Martinho Dias prepara-se para apresentar uma nova exposição, focada na metáfora dos dias que correm e na “fragilidade da glória” humana.

A arte com assinatura trofense vai estar em destaque na capital do País, de 2 de outubro a 2 de novembro. “TRIGGER” é o epíteto da mais recente exposição do pintor covelense Martinho Dias, que apresentará na Galeria Espaço Exibicionista, em Lisboa, obras inéditas que remetem para “ações representadas, que se encontram congeladas ou aguardam que o dedo pressione o gatilho”.

Em linha com o que é a identidade artística de Martinho Dias, as obras são um hino à metáfora dos dias que correm: à arrogância da raça humana de se achar intocável, a confrontação com a realidade capaz de “travar” o avanço civilizacional. Tal é visível em cada pintura, na qual “o jogo é um fator determinante, havendo sempre o risco de ser anulado por falta de regras, pela inércia da ação ou pela incapacidade do jogador em superar a própria natureza humana”.

Nas telas o espelho de um “quotidiano” com enfoque “na fragilidade da glória” e recorrendo “à ironia e ao paradoxo” para “apaziguar eventuais frustrações”. “Desconhecemos o sucesso de cada jogo a ser jogado e, provavelmente, nem no final da exposição saberemos o resultado”, sugere a sinopse da exposição, onde se pode ver, por exemplo, um grupo de ciclistas com guarda-chuva que se desloca em bicicletas de ginásio ou uma corrida de atletismo que se funde com a competição no trabalho, com atletas e funcionários à espera do sinal de partida sobre mesas de escritório.