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Edição 416

Mensagem de Páscoa 2013

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Queridos amigos e irmãos. Leitores d’ O Notícias da Trofa

 Mesmo às portas da Páscoa continuamos todos a saborear o dom do Espírito Santo que foi a eleição do Papa Francisco. A Páscoa traz tempos novos, também na Igreja, com a alegria e a simplicidade a comunicar, ao mundo, a Vida de Cristo ressuscitado.

Moçambique abundou em água no início deste ano. Foi água que produziu morte, sofrimento e destruição mesmo se a água pode ser também fonte de vida – no batismo – e na abundância de comida.

Os maiores problemas surgiram no sul e eu, como sabem vivo a norte. Mesmo assim muitos de vós se inquietaram por mim. Agradeço-vos de coração a preocupação e carinho demonstrado.

De saúde estou o melhor possível com a graça de Deus e a vossa oração e ajuda.

Desejo felicitar-vos, nesta quadra onde abunda os “aleluias”, pela ressurreição de Jesus e, na d’Ele, também a nossa ressurreição. A nossa fé em Jesus vitorioso é celebrada, renovada e vivida com o testemunho da alegria da salvação.

Recordo-vos diante do Senhor sempre mas mais intensamente nestes dias de maiores saudades e comunhão.

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Em sinal de gratidão envio-vos uma página do meu diário em missão com um abraço fraterno extensivo a todos sem exceção de ninguém. Aleluia!

 

Vosso irmão no Senhor, na Missão de Ribaué em Moçambique, Alberto Vieira

 

Foram 34 os batismos que hoje, sábado, celebramos aqui bem perto do centro da vila, em Kithel. Eram muitas crianças mas as famílias eram poucas pois os pais de uns eram padrinhos dos outros e cada pai tinha dois e alguns três filhos a batizar. Um pai tinha mesmo 4 crianças. Aqui a produção não para, pelo menos a humana, pois a produção de comida é um pouco inferior. Ainda bem que aqui a terra é boa e dá sempre comida graças à abundância de montanhas e rios existentes. Assim é difícil haver fome. Kithel é uma comunidade nascida ainda há poucos anos.

Eram casais que tinham celebrado o batismo e matrimónio recentemente e agora chegou a vez de batizarem os filhos menores de 7 anos.

No fim da celebração dei boleia a algumas mamãs que, assim com as crianças, não tiveram de apanhar tanto sol no caminho. Na verdade aqui temos um calor enorme ao contrário da Europa que estamos em época do frio.

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Regressando à vila, pouco depois de deixar a capela, um cristão mandou parar o carro e vi no seu rosto que estava preocupado. Parei. Soube que a sua esposa estava na capela na celebração dos batismos e aí sentiu-se mal. Tentou regressar a casa. Vieram as dores do parto pelo que parou numa casa vizinha. Pediu-me então ajuda para a acompanhar até á maternidade do hospital. Como o carro estava cheio de gente mandei esperar alguns minutos que, deixando as mamãs mais à frente, voltava para levar a esposa. Assim fiz. Não passaram mais de 10 minutos. Quando regressei já tinha nascido a criança. Solicitou-me para esperar pois estavam, as mulheres amigas, a terminar o trabalho.
Esperei e encaminhei mãe e filha à maternidade. Ali as deixei mas depois fiquei com pena de não lhe ter sugerido que dessem à menina o nome de “Ermelinda” recordando minha mãe. No entanto ao final da tarde voltei ao hospital e vi a mãe e a filha já tranquilas, descansando, depois das enfermeiras terem terminado o serviço do parto. Então sugeri à mãe o nome a dar à sua filha: “Ermelinda”. Ela agradeceu. Fica a memória de minha Mãe que sempre me acompanhou desde 1989, e acompanha ainda hoje, como intercessora junto de Deus, na Missão. Na enfermaria de partos estavam 8 mulheres que neste dia todas deram à luz. Viva a abundância da VIDA!!!

P. Alberto Vieira

Missionários Combonianos

C.P. 821 – 3100 Nampula

Moçambique

Telm. 00 258 825 899 587

e-mail: bertovieira@gmail.com

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Um gesto nobre pela vida

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Armindo-Campos-DS

Armindo-Campos-DS

No âmbito do Dia do Dador de Sangue (27 de março), o NT foi à procura daqueles que regularmente se disponibilizam em prol de outrem. Descobrimos dois dadores que integram a instituição Lions Clube da Trofa, que batalha todos os dias a favor desta luta pela vida.

 Tudo começou numa campanha de recolha de sangue. Armindo Campos nunca tinha estado ligado a movimentos deste género, mas naquele dia “houve qualquer coisa” que o “tocou” e o fez apresentar-se diante dos responsáveis da associação, para “contribuir” com uma dádiva de sangue. Estava “nervoso”, confessa, mas “ao mesmo tempo também estava calmo”, porque havia pessoas “a aconselhar como se devia ou não fazer”.

Ao contrário do colega, Jorge Machado já fazia parte da organização do Lions Clube da Trofa, mas sem participar como dador. Um dia, casualmente, começou a dar sangue. “Não houve nenhuma necessidade de ser dador”, documenta, antes, porém, de colocar um parêntesis: “Tinha o sentido de dar uma ajuda também àqueles que têm necessidade de sangue”.

Para estes homens, ser dador “é um gesto bastante nobre”, pois “há pessoas que necessitam de sangue” e a eles, como à maioria da população, “não faz diferença doar, porque não se esgota”, referem.

Muitas pessoas têm a vontade de se tornarem dadoras de sangue, porém existem algumas condições, como ser saudável, ter entre 18 e 65 anos, ter um peso acima dos 50 quilos e não ter doenças crónicas.

Dos cinco a seis litros que circulam no nosso organismo, só é doado aproximadamente 450 mililitros, que é reposto rapidamente pelo organismo.

Os dadores homens podem doar sangue a cada 60 dias, as mulheres a cada 90 dias. “Pouco mais se passa do que uma análise ao sangue”, reforça Armindo Campos quanto à facilidade do gesto.

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“Quando chegamos, apresentamo-nos às pessoas que estão na receção, preenchemos um formulário em que há várias questões”, explicou Armindo Campos.
No questionário que os serviços administrativos entregam ao dador, este declara que leu e compreendeu toda a informação, bem como que respondeu às questões com verdade, consciência e responsabilidade. Caso isso não aconteça, o dador pode prejudicar a dádiva de sangue. Jorge Machado atenta para a relevância da verdade neste inquérito: “Se a uma perguntaque esteja lá, por exemplo se já foi operado, a pessoa responde que não e é sim, essa resposta trocada pode causar problemas, não ao dador, mas a quem vai receber esse sangue”.

Após o questionário, é feita uma avaliação médica da tensão arterial, frequência cardíaca e é realizado o teste para a determinação do valor de hemoglobina. Se houver alguma anomalia em qualquer um dos testes, a dádiva poderá ser suspensa temporária ou definitivamente, dependendo da situação. No entanto, caso o aval do médico seja positivo, o dador passa para a próxima etapa, dirigindo-se para a sala de colheita de sangue: “Senta-se na cadeira e em cerca de dez minutos está pronto.

Porém, desengane-se se pensa que o processo termina aqui. Não. “Existe a preocupação do próprio hospital em indicar ao dador se tem algum problema”. Sendo feita a colheita de sangue, a amostra é analisada para que se saiba se pode ou não ser doada a quem precisa. “Normalmente, em oito dias, o dador recebe uma carta em casa, que vem com o resultado da análise que é feita pelo hospital. Se estiver tudo bem, podemos continuar a dar sangue, se por algum motivo for detetado algum problema, o hospital chama essa pessoa para uma consulta”.

 

A importância de doar sangue

O sangue funciona como transportador de substâncias de extrema importância para o funcionamento do corpo. É um tecido que não pode ser substituído por outro e por isso a doação é tão importante.

Em 2012, foi registada uma quebra de 12 por cento nas dádivas de sangue a nível nacional. No início deste ano, embora as equipas de colheita tenham aumentado, a quebra permaneceu. O Instituto Português do Sangue admite que em 2013 será um desafio manter as reservas de sangue. Por isso, a nível nacional, as equipas continuam a trabalhar para que o sangue não se esgote.

“Eu acho que é importante por vários aspetos, um deles é saber que o sangue que nós doamos é um bem necessário para salvar muitas vidas, porque há muitas pessoas que dependem dele”, realçou Armindo Campos.

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O sangue continua e continuará a ser necessário. Esta necessidade só pode ser complementada com a doação voluntária da população. “É muito importante, estarmos sensibilizados e atentos a este problema, visto existir escassez de sangue. Todos nós devíamos, os que fossem saudáveis, contribuir ou colaborar o melhor possível para que nunca chegue a faltar o sangue”, rematou.

José Carneiro, diretor do pelouro do Sangue, do Lions Clube da Trofa afirma que “o reconhecimento da dádiva de sangue é necessário” e como o sangue tem um tempo médio de duração para que possa ser transmitido a alguém “é preciso continuar a aumentar as dádivas de sangue para que não falte nos hospitais e para que não sejam adiadas operações que necessitam dele”.

 

As taxas moderadoras e os dadores

Um dos motivos para a diminuição de dádivas foi a retirada, por parte do Governo, da isenção das taxas moderadoras. Muitos dadores “desanimaram” após esta notícia e renunciaram à doação.

Armindo Campos pensa que os dadores deveriam ser “superiores”, porque “esta causa é bastante nobre” e a melhor recompensa que podem ter “não é a monetária, mas sim a satisfação que temos quando sabemos que estamos a ajudar alguém”.

Jorge Machado compartilha da mesma opinião, afirmando que é “uma asneira” as pessoas não doarem sangue, porque foram retiradas as taxas moderadoras: “Quem precisa do sangue é o doente e não o hospital”, concluiu.

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Para além da isenção das taxas moderadoras, os dadores têm um cartão que os identifica e que serve para revelar quantas dádivas realizaram, se podiam ou não estar isentos das taxas e até para visitar doentes nos hospitais. Contudo, “as máquinas que dão a informação do cartão não estão a funcionar”, revela Jorge Machado. Sendo assim, este cartão não tem qualquer utilidade, pois não é possível fazer atualizações.

Hoje o cartão serve apenas para “identificação que é dador”. Porém, “diz-se que vão ser feitos novos cartões e máquinas para que se possam apresentar nos postos de saúde e em todos os sítios que seja necessário a pessoa apresentar-se como dador de sangue”, frisou.

 

Dar sangue é dar vida!

Membro do Lions Clube da Trofa, Armindo Campos, dador há cerca de 25 anos e Jorge Machado, há cerca de 30, têm uma enorme quantidade de dádivas realizadas. Por isso, fazem um apelo a todas as pessoas saudáveis: “A todas as pessoas saudáveis com mais de 18 anos, um dia venham experimentar dar sangue. Pode ser que amanhã venham a ser grandes dadores, porque nós precisamos deles, precisamos de toda a gente. Àquelas que têm possibilidade, apareçam e deem sangue, porque ele faz falta”.

Daniela Ferreira

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Responsável da Ricon anuncia investimento da Everjets no Aeroporto Sá Carneiro

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 A empresa Everjets anunicou na sexta-feira, dia 22 de março, o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.

 “Quatro milhões de euros”. Este é o valor do investimento num hangar/sede no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, a cargo da Everjets, empresa que ganhou o concurso público de fornecimento ao Estado de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, e que “já está em fase final da construção”.

Para Pedro Silva, presidente do Conselho de Administração da Everjets e líder do Grupo Ricon, este investimento permitirá “o desenvolvimento e internacionalização da empresa de aviação executiva”, uma vez que o “novo hangar”, com “uma área coberta de 3,5 mil metros quadrados e uma área total de cinco mil metros quadrados”, poderá receber “aeronaves de grande porte para trabalhos de manutenção”, sendo “uma infraestrutura que não existia no Aeroporto Sá Carneiro nem em nenhum outro ponto do País para além de Lisboa”. “Estas características não só dotam o maior aeroporto do Norte do País de uma infraestrutura muito importante para o seu desenvolvimento, como permitem à Everjets ampliar o seu portefólio de serviços, uma vez que poderá ceder o seu hangar para operações de manutenção a grandes aviões, que até agora tinham de ser executadas em Lisboa ou fora do país”, referiu.

Para além de uma escola de pilotagem, o novo hangar albergará ainda a nova sede da Everjets, que concentrará e desenvolverá toda a sua operação a partir do Aeroporto Sá Carneiro, sendo “a única empresa de aviação executiva” sediada no Porto e a operar a partir da capital do Norte do País.

Pedro Silva anunciou ainda que o contrato com a EMA/INEM, que prevê o fornecimento de 25 helicópteros ligeiros de combate aos fogos florestais, será “assinado dentro de poucos dias”, explicando que a “entidade adjudicante” ter entrado com “uma resolução fundamentada no Tribunal de Sintra”, o que “anula os efeitos da providência cautelar que tinha sido proposta pelo concorrente derrotado”. Recorde-se que no dia 22 de fevereiro, a Everjets entregou “à entidade adjudicante todos os documentos contratualmente exigíveis, assim como prestou a caução exigida, no valor de cerca de dois milhões de euros – a mais elevada de sempre e pela primeira vez apresentada antes da assinatura do contrato”.

Será José Pereira, diretor operacional da Everjets e “um piloto comandante com milhares de horas de voo e uma larga experiência na operação de combate aos fogos florestais”, que vai “coordenar todo o dispositivo que compete à Everjets”. Os primeiros três helicópteros serão apresentados para operação a 1 de junho.

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