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Edição 664

Parkinson afeta uma a duas pessoas em cada mil

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A nível mundial, a doença de Parkinson atinge “cerca de uma a duas pessoas em cada mil”, segundo dados da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson. A doença foi o tema escolhido pela Associação Recreativa Juventude do Muro (ARJM) para a palestra que promoveu na noite de terça-feira, 13 de março.

A palestra, adiantou Romeu Correia, presidente da ARJM, está integrada nas comemorações do 40.º aniversário da coletividade e contou com a presença de Fernando Pereira, presidente da Delegação do Porto da Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk), Joana Mesquita, delegada da APDPk, e da psicóloga Sofia Araújo, que partilhou “testemunhos”.
O presidente da ARJM declarou que “uma plateia atenta e participativa encheu por completo” o salão nobre da Junta de Freguesia do Muro, onde “várias questões foram debatidas e esclarecidas ao longo da noite”. “As pessoas presentes deram os parabéns pela iniciativa e esperam por novos temas”, referiu.
Mas afinal o que é a doença de Parkinson? É uma “doença crónica que afeta o sistema motor, que envolve os movimentos corporais, levando a tremores, rigidez, lentificação dos movimentos corporais, instabilidade postural e alterações da marcha”.
A doença surge quando “os neurónios (células nervosas) de uma determinada região cerebral, denominada substância negra, morrem”. É nesta altura que “surgem os primeiros sintomas”, já que “há perda de 70 a 80 por cento destas células”. “Quando as células da substância negra morrem, os níveis de dopamina tornam-se anormalmente baixos, o que leva a dificuldades no controlo do tónus muscular e movimentos musculares, afetando os músculos, quer durante o repouso, como em atividade”, pode ler-se no site da APDPk.
A doença de Parkinson surge “por volta dos 60 anos”, mas “cerca de cinco por cento dos doentes tem início precoce, surgindo antes dos 40 anos”. Esta doença é ligeiramente mais frequente nos homens do que nas mulheres”, refere.

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A DECO aconselha

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Vai comprar carro usado?
Esta informação é para si.

O aumento de anúncios de venda de veículos usados em plataformas virtuais e nas redes sociais, aliado à maior facilidade de acesso ao crédito, exigem maiores cuidados na compra e uma fiscalização mais apertada deste comércio. Os carros em segunda mão podem ser um bom negócio, se existir total transparência desde o anúncio até à compra.
Frequentemente existe falta de correspondência entre o vendedor anunciante nos anúncios online e o vendedor real. Essa divergência causa uma permanente confusão para o consumidor e tem consequências diretas nos seus direitos. As vendas entre particulares não estão abrangidas pela garantia legal, mas quando realizadas por um profissional do sector automóvel, sim!
Na compra de um carro usado, o consumidor tem direito a garantia de 2 anos, ainda que a mesma possa ser reduzida legalmente a um ano, se este o aceitar por escrito, sendo esta já uma prática generalizada no mercado português.
Porém, chegam à DECO denúncias de casos manifestamente ilegais em que se faz depender a vigência da garantia de um carro usado a determinados componentes, como é o caso do motor e caixa de velocidades.
Outros exemplos de ilegalidades neste negócio de veículos a “bom preço” são a exclusão total da garantia ou a sua redução a apenas 6 meses. São ainda conhecidos casos em que é transmitido ao consumidor que terá de pagar para beneficiar da garantia que a própria lei lhe confere, afastando-se o vendedor da sua responsabilidade.
A DECO condena estas práticas ilegais que afetam os interesses económicos dos consumidores, denunciando à entidade fiscalizadora todas as situações que sejam do nosso conhecimento.
Estamos perto de si, para informar, denunciar, apoiar e mediar os conflitos de consumo de todos os consumidores que se encontrem nestas circunstâncias.

Para mais informações, dirija-se à DECO Norte na Rua da Torrinha, 228H, 5º, 4050-610 Porto ou através do e-mail deco.norte@deco.pt

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Alunos de Alvarelhos alertam para o desperdício alimentar (C/Vídeo)

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Para os alunos de uma turma do 6.º ano da Escola Básica do Castro, em Alvarelhos, as idas à cantina da escola passaram a ser mais do que um momento de saborear a refeição. O desperdício do almoço por parte de alguns colegas não os deixou indiferentes, por isso decidiram trabalhar o tema para sensibilizar a comunidade.

“Na escola, há exemplos de pessoas que pegam no tabuleiro, dão a volta à cantina e não comem. Muitas vezes é por não gostarem da comida, outras vezes é a pressa de irem brincar”, explicou a aluna Diana Miranda. Por isso, e porque pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença, a turma decidiu elaborar “cartazes para sensibilizar as pessoas a não desperdiçar comida”, completou Tomás Madureira. Além disso, Miguel Moreira é o autor de uma animação que pretende alertar para o tema.
Dados de 2016, ano nacional do combate ao desperdício alimentar, mostravam que cada português desperdiça em média 132 quilos de comida por ano. Um número que, no conjunto da União Europeia, chega aos 89 milhões de toneladas.
Este é um dos principais problemas a nível económico, ambiental e social e preocupa também esta turma.
“Eu acho que não se deve desperdiçar comida, porque há pessoas na rua que não têm e nós que temos não sabemos dar valor”, afirmou Tomás.
A Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa não ficou indiferente a esta questão e viu nestes alunos bons aliados para mudar hábitos e educar as gerações futuras. “Eles sentiram que, se calhar, há colegas que precisam e que querem comer a segunda vez e não conseguem e há outros a desperdiçar”, explicou Carla Lima, coordenadora do projeto Trofa 3G – Motor de Oportunidades. “Notar que meninos de 11 anos estão atentos a isto por um lado é preocupante, porque é sinal que é muito visível, mas por outro é importante, porque percebe-se que já têm valores de cidadania e se preocupam com os outros”, acrescentou.
Para reduzir os números associados ao desperdício alimentar, pode fazer coisas simples como verificar o prazo de validade dos produtos que vai comprar, fazer uma lista de compras ou organizar o frigorífico colocando mais perto os produtos com menor prazo de validade.

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