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Edição 765

Mercadona investiu 500 milhões na produção nacional

Mais de 900 fornecedores e 500 milhões de euros em compras na economia nacional. Os números são da Mercadona e foram dados a conhecer a 26 de abril, Dia da Produção Nacional.

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Mais de 900 fornecedores e 500 milhões de euros em compras na economia nacional. Os números são da Mercadona e foram dados a conhecer a 26 de abril, Dia da Produção Nacional.

O retalhista tem vindo a aumentar o volume de compras a fornecedores nacionais, com maior prevalência naqueles que representam o setor primário.
Desde 2019, ano em que abriu as primeiras lojas, “passou de um investimento de 217 milhões de euros para os atuais 500 milhões, representando um aumento de 130% em quase três anos”.
Este é o resultado da aposta na Cadeia Agroalimentar Sustentável, que contribui para a criação de “relações estáveis, de compromisso e a longo prazo” com os fornecedores, ao mesmo tempo que garante “os produtos mais frescos e com a máxima qualidade aos chefes (clientes)”.
Pelas prateleiras dos frescos da Mercadona, pode ver-se (e cheirar) a pera rocha do Oeste, a laranja do Algarve, o queijo dos Açores e o borrego alentejano e estes são só alguns dos muitos exemplos que pululam nos 30 supermercados que já existem em Portugal. Até ao fim do ano, está prevista a abertura de mais uma dezena de lojas.
“Esta aposta na produção nacional permite uma maior frescura dos nossos produtos e, consequentemente mais qualidade. Tem sido um caminho longo e um trabalho conjunto pois temos trabalhado com excelentes fornecedores que se têm adaptado e melhorado os seus processos de maneira a oferecer o produto com os critérios pedidos pelos ‘chefes’ da Mercadona”, sublinhou Pedro Barraco, diretor de Cadeia Agroalimentar da Mercadona em Portugal.

Retalhista colabora com a CAP e adere ao “Portugal Sou Eu”

A Mercadona tem como objetivo conjugar esforços e partilhar conhecimentos que contribuam para a modernização, produtividade e prosperidade em toda a cadeia agroalimentar e foi, neste sentido, que ainda este ano deu importante passo assinando, em 2021, um acordo de colaboração com a CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal, para dinamizar a produção nacional e reconhecer o trabalho diário de milhares de agricultores, fazendo com que desenvolvam a sua atividade criando um impacto positivo no setor.
O acordo, recentemente renovado por um ano mais, visa também a adesão da Mercadona à iniciativa “Portugal Sou Eu”, do Ministério da Economia, para dinamização e valorização da oferta nacional e da qual a Mercadona participa com uma ampla oferta de produtos, como o leite de origem portuguesa, produzido pelo Grupo Lactalis – Parmalat, ou o Pão de Ló, produzido pela Confeitara Alvorada, em Guimarães.

Mercadona em Portugal

Com a abertura de mais nove lojas em 2021, nos distritos do Porto, Braga, Aveiro e Viana do Castelo, a empresa atingiu um volume de vendas de 415 milhões de euros e pagou 62 milhões de euros em impostos através da empresa portuguesa Irmãdona Supermercados, sediada em Vila Nova de Gaia. Além disso, finalizou o ano com uma equipa de 2500 colaboradores e um investimento de 110 milhões de euros.
Com o objetivo de partilhar com a sociedade parte do que dela recebe, a Mercadona aumentou, as doações a cantinas sociais, bancos alimentares e outras instituições de solidariedade social, tendo doado um total de 1.400 toneladas de bens essenciais em território nacional, o ano passado.
A empresa prevê investir 150 milhões de euros em Portugal em 2022, com a abertura de mais dez lojas, chegando assim a cinco novos distritos: Viseu, Leiria, Santarém, Setúbal e Lisboa.

Linha de apoio

A Mercadona criou uma nova linha telefónica de Apoio ao Cliente. O 800 500 220 é um serviço gratuito, disponível de segunda a domingo, das 07:00h às 22:30h, 365 dias por ano e que conta com uma equipa de 85 colaboradores.
Esta nova linha de Apoio ao Cliente mantém o objetivo de ouvir os “Chefes” para poder oferecer soluções ágeis e eficazes, continuar a definir produtos e a melhorá-los, a inovar nas lojas e nos serviços, responder a dúvidas, ou simplesmente para sugestões ou reclamações. Podem ainda contactar este serviço gratuito de atendimento para qualquer dúvida relacionada com Ofertas de Emprego, apoio nas candidaturas ou sobre a política de Recursos Humanos da empresa.
Ao uniformizar esta linha de Apoio ao Cliente, eliminando mais tarde os números que anteriormente existiam, um para Portugal e outro para Espanha, a Mercadona torna ainda mais fácil a comunicação com os clientes, adaptando o atendimento a cada país, independente do lado da fronteira em que se encontrem. Em 2021, e com recurso a este serviço, a empresa conseguiu responder a mais de 230.000 consultas, nos dois países.
Da mesma forma, além desta linha de Apoio ao Cliente, os “Chefes” podem também entrar em contacto com a Mercadona através de outros canais de comunicação disponíveis na secção de Apoio ao Cliente, em mercadona.pt, tais como o formulário de perguntas, o correio eletrónico para sugestões, as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e LinkedIn).

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Edição 765

Memórias e Histórias da Trofa: A sina trofense: a dificuldade de concretizar investimentos públicos

No Diário do Governo, era já notícia, em 1879, de que o processo de construção desta ferrovia era complexo e sofria duros revezes, sendo inaugurado apenas o primeiro troço em 1883, que ligava Trofa a Vizela.

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Os anos e gerações vão passando e costuma-se dizer que a identidade vai sendo construída com o passar dos anos. O referido processo de construção de identidades não é simples, nem instantâneo, mas o continuar de práticas transversais a gerações.
A região do Vale do Ave era cada vez mais industrializada, ninguém o podia negar e necessitava urgentemente de ver criada as acessibilidades para se abrir ao progresso. Numa fase em que o transporte rodoviário era uma miragem, restava obviamente apostar na rede ferroviária.
A Linha de Guimarães era um investimento prioritário, mas nem isso impediu que ficasse afastado dos tradicionais problemas de concretização que tanto nos caracteriza.
No Diário do Governo, era já notícia, em 1879, de que o processo de construção desta ferrovia era complexo e sofria duros revezes, sendo inaugurado apenas o primeiro troço em 1883, que ligava Trofa a Vizela.
Assistimos a, pelo menos, quatros anos de atrasos e constrangimentos, sendo que a construção da linha já tinha sido decretada em 1872, ou seja, 11 anos antes da inauguração do seu primeiro troço.
A empresa “Minho District Ralway Company Limitada” tinha recebido a concessão nesse ano de 1872, tendo sido previamente entregue por Simão Gattai, que tinha repassado essa concessão. A referida companhia apenas tinha construído seis quilómetros do caminho de ferro entre Bougado e Santo Tirso, pedindo ao tribunal comercial da cidade do Porto que fosse prolongado o prazo a seu pedido, até porque tinha terminado em 26 de março de 1879 a licença de construção. Na verdade, a companhia iria abrir falência e a situação tornar-se-ia ainda mais complexa, com a enorme carga burocrática a ser colocada em prática.
Seria apresentado um requerimento pelo Visconde da Ermida para que fosse constituída uma nova companhia para adquirir o caminho de ferro que tinha sido construído como aquele que faltava construir. António Ferreira da Silva tem aqui um rasgo de génio, percebendo que poderia continuar com um investimento que já tinha sido previamente construído e que era fundamental para o desenvolvimento do Vale do Ave e que teria uma grande aceitação, não só pela população, como também pelo tecido industrial.
O Vale do Ave era uma região que precisava, obviamente, destas infraestruturas, uma vez que era, cada vez mais, uma região apetecível pelos capitalistas para desenvolverem e fazerem surgir novos negócios.
Iria receber em 6 de maio de 1879 a autorização para ficar com a construção e exploração daquele caminho de ferro, que iria ligar Santo Tirso e Vizela para Guimarães.
A linha teria de ser em via larga, algo que não se iria concretizar, obrigatoriamente seria construído um telégrafo elétrico com vários correspondentes nas estações ao lado daquela linha, sendo de linha única, algo que se confirmaria no futuro. Um apontamento fundamental para a preocupação com o transporte de mercadorias, porque o concessionário deveria estabelecer para o serviço das localidades atravessadas pela linha férrea portos secos, destinados ao estacionamento de cargas e descargas das mercadorias.
Um projeto que em 1872 já tinha sido concessionado por uma pessoa a uma companhia que esteve a gerir esse mesmo processo durante sete anos e que apenas tinha construído uns míseros quilómetros a ligar a Trofa a Santo Tirso.
No ano de 1879, iria ser decretada a falência da companhia e entregue a concessão a outra figura com a expectativa de que ele continuasse a obra, sendo que o projeto acabaria por ser terminado de forma diferente do pretendido.
Assistimos a vários revezes que apenas iriam quatro anos depois, em 1883, culminar com a inauguração do caminho de ferro até Vizela, sendo que apenas iria chegar a Guimarães meses depois, já em 1884.
A construção seria concluída e respetivamente inaugurada 12 anos depois do que tinha sido projetada por lei, não deixando ser mais um exemplo da triste sina da Trofa que esperou mais de uma década pela conclusão de uma obra prioritária para o seu desenvolvimento.

foto: DR (arquivo)

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Trofa recolheu 430 animais em 2021

De acordo com dados do relatório anual de atividades dos centros de recolha oficial, o município da Trofa recolheu, em 2021, 430 animais.

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De acordo com dados do relatório anual de atividades dos centros de recolha oficial, o município da Trofa recolheu, em 2021, 430 animais. O documento confirma o aumento de recolhas, quando comparado com o ano anterior (271), numa tendência que se verificou um pouco por todo o território nacional.
O relatório dá ainda dados sobre os animais adotados: foram 215, mais 80 que em 2020. O município registou ainda a esterilização de 396 animais.
Santo Tirso foi o concelho que mais recolhas fez o ano passado. De acordo com o relatório, foram 1505 animais resgatados, enquanto Vila Nova de Famalicão recolheu 1024.

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