O novo presidente da Comissão Política da Juventude Popular da Trofa tomou posse na passada sexta-feira. Entre amigos, militantes e membros do partido, Marco Silva, frisou que o objectivo da juventude que o rodeia é "cativar os jovens trofenses para a política".

 "Nós queremos ser activos, queremos ter visibilidade e atingir os jovens, acho que os jovens trofenses não estão activos na política concelhia e isso passa-se também a nível nacional. É preciso desacreditar no desânimo que existe, activar os jovens, ganhar força, debater ideias e tornar o concelho melhor". Foi desta forma que Marco Silva, novo presidente da Juventude Popular (JP) da Trofa, iniciou o seu discurso no jantar de tomada de posse, que se realizou na passada sexta-feira, na Churrascaria da Maganha.

Depois de ter ganho as eleições da Comissão Política da Juventude Popular da Trofa a 26 de Abril, Marco Silva recordou os objectivos da sua lista: Tornar os jovens mais activos, debater temas importantes na educação e na cultura e apresentar algumas soluções para o concelho da Trofa.

"Já se passaram dez anos e as estradas continuam sem soluções, o metro já foi prometido há muito tempo, na altura de um europeu de futebol, agora estamos noutro europeu e as coisas ainda não passaram do papel", afirmou Marco, nomeando a questão das "fracas" acessibilidades, que "afectam o concelho".

Os jovens trofenses que "fogem" do concelho para conseguir um emprego também é uma das preocupações do novo presidente. "É sempre fora da Trofa que arranjamos emprego e eu penso que deveríamos tirar mais proveito das capacidades dos jovens da Trofa", adiantou. Para os jovens da Juventude Popular a solução está na "capacidade de reter os jovens", criando mais emprego e atractividades para a criação de empresas no concelho. "Porque os trofenses têm amor ao concelho, mas se não tiverem cá emprego, vão para fora", acrescentou.

Outro ponto preocupante "é a localização dos Paços do Concelho", referiu Marco Silva, que prometeu apresentar as propostas da JP para a localização do edifício. "O facto de quererem fazer o edifício no parque Nossa Senhora das Dores, é um completo erro técnico, é impensável. O parque deve ser requalificado, como único espaço verde no centro do concelho, e não construir lá os Paços do Concelho. O edifício pode ser construído noutros sítios", afirmou.

Pedro Moutinho, presidente da JP do distrito do Porto, concordou com os objectivos da concelhia e trouxe uma "mensagem de esperança" para os membros da concelhia e militantes da Trofa. "A mensagem que lhes trago é de esperança, para lhes dizer que a nossa geração não precisa do Estado para viver, não precisa da economia pública para viver e que vamos conseguir criar riqueza à custa do nosso trabalho e suor, da nossa capacidade de inventar e crescer", disse.

O presidente da distrital espera o apoio e "energia" dos militantes da JP e do CDS para nas próximas eleições "derrotar o partido socialista. É tempo de os mandar para a rua! E eu tenho a certeza que vamos ser muitos e que vamos conseguir escorraçar o PS do Governo", concluiu.

A JP está já a prever a realização de algumas tertúlias para debater temas de interesse para os jovens trofenses. "As tertúlias vão ser nos cafés, à noite para tentar, num ambiente descontraído, ter oradores de excelência que tragam as suas ideias aos jovens", rematou Marco Silva.

A Comissão Política da Juventude Popular da Trofa é composta por Marco Silva (presidente), David Dias (vice-presidente), Fátima Dias (secretário-geral), Ricardo Miranda e Hugo Dias (vogais).