"Colocar Portugal a crescer 3 por cento por ano, criar riqueza e dar oportunidades aos jovens" são alguns dos objectivos que Marques Mendes pretende ver cumpridos, quando conseguir a liderança do governo em 2009. O actual líder do PSD, no jantar realizado na Trofa, desvalorizou o outro candidato às eleições directas do partido, Luís Filipe Menezes, e apontou apenas Sócrates como "único adversário importante".

  Num jantar com mais de dois mil apoiantes (2500 segundo a organização) no passado dia 21 de Setembro na Trofa, Marques Mendes centrou o seu discurso em promessas para melhorar o sistema educativo, corrigir a máquina  burocrática do Estado, apoiar as pequenas e médias empresas e diminuir os impostos.

O candidato às eleições directas para a liderança do PSD iniciou o seu discurso relembrando que foi um dos protagonistas para a elevação da Trofa a concelho: "há cerca de dez anos era eu líder parlamentar e tive o privilégio de ajudar a concretizar uma velha aspiração da vossa terra, a criação do concelho", referiu não deixando de elogiar o actual edil trofense, Bernardino Vasconcelos, amigo "há vários anos" por quem tem "uma grande estima e admiração que aumentaram nestes últimos anos, pois ele tem sido protagonista de uma grande obra na Trofa".

Marques Mendes confessou "ignorar por completo Luís Filipe Menezes, candidato à liderança do PSD, e aponta José Sócrates como o "único adversário importante".

O actual líder do maior partido da oposição provocou o adversário, atribuindo uma nova alcunha ao primeiro-ministro, o "Engenheiro do tenta", já que "tudo tenta mas nada consegue". Mendes não poupou críticas a Sócrates, líder que tem "arrogância e prepotência a mais e uma politica errada para Portugal e para os portugueses" e que é responsável pelas "empresas estarem na corda na garganta, da classe média estar carregada de impostos e do elevado nível do desemprego".

Convicto que o primeiro-ministro não é "invencível", Marques Mendes acredita que o PSD pode assumir a liderança do governo e traça novas metas para o país: "colocar Portugal a crescer 3 por cento por ano, criar riqueza e dar oportunidades aos jovens".

Para ganhar em 2009, segundo Marques Mendes "é preciso unidade dentro do partido, fazer oposição ao governo e não a si próprio. O meu adversário (Luís Filipe Menezes) diz que é preciso fazer oposição e eu concordo, só é pena que ele tenha passado dois anos e meio a fazer oposição ao PSD em vez de a fazer ao PS e ao governo".

Marques Mendes está convicto que é "claramente o que melhores condições tem de unir o partido", afirmando que o PSD "não pode mudar de opinião como quem muda de camisa e assumir compromissos que sabe que pode cumprir", concluiu.

O social-democrata Bernardino Vasconcelos (presidente da Câmara Municipal da Trofa) sublinhou o apoio a Mendes, "pai da Trofa", nas eleições directas do partido e afirmou que o país precisa de "um líder e esse é Marques Mendes", considerando o seu apoio "coerente e consistente, por aquilo que penso ser melhor para a Trofa e para o país".