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Assembleia de S. Romão do Coronado ficou marcada pelas incertezas sobre a atribuição de um espaço na Quinta de S. Romão à associação Gota de Água. ARD Coronado e ASCOR foram as outras coletividades contempladas.

Em cima da mesa estavam os contratos de ocupação de instalações com três associações romanenses. O executivo da Junta de Freguesia apresentou a proposta na sessão ordinária da Assembleia de Freguesia, na terça-feira, dia 28 de junho. No entanto, os elementos deste órgão mostraram algumas dúvidas em relação ao documento.

“Estas três associações têm trabalho feito e este documento não é mais do que passar para o papel aquilo que já está implementado”, explicou Guilherme Ramos, presidente da Junta de Freguesia. As coletividades em causa são a ASCOR (Associação de Solidariedade do Coronado), a ARDC (Associação Recreativa e Desportiva do Coronado) e a Gota de Água.

Se em relação às duas primeiras, a Assembleia de Freguesia não mostrou dúvidas, no que diz respeito à associação de caráter social Gota de Água as opiniões não foram tão unânimes.

O contrato estipula que as associações possam utilizar o espaço por um período de dez anos, desde que cuidem dele e continuem a trabalhar em prol da freguesia. Caso isso não se verifique, o espaço regressa à tutela da Junta.

Ricardo Faria, membro eleito pelo PSD, considerou o documento “razoável”, lamentando apenas “não ver elementos da Gota de Água no público”, ao contrário dos responsáveis das restantes associações que marcaram presença na sessão.

Já o socialista Rui Damasceno questionou os colegas sobre “as garantias dadas” pela mesma associação, acrescentando que todas as coletividades “devem ser tratadas da mesma forma”.

Para esclarecer a Assembleia de Freguesia sobre a Associação Gota de Água, Guilherme Ramos explicou que esta “ajudou a recuperar o espaço” e “é composta por pessoas de todo o concelho”.

No futuro, o executivo espera ceder os restantes espaços existentes na Quinta de S. Romão a outras associações e instituições locais.

O prazo de dez anos dos contratos também suscitou desacordo por parte de alguns elementos, mas o secretário da Junta explicou que tinham decidido inicialmente um período de 15 anos e que essa questão está salvaguardada pelo facto de a associação ter de mostrar trabalho na freguesia periodicamente.

A proposta foi aprovada com cinco votos a favor e três abstenções por parte dos elementos do PS.

À parte deste ponto, a sessão decorreu sem motivos de desacordo no que ao desenvolvimento da freguesia diz respeito.

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