Perante uma plateia bem composta, Mário Oliveira apresentou a candidatura à Junta de Freguesia de Covelas. Sublinhando que se apresenta a eleições como “independente”, o candidato reconheceu os pontos “em comum” com o PS, entre eles a recusa da instalação do aterro na freguesia.

Fez questão, “antes de mais”, de garantir que continua “sem amarras” partidárias e que só aceitou ser candidato pelo Partido Socialista depois de ter “o compromisso do Amadeu Dias que é para manter vivo o Movimento Independente por Covelas”. E uma vez que a lei não permite que as coligações sejam compostas por partidos e movimentos de cidadãos, Mário Oliveira explicou que, “no dia 26 de setembro, terão de colocar a cruz no Partido Socialista” para que ele seja o novo presidente da Junta de Freguesia de Covelas.
Mário Oliveira explicou que a candidatura pelo PS resulta “de muitos pontos em comum na defesa dos interesses” da freguesia e “do resultado do trabalho do MIC ao longo de quatro anos na Assembleia de Freguesia”.
“É um rosto que está aqui, mas são muitos outros que estão a meu lado. Esta é uma candidatura que pretende juntar a freguesia e elevá-la ao patamar de desenvolvimento que ela merece e tem todo o potencial para estar. É uma candidatura de Coura a Outeirô, de Querelêdo a Lemende, sem esquecer Rindo e a Igreja, porque só assim, olhando para todos os lugares da freguesia, é que podemos passar os nossos sonhos à realidade”, referiu o candidato, que na composta plateia que se reuniu para o ouvir tinha o pai, Fernando Moreira, histórico autarca social-democrata que foi presidente da Junta de Covelas por mais de 30 anos.

Um dos rostos mais visíveis do Movimento Contra o Aterro em Covelas, Mário Oliveira fez desse um dos assuntos-chave do discurso. “Os covelenses precisam de alguém que os defenda, que não esteja amarrado ao partido e que não faça vénias a quem vem de fora, porque se quiserem trazer um aterro para a freguesia, vão ter de passar por cima de mim”, começou por dizer.
Depois, usou a ironia para desacreditar o presidente da Câmara Municipal e reiterar a convicção: “Para eles, à segunda-feira, o aterro é muito bom, à terça já não presta, à quarta vem o presidente da Câmara e diz “tem de ser”, à quinta é bom e maravilhoso e chegamos ao fim de semana e já somos todos contra o aterro desde sempre. Eu só tenho uma posição, aterro em Covelas não. Covelas já sofreu demasiado em termos ambientais. Basta”.
O candidato crê ser possível tornar Covelas um território “com qualidade de vida, dinâmica e um lugar onde quem está quer ficar e quem não está quer vir”. Como? Construindo “um parque de merendas”, desbravando “percursos pela Natureza” para atrair visitantes, criando “uma rede de passeios” para melhorar a mobilidade dos peões e praticantes de desporto e erguendo um “pavilhão polidesportivo”. “Com a ajuda do Amadeu Dias na Câmara Municipal, vamos executar estes projetos, porque só podemos torná-los uma realidade se tivermos na Câmara Municipal uma pessoa séria e honesta”, asseverou.
Amadeu Dias, durante o discurso acusou o presidente da Câmara da Trofa de fazer “um ato de ilusionismo ao usar 100 mil euros dos nossos impostos para pagar Indáqua a redução das faturas de água porque a renegociação do contrato de água entre Trofa e Santo Tirso ainda não foi assinado”. A redução que podem vir a sentir este mês é paga com o dinheiro dos vossos impostos e não fruto da renegociação”. Amadeu Dias vai mais longe a acusa o presidente da Câmara da Trofa de não investir esses 100 mil euros na freguesia de Covelas”.
“Se não fosse o presidente da câmara de Santo Tirso em janeiro deste ano a anunciar que queria resgatar a concessão da água não sei se hoje a Trofa estaria a fazer esta negociação. Porque é que não foi o presidente da Trofa a ter esta visão, a tomar a dianteira e a renegociar o contrato?”
Recorde-se que a autarquia da Trofa anunciou descida do preço da água a pagar pelos trofenses alegando ter conseguido ter acordo para renegociação.