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Ano 2008

Médica trofense salva Ramos Horta

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Timor Leste voltou a ser palco de uma tentativa de golpe de Estado, onde foi baleado o presidente Ramos Horta. Os primeiros socorros ao presidente da República de Timor foram prestados por uma equipa do INEM, da qual faz parte a médica trofense, Fátima Santos.

Ramos Horta sofreu, na passada segunda-feira, um atentado que lhe poderia ter custado a vida mas graças à intervenção rápida dos homens do Sub-agrupamento Bravo da GNR e de um enfermeiro do INEM, Ramos Horta, pôde ser transportado para o Hospital de campanha australiano, em Dili, e ser assistido por Fátima Santos, médica trofense ao serviço do INEM em Timor.

O atentado ocorreu por volta das 6.15 horas (cerca das 21.15 horas em Portugal continental), a GNR recebeu um telefonema de um cidadão timorense que alertava para a ocorrência de um tiroteio junto da casa do presidente, à saída de Dili. "Fomos para lá imediatamente com 11 elementos das operações especiais e quando chegamos já estavam três corpos no chão", contou ao Correio da Manhã, o tenente do contingente da GNR em Timor, Carlos Correia.

O enfermeiro do INEM Jorge Marques acompanhou os militares e foi o primeiro a prestar socorro a José Ramos Horta: "encontramos um homem de bruços no chão e só quando o viramos é que vimos que era o presidente", explicou. "Estava a sangrar abundantemente e tinha dores violentas. Esteve sempre de olhos fechados, mas consciente. Respondia às perguntas de carácter clínico e nada disse sobre o que tinha acontecido", afirmou o enfermeiro. No Hospital de campanha australiano, em Dili, Ramos Horta foi ainda tratado pela médica Fátima Santos, que explicou ao Correio da Manhã que o presidente "foi operado mas não está livre de perigo. Corre alto risco de vida durante os próximos dias porque foram atingidos órgãos vitais e também foi ferido o pulmão direito".

José Ramos Horta encontra-se neste momento em Darwin, Austrália, onde foi novamente operado.

O NT tentou falar com Fátima Santos, mas por dificuldades de comunicação, não conseguimos contactá-la até ao fecho desta edição. Contudo Isaura Ferreira, mãe da médica do INEM, contou emocionada "a minha filha ligou-me e tranquilizou-me e disse que estava bem e que fez o que pôde pelo presidente, mas não deixei de me sentir preocupada".

A médica trofense de 32 anos, nasceu na freguesia de Alvarelhos, no concelho da Trofa e "sempre mostrou esta paixão pela medicina e pela ajuda aos outros, sempre notamos nela muita responsabilidade", confessou a mãe.

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Alberto dos Santos, irmão de Fátima, mostrou-se satisfeito pelo facto da irmã ter prestado socorro a uma pessoa tão importante para Timor, mas lembrou "eles trabalharam em equipa e fizeram tudo o que foi possível para ajudar o presidente", concluiu.

A médica trofense volta a Portugal no próximo dia 24 de Fevereiro, altura em que termina a sua missão de 45 dias ao serviço do INEM em Timor.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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