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Ano 2008

Mentiras e verdades sobre o metro

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Muito se tem falado sobre a Linha de Metro à Trofa e os seus sucessivos atrasos, mas entre acusações, anúncios de supostos pactos inexistentes e infundados e muitas mentiras, poucas verdades se têm dito.

teresa-fernandes.jpgE porque o momento para esclarecimentos é este, vamos então falar verdade.

A história do Metro à Trofa é longa e pautada por vários atrasos, desde que nos suprimiram a via estreita de ligação ao Porto com o objectivo de este traçado servir de canal para a vinda do Metro à Trofa.

O projecto da Rede de Metropolitano, na Grande Área Metropolitana do Porto, contemplava logo na primeira fase o canal de ligação à Trofa.

Desde 2002, devido à indecisão quanto à vinda do Metro em via dupla ou simples, que a obra se encontra suspensa com graves prejuízos que daí advém para a população que se viu privada de um serviço com a promessa de outro que até hoje não aconteceu.

Passaram-se vários anos e outros tantos governos e tudo continuou num impasse, nomeadamente após um período em que o Governo era PSD, a Junta Metropolitana do Porto maioria PSD e a Câmara Municipal da Trofa PSD, e neste contexto, segundo alguns, tudo estaria de feição para servir os interesses da Trofa!

E afinal o que foi feito durante este período tão propício para o projecto do Metro à Trofa avançar?

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Ora, a Junta Metropolitana do Porto (maioria PSD), era responsável pela empresa Metro do Porto, e constituída pelos presidentes das câmaras municipais de cada um dos municípios integrantes, da qual a Trofa faz parte.

Então não seria natural o Dr. Bernardino Vasconcelos exercer pressão sobre os restantes autarcas (muitos do mesmo partido) e definitivamente avançar com o projecto do Metro à Trofa?

A verdade é que pouco ou nada foi feito, e perante este estado de estagnação, o governo alterou o modelo de gestão da empresa Metro do Porto e passou a possuir a maioria do capital, chamando a si as responsabilidades do projecto do Metro para a Área Metropolitana do Porto.

Isto aconteceu em 21 de Maio de 2007 e no memorando assinado pela Junta Metropolitana do Porto e pelo Governo está escrito o seguinte: "caso em Janeiro de 2008 se verifique a impossibilidade de lançamento do concurso global e se perspective um atraso superior a seis meses para o lançamento, deverão, ser lançados os concursos de empreitada para as seguintes linhas, desde que estejam reunidas as condições necessárias: a) Linha da Trofa (ISMAI-Pateiras): b) Linha da Boavista."

Ora, só que para espanto de muitos, os projectos e estudos necessários para o arranque da Linha de Metro à Trofa não estavam prontos!

Mas, afinal estando a Linha de Metro à Trofa prevista logo na 1ª fase, não deveria a Junta Metropolitana do Porto ter tudo já preparado para avançar rapidamente com o projecto, quando o Governo assumiu os destinos da empresa Metro do Porto?

Estranho também o facto da Câmara da Trofa ter espalhado pelo concelho grandes cartazes anunciando "Metro à Trofa: Resolvido", quando ao que tudo indica ainda faltavam alguns passos importantes e imprescindíveis para sim estar resolvido.

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Sou membro do secretariado da Comissão Politica Concelhia do PS Trofa, acompanhei de perto todo este processo, tal como os outros membros do secretariado, nas nossas reuniões semanais e somos testemunha do empenhamento da Drª Joana Lima, como responsável local do PS e como deputada da Assembleia da Republica para a resolução deste processo.

Demonstrando mais uma vez que os interesses da Trofa e dos Trofenses estão acima de tudo, a Drª Joana Lima apresentou requerimentos, pediu esclarecimentos, exerceu pressões junto dos membros do Governo e dos responsáveis do partido, chegando inclusive a solicitar ao Ministro Mário Lino a resolução rápida do projecto do Metro à Trofa, não só pela necessidade urgente da construção da ligação que em muito servirá as gentes da Trofa, mas também porque esta é uma promessa por cumprir.

Porque a oposição, muitas vezes se faz não com barulho mas com trabalho, determinação, calma e empenho, o Partido Socialista tudo fará para que a ligação do Metro à Trofa, seja uma realidade não só no papel e em cartazes, mas no terreno.

E para os que andam distraídos e acreditam que as obras publicas passam ao lado da Trofa, importa relembrar algumas aspirações antigas dos Trofenses e que são hoje realidade graças ao Governo de José Sócrates: Variante Ferroviária do Minho a todo o gás, variante Rodoviária à EN14 já anunciada e em bom andamento, Metro da Trofa desbloqueado finalmente devido à acção deste governo, Portugal Logístico com a plataforma logística Maia/Trofa e no campo social com o Programa PARES, 5 novas creches, jardim de infância e centro de dia, alguns a abrir já este mês.

Talvez a verdade incomode, mas tem de ser dita.

 Teresa Fernandes

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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