O mau tempo afastou a enchente esperada na festa de S. Gonçalo, em Covelas, que se realizou entre os dias 17 e 20 de janeiro.

 O mau tempo que persistiu durante o fim de semana afastou os milhares de romeiros que eram esperados nas festas de S. Gonçalo. Mesmo assim, muitos foram os peregrinos resistentes, que, no domingo, munidos de capas e de guarda chuvas mais ou menos pequenos, cumpriram a tradição a pé, de bicicleta, de moto ou a cavalo. O destino: S. Gonçalo de Covelas.

 

Residente em Joane, Vila Nova de Famalicão, Ricardo Abreu contou que “todos os anos” se desloca até a esta romaria de “bicicleta”, por achá-la “muito bonita”. “É um passeio bonito e um convívio com os amigos. É pena estar a chover, mas está bom”, acrescentou.

Também António Sá, do Agrupamento 1893 de Alvarelhos, vem todos os anos “sempre a pé”, juntamente com “um grupo de caminheiros” da sua freguesia. Com a chuva, o grupo habitual “diminui um bocadinho”, mas “os resistentes” estiveram presentes. “Damos sempre apoio a esse grupo de caminheiros e portanto fazemos várias, não fazemos só a caminhada de S. Gonçalo, mas esta é uma em que temos que estar”, salientou.

Devido ao tempo de chuva, muitos caminheiros optaram por se deslocar à romaria através do automóvel, como é o caso do trofense Lourenço Pacheco. “Presença assídua” nesta festa, Lourenço Pacheco acredita que a chuva “não afasta” os romeiros, confidenciando que a estrada estava “cheia de grupos”.

A procissão esteve até à última hora para não sair, mas a chuva lá deu tréguas e o padre José Ramos anunciou a realização da mesma. Cinco andores fizeram um breve percurso pela Avenida 1º de Maio.

Fernando Rocha, vice-presidente da Comissão de Festas, estava desolado com o mau tempo, que afastou a multidão que todos os anos enche o recinto envolvente à capela de S. Gonçalo. O cenário do fim de semana das festas foi para si “inesperado”, não sabendo como é que iria “passar o resto do dia”. “Claro que não é muito famoso a gente trabalhar um ano para chegar ao fim e encontrar esta situação”, frisou, contando que o dia de sexta-feira trouxe-lhe “dores de cabeça”.

Para além da chuva, o vento também deu que fazer aos organizadores, já que, no sábado, a tempestade destruiu tendas e fez tombar as estruturas da iluminação. Em tempo recorde, a organização conseguiu minimizar os estragos, para que os romeiros pudessem assistir ao espetáculo musical da Banda Jovem e à sessão de fogo de artifício.

O vice-presidente estava “convencido” que “a moldura humana” ia aderir à romaria, mesmo sendo em menor número do que em anos anteriores. No balanço final, Fernando Rocha agradeceu “a todas as pessoas”, que “marcaram presença na festa”, e a Fernando Moreira, presidente da Junta de Freguesia de Covelas, que lhe deu “bastante apoio”. “Não é fácil conseguir-se aquilo que eu consegui e graças à população e a todos os colaboradores. Um obrigado para eles”, concluiu.

Na noite de sexta-feira, o mau tempo fez com que a atuação do Rancho Folclórico de Alvarelhos e do Grupo Danças e Cantares CS Bonitos de Amorim tivesse que ser adiada para as 20.30 horas deste sábado, dia 26 de janeiro. “Espero que as pessoas compareçam, porque vamos ter aqui dois ranchos bons. À mesma hora, às 20.30 horas, estamos cá para os receber, se o tempo o permitir”, convidou.