Decorria ainda o século XIX, estando a caminhar para o seu término e em 1896 comemorava-se mais uma vez a festividade em honra do Sagrado Coração de Jesus.

Uma festividade que tinha alguma importância naquela comunidade, sobretudo se atendermos aos acontecimentos prévios para a sua realização, demonstrando e comprovando essa argumentação de importância.

O ano era de 1896 e tinha um ponto importante naquele cerimonial, seria também cantada uma missa nova que era sinónimo de novo padre e era um importante acrescento para a fé católica, sendo esse padre, Manoel Silva de Braga.

A festa não era arraial para muitos dias, concentrando-se em apenas dois dias as suas atividades tanto profanas como religiosas, sendo constituída de um programa também ele simplista, desconhecendo a realização de atividades profanas, todavia, festa que é festa puxa sempre para o bailarico e para os seus foguetórios.

A sua realização iria ocorrer nos dias 1 e 2 de agosto de 1896 e teria no sábado a habitual confissão para todos os elementos da comunidade, romeiros e festeiros, não existindo mais apontamentos relativamente a outras atividades.

No domingo, seria realizada a tradicional missa, que seria a missa nova do novo padre, como também a presença de um orador de Cavalões, do vizinho concelho de Vila Nova de Famalicão que era o Luíz de Almeida que estava presente em muitas das festividades que se iam realizando nas redondezas e também das futuras freguesias do concelho da Trofa.

A missa iria terminar e estava prevista a procissão no final daquele primeiro evento religioso, sem ser possível atendendo às informações que foi possível apurar, definir os seus elementos e também a sua capacidade de mobilização.

As notícias relativamente a esta festividade são escassas, não são em grande número, deixando antever que poderia ser uma de entre muitas das festividades católicas que eram então realizadas, não devemos ignorar o grande papel social, cultural e recreativo que estas festividades tinham sobretudo nas comunidades mais afastadas dos centros decisórios como também dos centros de propagação cultural.

Imperioso referir a importância dada aquele momento pela celebração de uma missa nova que até há pouco tempo era sinónimo de grandes festividades nas localidades onde aconteciam, algo que no presente tem vindo a perder um forte impacto e protagonismo, sinais dos tempos.