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Edição 751

Memórias e Histórias da Trofa: Conclusão da Ponte Pênsil e o Fontismo

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Após uma época de eleições em que este monumento voltou a estar nas bocas do mundo trofense, prometendo-se a sua reconstrução, como um dos muitos patamares necessários para a recuperação da nossa identidade.
Decorria o século XIX e em Portugal viviam-se tempos um pouco atípicos: um país atrasado que ainda lambia as feridas da Guerra Civil que trouxeram a Portugal a ordem liberal e que era necessário aproximar da realidade dos outros países europeus.

Num país que vivia entravado na falta de infraestruturas básicas, onde transportar mercadorias do ponto A ao ponto B era um quebra-cabeças, urgia resolver esta situação para, finalmente, conseguir acompanhar o ritmo de industrialização que ocorria em outros países da Europa.
Todos sabemos, ou melhor, a maior parte de nós sabe que o desenvolvimento económico só é possível de se concretizar com boas acessibilidades, duas das principais cidades do país, Braga e Porto, tinham a sua ligação a ser realizada quase de forma impossível e problemática, numa ponte de pau, tosca e sem segurança, que após todos os invernos tinha de ser reconstruída. Refiro-me à Ponte do Estreu, ou então a ida até Lousado para passar as mercadorias pela Ponte da Lagoncinha.

A segunda alternativa era cada vez mais inoperante, o eixo que transitava no centro da Trofa era cada vez mais apontada como o percurso a seguir e era urgente resolver a situação da velha e tosca ponte.

Perante isto, bebendo em grandes goles do pensamento do Fontismo que queria um país evoluído, um país industrial, um país pujante economicamente que fosse próximo dos outros países europeus, em 9 de setembro de 1851 era assinado o contrato de construção da Ponte Pênsil.
António Maria de Fontes Pereira de Melo era um visionário, iria aumentar o número de estradas, construir o primeiro troço de caminho de ferro, linha telegráficas, uma revolução profunda nos transportes e comunicações, até o regime postal deve muito à sua audácia e espírito de irreverência.

A Ponte Pênsil era um dos frutos dessa política, que permitia retirar do ostracismo esta região e em vez de haver somente dois pontos de desenvolvimento passaria sim a existir uma faixa de crescimento económico entre Porto e Braga.

Seria, seguramente, com orgulho que, em 31 de outubro de 1855, António Maria de Fontes Pereira de Melo escreveria no Diário do Governo para a Direção da Companhia Viação Portuense a afirmar que ponte estava concluída e nos testes realizados aquela construção tinha passado com distinção.

A informação tinha chegado até si pelo Conselheiro Diretor das obras Públicas dos Distritos do Porto, Braga e Viana, e a informação tinha chegado inclusivamente até ao Rei D. Pedro V, que igualmente muito contribuiu para o desenvolvimento do país e recebia esta notícia poucas semanas depois da sua aclamação.

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Um marco na história do país neste nosso território que tanto nos enche de orgulho e mostra que o nosso potencial de crescimento económico é intemporal e transcende décadas e séculos de história.

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Edição 751

Ciclo de palestras sobre “terapêuticas de prevenção ao cancro da mama”

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No âmbito do “Outubro Rosa”, a clínica Obsidiana promove, em parceria com a recém-criada Associação Mundo Amarelo (AMA), um ciclo de palestras, que terá lugar no salão nobre da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, a 30 de outubro.

Tendo como objetivo “promover ações terapêuticas de prevenção ao cancro da mama”, a iniciativa tem início marcado para as 15h00, com as intervenções dos promotores, seguindo-se cinco palestras com oradores especialistas em medicina interna (Fernanda Pacheco), em cessação tabágica (Liliana Fontenete), em hipnose (Liliana Botelho), em medicina tradicional chinesa (Rui Pinto) e em mentoria em desenvolvimento pessoal (Rita Goulart).

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Edição 751

Escrita com Norte: Pensamento em excesso de velocidade

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Se num passado, e não muito distante, um acontecimento numa qualquer Sede de Concelho poderia demorar horas a chegar às restantes freguesias, agora, as restantes freguesias já sabem do acontecimento sem ele ter acontecido na Sede de Concelho, encenando-se um facto não-facto.
(O que em tempos idos era mentira, agora é “pós-verdade”)
Mas uma das coisas boas do avanço da tecnologia é a velocidade da informação. Hoje envio uma mensagem para o outro lado do mundo, com um simples click, e ela chega quase instantaneamente. Já não tão bom, e outro sinal dos tempos modernos, é o acelerar do pensamento, como se este se tivesse “picado” com a informação, fazendo-me lembrar o Antunes, que na adolescência e encartado há meia dúzia de meses, encarava como afronta qualquer um que o ultrapassasse, iniciando uma corrida vertiginosa a 150 Km/h, num carro que dava 130, numa estrada com limite de velocidade de 90. Dizia-se ele com “unhas” e eu pensava-o como “parolo”.
Esta parolice que eu reparava no Antunes, transformou-se em perplexidade pela destreza, flexibilidade e clareza mental com que muita gente, para todo e qualquer assunto caído numa qualquer plataforma digital, que permita comentários, palpita à velocidade da luz, como o cão de Pavlov, que ao som da campainha, e o Antunes, quando ultrapassado, começavam a babar-se. Esta necessidade de existir, que nos empurra para as caixas de comentários, que as pessoas parecem não querer pôr travão, está transformada na nova inquisição, atirando à “fogueira”, por vezes o mensageiro da notícia, outras vezes o emissor se tem uma opinião contrária ao receptor e vice-versa…
(Sempre achei curiosos os peixes que sobem o rio, contra a corrente, seguindo o seu caminho!)
Além da instantaneidade com que se lança uma opinião e se toma partido por um lado da barricada (onde no outro lado se julga tudo errado), outra característica essencial para se mostrar uma existência e intelectualidade virtuosas, é a indignação. Sim, se não concordam contigo, indigna-te e, se possível, furiosamente. Se não arrancas aplausos de quem assiste no “coliseu dos comentários”, em que estão transformadas as redes sociais, adiciona à indignação o insulto.
Curioso como o “não pensar”, se transformou em opinião clara, sem necessidade de argumentação histórica e factual!
O pensamento, tal como o trânsito, devia ser regido por certas regras, em que um pensamento não atropela outro, quando vai a passar na passadeira, nem ultrapassa nas linhas contínuas, privilegiando, quando qualquer assunto lhe cai no ecrã do computador, o “pare, escute e olhe”, ao qual eu acrescento “e consulte/estude”.
Proponho desacelerar o pensamento para 50 Km/h dentro das localidades e, também, na auto-estrada em que circula a informação, para dizermos coisas com algum sentido!

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