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Ano 2008

Médica de Alvarelhos explicou como ajudou Ramos Horta

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"Doutora, doutora tem que vir, porque o presidente foi baleado!". Eram cerca das 7 horas da manhã, quando Fátima Santos, ao serviço numa equipa do INEM em Timor, foi chamada para prestar os primeiros socorros ao presidente Ramos Horta. Já em Portugal, a médica trofense contou ao NT como tudo se passou.

 A convite do INEM, Fátima Santos partiu para Timor a um de Janeiro de 2008 para integrar uma equipa de três elementos que acompanha os militares do Sub-agrupamento Bravo da GNR e nada fazia prever a tentativa de golpe de estado que assolou o país. "Sentia-se um clima de segurança nos últimos tempos e aquilo foi um choque para todos, foi uma coisa súbita porque ninguém estava à espera", afirmou.

"Lembro-me que nesse dia acordei por volta das sete da manhã com o Capitão a bater violentamente à porta do meu quarto a dizer: Doutora, doutora tem que vir, porque o presidente foi baleado! Uma coisa perfeitamente inesperada e portanto rapidamente me levantei, peguei na mala médica, chamei o terceiro elemento da equipa e fomos ter com eles ao local do conflito", contou.

Junto à casa do presidente Ramos Horta já estava o enfermeiro da equipa, Jorge Marques, e os elementos do Corpo de Operações Especiais da GNR que iam nesse dia para um exercício de tiro a Metinaro, uma cidade situada a cerca de 30 quilómetros de Dili.

Enquanto se dirigia para o local, Fátima Santos e a equipa perceberam que o melhor seria transportar de imediato o presidente para o Hospital de Campanha Australiano numa ambulância do Hospital de Dili que lá estava, uma vez que não era seguro permanecer no local. "Estávamos sempre em contacto telefónico e acabamos por perceber que a melhor e mais rápida solução era a de nos encontrarmos já no Hospital Australiano. Foi aí que eu, juntamente com a equipa australiana, prestei os primeiros socorros de estabilização ao senhor presidente", explicou.

Ramos Horta, "esteve sempre consciente, apesar de muito sonolento e a queixar-se de dores violentas, para as quais recebeu tratamento", lembrou. Foram-lhe administrados soros, sangue e feito o primeiro exame físico, onde foram detectados dois ferimentos graves, na zona lombar direita e na região torácica direita, "o da região lombar ainda sangrava bastante", confirmou a médica. Devido à hemorragia persistente "foi decidido levá-lo ao bloco, onde foi feita a exploração da ferida lombar, aberta a barriga para explorar os órgãos abdominais e foi explorada a ferida do tórax", contou. Uma das balas afectou o pulmão direito, "aquela lesão pulmonar era a mais preocupante e a cirurgia demorou mais tempo também por causa dela". Aproximadamente nas primeiras duas horas, entre a sala de emergência e o bloco operatório, necessitou logo de 16 unidades de sangue.

"Depois de tudo estabilizado o senhor presidente foi transportado para a Austrália. Nós regressamos ao quartel ainda meios atordoados", contou a sorrir, depois de saber que agora "já está bem".

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Orgulhosa por ter ajudado a salvar o presidente de Timor-Leste, Fátima Santos realçou "estes são os procedimentos do dia a dia que todos os elementos das equipas INEM têm e por acaso aqui era o senhor presidente Ramos Horta, mas se fosse outra vítima o sentimento seria o mesmo, de gratificação por um trabalho bem feito e por termos contribuído para que a pessoa sobrevivesse".

Foi para Timor pelo desafio de estar a trabalhar num meio adverso, quer em situações de emergência, quer em situações de uma medicina de clínica geral e medicina tropical, no apoio médico aos militares da GNR, à população timorense e à comunidade portuguesa em Timor-Leste. Diz ter sido "uma experiência única e extremamente enriquecedora em todos os aspectos". Já em Portugal, a médica trofense de 32 anos, pensa voltar a Timor. "Se não for possível voltar em trabalho, tenho muita vontade de voltar nem que seja de férias ou de visita, porque aquele país fica no coração de qualquer pessoa que lá vá", adiantou.

Fátima Santos, está neste momento no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa – Unidade Padre Américo, em Penafiel, onde trabalha na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente. Em parte do seu tempo desempenha também funções no Serviço de Anestesia e na VMER – Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM, neste hospital. "Muito esporadicamente faço também um trabalho de tarefa como anestesista no Centro Hospitalar do Porto – Unidade Maternidade de Júlio Dinis", referiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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