Os grandes investimentos de obras públicas na Trofa normalmente são conseguidos com grandes dificuldades, não sendo apenas uma situação das últimas décadas, mas sim um sinal da nossa sina, atendendo que parece ser um problema que já tem quase séculos de existência.

Folheando as páginas da imprensa local ao longo de décadas desde os meados do século XIX é possível concluir que as obras na Trofa aconteciam a um ritmo bastante lento e somente após vários anos de súplicas e pedidos ao poder local, regional e até nacional.

Nesse sentido, temos o exemplo da melhoramentos na Trofa que ocorreriam em dezembro de 1920, referindo que esses pedidos já eram realizados ia para 30 anos.

O primeiro pedido era referente a um arruamento antiquíssimo e muito conhecido, sendo um caminho existente desde a passagem interior da linha férrea pelos baixos da ramada do lavrador Vinhas até a estrada que liga com a de Vila do Conde e Santo Tirso.

O desejo da comunidade era a reconversão daquele caminho em uma estrada de cinco ou seis metros para Paradela ou macadamizar o atual caminho, alargando-o e tirando-lhe algumas curvas mais salientes.
O terceiro pedido era referente a uma rua de oito metros que tinha de ser construída, ou aparentemente estaria a ser realizada a sua construção, ocupando os terrenos do lavrador Mateus, Joana Dias, Vinha e Paulinho deste da estrada que ligava Vila do Conde a Santo Tirso com a sua passagem a ser efetuada junto à passagem inferior do caminho de ferro ao pé dos grandes armazéns do senhor Silva e companhia.

Importante referir que para auxiliar a população era preciso dinheiro, havendo um investimento também na iluminação pública que era indispensável, como também concretizar outros investimentos como levar água de Valdeirigo, macadamizar várias ruas para fazer com que elas deixassem de ter um aspeto tosco e básico em terra para dar mais qualidade à circulação de pessoas e viaturas, recordo que neste período da história a Trofa era uma localidade em crescimento acelerado e estava a lançar as sementes para se tornar na cidade referência que é na atualidade.

As obras estavam em crescendo, era mais que muitas, fruto talvez do desinteresse do poder local e regional nesta pequena localidade que estava conforme foi descrito no parágrafo anterior a viver momentos de dinamização económica, estando por último projetada a construção de uma Avenida da Senhora das Dores até ao Rio Ave.