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Ano 2008

A INSEGURANÇA EM PORTUGAL

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Alarmismo justificado?

Temos lido com muita frequência, nos jornais, e visto e ouvido nas televisões e rádios, notícias sobre uma onda de criminalidade que se tem verificado um pouco por todo o país.

afonsopaixao.jpgEm face das notícias que têm vindo a público, regista-se uma vaga de insegurança que se vai apoderando da população.

Partidos da oposição pedem já a demissão do ministro que tutela as forças de segurança aproveitando esta onda de insegurança e de alarmismo.

As forças policiais fizeram operações em larga escala em bairros considerados problemáticos, e não só, na tentativa de sossegar a população. Estas operações policiais têm dado como resultado muitas coimas, muitas detenções e apreensões de armas e outros materiais potencialmente perigosos.

Tenho, para mim, que estas operações policiais têm um efeito psicológico, porque detêm algumas pessoas a conduzir com álcool, alguns estrangeiros indocumentados ou ilegais, algumas outras infracções ao Código da Estrada. As armas apreendidas (e bem) não são propriamente as que são utilizadas na grande violência, designadamente nos assaltos, com violência à mistura e nos homicídios mas divulgados.

É, no entanto, positivo que se apreendam armas porque podem ser utilizadas em homicídios e assaltos, alguns com requintes de profissionalismo.

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Há, contudo, um factor que me parece digno de meditar: o alarmismo não ajuda e é importante que cada um de nós tenha os cuidados que vão sendo recomendados pelas forças policiais.

Não me parece acertado que não tenhamos os mínimos cuidados, pondo-nos "a jeito" dos criminosos, em muitas circunstâncias, e depois nos queixemos da falta de segurança.

Se é verdade que têm sido noticiadas mais situações de violência, que não sei se corresponde a um aumento real ou a um aumento da quantidade de notícias, também é verdade que, em Portugal existe uma situação contraditória: Portugal é, ainda, dos países menos violentos, mas é onde a população se sente mais insegura.

A sensação de insegurança que se vive em Portugal constitui terreno fértil para alterações legais apressadas, como esta última ideia de alterar o regime de prisão preventiva para casos muito específicos.

Não me parece acertado. Penso que a legislação deve acompanhar a evolução dos tempos e ser um instrumento importante na regulação da vida em sociedade mas não deve andar ao sabor do momento e das histerias colectivas.

Para uma onde de violência deve actuar-se com firmeza, colocar as forças de segurança em alerta e, eventualmente, reforçar essas mesmas forças de segurança com os meios adequados e suficientes para o exercício das suas funções.

Ora, o regime da prisão preventiva é suficiente, se bem aplicado, e nada permite pensar que não esteja a ser bem aplicado pelos juízes de instrução.

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A nossa lei penal prevê que, perante situações muito concretas, um magistrado possa decidir-se por esta medida de coacção nos crimes mais graves: risco de fuga, de perturbação do inquérito, de continuação da actividade delituosa e alarme social.

E tem lógica que assim seja. As pessoas que cometem crimes puníveis com pena privativa da liberdade devem ser conduzidos a um estabelecimento prisional depois de terem sido julgados e provada a sua culpa e o grau de gravidade. Isto é próprio dum Estado de Direito Democrático.

A prisão sem culpa formada, sem um julgamento justo, é própria das ditaduras.

Quando um cidadão que tenha sido detido pelas forças policiais e seja libertado, depois de ter sido ouvido no primeiro interrogatório, não significa que não venha a ser punido com prisão. Quando for julgado se verá a pena que lhe é aplicada.

Choca-me ver tantas pessoas a pedir a prisão antes do julgamento e fora dos casos muito específicos consagrados na lei.

Espero bem que, num assunto tão sério, como é a segurança das pessoas, não haja alterações legislativas apressadas que musculem o Estado de Direito.

A própria oposição ao governo não deve contribuir para aumentar o alarmismo.

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O assunto é demasiado sério e esperemos que a normalidade volte rapidamente.

Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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