maia) e a Trofa deverá ser inicialmente construída em via simples, ficando reservado um canal para que no futuro, se conclua a obra com mais uma via.

Apesar de mais barata esta solução fará aumentar o tempo de deslocação até Paradela, causando transtorno para a população, com uma viagem mais demorada e menos atractiva.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, esteve no Porto e em reunião com a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino e com a nova Comissão Executiva da Metro, liderada por Ricardo Fonseca decidiu a questão da ligação da Linha Verde à Trofa, que deverá avançar na segunda fase do projecto, mas ficaram por definir outras ligações que integrarão o concurso público global de construção, de exploração e de manutenção da rede.

O governante falou à imprensa no dia de inauguração do novo troço da Linha Amarela, em Vila Nova de Gaia, e reconheceu os atrasos nas obras e não prometeu que o concurso global seja lançado no próximo mês. No entanto, este atraso não deverá interferir com as linhas Maia-Trofa e a da Boavista, que estão em concursos separados. Se esta data também não for respeitada, Mário Lino afirmou que terá que se avaliar a legitimidade de se realizar concursos separados para as referidas linhas.

Entretanto, os estudos sobre a segunda fase de desenvolvimento do projecto do metro, desenvolvidos pelas equipas de Álvaro Costa e Paulo Pinho, docentes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, vão ser alvo de um aprofundamento solicitado pelo novo Conselho de Administração da Metro, que passa pela definição pormenorizada do traçado da Linha da Boavista. Os responsáveis esperam que em Julho já seja possível indicar as linhas que avançarão no concurso global da segunda fase da rede e se haver algum adiamento.

A linha de Gondomar, entre o Estádio do Dragão e a Venda Nova, em Rio Tinto, é a única com arranque garantido e adjudicação será efectuada no próximo mês. Ainda em Junho será lançado o concurso público para o pequeno troço da linha Amarela que chega a Santo Ovídio.

A Empresa do Metro vai ainda investir mais 2,3 milhões de euros para pôr a circular os tram-train, viaturas mais rápidas e com capacidade para mais passageiros, em Setembro deste ano na Linha Vermelha (B) que liga o Porto a Vila do Conde e à Póvoa de Varzim.

Outro concurso público foi lançado para o fornecimento e a instalação de equipamentos e de sistemas para ajuste da rede eléctrica de tracção da Metro, para as composições Flexity Swift na Linha Azul (A), Vermelha (B), Verde (C) e Violeta (E).

Sublinhe-se que a empresa já interviu no Parque de Manutenção e Oficinas em Matosinhos (Guifões), para dotá-lo de capacidade para receber os 30 tram-train. Estes veículos podem ser utilizados em toda a rede, mas foram especialmente concebidos para servir os percursos mais longos, a ligação à Póvoa e, futuramente, à Trofa. A sua aquisição e manutenção por um período de cinco anos terá o custo de cerca de 115 milhões de euros.

PCP critica a posição do Governo

Em comunicado enviado às redações a DORP- Direcção Organização Regional do Norte do Partido Comunista Português mostra-se preocupada com as noticias "publicadas nos Órgãos de Comunicação Social que adiantam a intenção do Governo em não permitir a construção da Linha até à Trofa em via dupla. Esta possibilidade, para a qual já há muito tínhamos alertado, não leva em conta o conteúdo do estudo que a Metro do Porto realizou no primeiro trimestre de 2006 e no qual comprovavam a necessidade da duplicação da via, bem como a potencialidade de atracção de utentes".

O PCP vai mais longe e recorda que "há quase uma década que a população da Trofa foi privada de um meio de transporte, o comboio, e desde então tem sido (mal) servida pelo transporte alternativo (autocarros) e mesmo assim, são contabilizadas cerca de 15 mil validações mensais".

Os responsáveis da DORP alertam "ainda para o facto de, no caso da não duplicação da linha, ficar em causa a sua própria rentabilidade pelo facto de passar a demorar mais de uma hora a ligação ao Porto, quando o Comboio faz o percurso Trofa-Porto em 30 minutos".

O PCP acusa ainda o Governo de desenvolver uma política "discriminatória para com a região do Porto" acusando ainda a Junta Metropolitana do Porto de "passividade cúmplice" e que " de cedência em cedência, vai abandonando por completo o seu papel na defesa do desenvolvimento sustentado da Área Metropolitana do Porto".

O NT ouviu Bernardino Vasconcelos presidente da autarquia que assegurou "não vai faltar firmeza nem à Trofa nem à Camara para defender a vinda do Metro até à Trofa, nas condições previstas no acordo firmado no ano passado entre o Ministro das Obras Publicas e a Junta Metropolitana do Porto". Vasconcelos garantiu que na ultima sexta-feira na reunião da Junta Metropolitana houve unanimidade na defesa das linhas previstas no acordo" onde se insere a Linha até à Trofa..