A Bial vai começar a comercializar, a partir de 2020, medicamentos na Coreia do Sul, passando para 60 o número de países em que a farmacêutica tem medicamentos já comercializados ou licenciados.
Os medicamentos inovadores, Zebinix®, para o tratamento da epilepsia, e Ongentys®, para doentes de Parkinson e flutuações motoras que não estão controlados com outras terapêuticas, passam assim a estar disponíveis naquele país.
Com o objetivo de “conquistar um novo mercado”, a Bial considera ter escolhido “bons parceiros, com experiência na área terapêutica do sistema nervoso central”, e espera que, “dentro de alguns anos, possa ser possível comercializar estes medicamentos inovadores na Coreia do Sul”, afirmou António Portela, CEO da Bial.
Estima-se que a doença de Par-kinson afete mais de 50 milhões de pessoas no mundo. Na Europa, diz a Associação Europeia da Doença de Parkinson, são cerca de 6,2 milhões e na Coreia do Sul, segundo dados de 2016, do Health Insurance Review & Assessment Service, existem cerca de 150.000 pacientes com epilepsia e, aproximadamente, 96.500 com Doença de Parkinson.
A BIAL tem centrado a sua atividade na Investigação e Desenvolvimento (I&D) de novos medicamentos, nomeadamente nas neurociências, investindo, em média, nos últimos anos, 20 por cento da sua faturação anual. A empresa, sediada no Coronado, é a que mais investe, a nível nacional, em investigação e desenvolvimento, “com 38,7 milhões de euros, ocupando a 445.ª posição no ranking das 1000 empresas Europeias que mais investem em I&D”.