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Edição 747

Mário Oliveira apresentou candidatura a Covelas: “Os covelenses precisam de alguém que os defenda”

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Perante uma plateia bem composta, Mário Oliveira apresentou a candidatura à Junta de Freguesia de Covelas. Sublinhando que se apresenta a eleições como “independente”, o candidato reconheceu os pontos “em comum” com o PS, entre eles a recusa da instalação do aterro na freguesia.

Fez questão, “antes de mais”, de garantir que continua “sem amarras” partidárias e que só aceitou ser candidato pelo Partido Socialista depois de ter “o compromisso do Amadeu Dias que é para manter vivo o Movimento Independente por Covelas”. E uma vez que a lei não permite que as coligações sejam compostas por partidos e movimentos de cidadãos, Mário Oliveira explicou que, “no dia 26 de setembro, terão de colocar a cruz no Partido Socialista” para que ele seja o novo presidente da Junta de Freguesia de Covelas.
Mário Oliveira explicou que a candidatura pelo PS resulta “de muitos pontos em comum na defesa dos interesses” da freguesia e “do resultado do trabalho do MIC ao longo de quatro anos na Assembleia de Freguesia”.
“É um rosto que está aqui, mas são muitos outros que estão a meu lado. Esta é uma candidatura que pretende juntar a freguesia e elevá-la ao patamar de desenvolvimento que ela merece e tem todo o potencial para estar. É uma candidatura de Coura a Outeirô, de Querelêdo a Lemende, sem esquecer Rindo e a Igreja, porque só assim, olhando para todos os lugares da freguesia, é que podemos passar os nossos sonhos à realidade”, referiu o candidato, que na composta plateia que se reuniu para o ouvir tinha o pai, Fernando Moreira, histórico autarca social-democrata que foi presidente da Junta de Covelas por mais de 30 anos.

Um dos rostos mais visíveis do Movimento Contra o Aterro em Covelas, Mário Oliveira fez desse um dos assuntos-chave do discurso. “Os covelenses precisam de alguém que os defenda, que não esteja amarrado ao partido e que não faça vénias a quem vem de fora, porque se quiserem trazer um aterro para a freguesia, vão ter de passar por cima de mim”, começou por dizer.
Depois, usou a ironia para desacreditar o presidente da Câmara Municipal e reiterar a convicção: “Para eles, à segunda-feira, o aterro é muito bom, à terça já não presta, à quarta vem o presidente da Câmara e diz “tem de ser”, à quinta é bom e maravilhoso e chegamos ao fim de semana e já somos todos contra o aterro desde sempre. Eu só tenho uma posição, aterro em Covelas não. Covelas já sofreu demasiado em termos ambientais. Basta”.
O candidato crê ser possível tornar Covelas um território “com qualidade de vida, dinâmica e um lugar onde quem está quer ficar e quem não está quer vir”. Como? Construindo “um parque de merendas”, desbravando “percursos pela Natureza” para atrair visitantes, criando “uma rede de passeios” para melhorar a mobilidade dos peões e praticantes de desporto e erguendo um “pavilhão polidesportivo”. “Com a ajuda do Amadeu Dias na Câmara Municipal, vamos executar estes projetos, porque só podemos torná-los uma realidade se tivermos na Câmara Municipal uma pessoa séria e honesta”, asseverou.
Amadeu Dias, durante o discurso acusou o presidente da Câmara da Trofa de fazer “um ato de ilusionismo ao usar 100 mil euros dos nossos impostos para pagar Indáqua a redução das faturas de água porque a renegociação do contrato de água entre Trofa e Santo Tirso ainda não foi assinado”. A redução que podem vir a sentir este mês é paga com o dinheiro dos vossos impostos e não fruto da renegociação”. Amadeu Dias vai mais longe a acusa o presidente da Câmara da Trofa de não investir esses 100 mil euros na freguesia de Covelas”.
“Se não fosse o presidente da câmara de Santo Tirso em janeiro deste ano a anunciar que queria resgatar a concessão da água não sei se hoje a Trofa estaria a fazer esta negociação. Porque é que não foi o presidente da Trofa a ter esta visão, a tomar a dianteira e a renegociar o contrato?”
Recorde-se que a autarquia da Trofa anunciou descida do preço da água a pagar pelos trofenses alegando ter conseguido ter acordo para renegociação.

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Edição 747

Escrita com Norte: O peso do tempo e o preço da idade

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Quando pego no meu álbum de fotografias, se começar a abri-lo pelo início, pois tenho o hábito de abrir o jornal “O Jogo” pelo fim, encontro duas fotografias com três meses de idade, seguidas de outras duas já com seis.
Convém recordar que tenho quarenta e sete anos e que no ano de 1974 ter nos primeiros seis meses de vida quatro fotografias era uma extravagância e havia quem dissesse que me estavam a estragar com mimos!
Não me recordo de com três meses desejar ter seis, mas lembro-me perfeitamente de em criança os ponteiros pararem e o tempo não passar, e de 24 horas dos meus seis anos terem a duração de três dias dos meus “quarentas”.
Na primária, o tempo chegou a arrastar-se para trás, fruto de uma paixão correspondida, e sentia que o dia de casar com a Carlinha (sim, ela prometeu-me a meio da 1ª classe) estava à distância do “além”, numa altura em que tudo o que era para amanhã era sempre distante demais!
Impaciente, aos treze anos queria ter dezasseis, para parecer crescido (!), e aos dezasseis queria ter dezoito, para ter a carta. Nunca estava bem com a idade que tinha, mas lembro-me de pensar “ No ano 2000 vou ter vinte e seis anos. Que velho!”
Não me senti velho quando lá cheguei, coabitando, por vezes, o mesmo espaço com os adolescentes, mas diferente deles, no ritmo e também nas lamúrias, eles praguejando que o tempo não passava e eu a dar por mim a dizer “O tempo corre!”
E correu até aos trinta!
E aos trinta lembrei-me dos meus dezassete. E dos meus dezassete lembrei-me de um certo sábado à tarde, em que encontrei um amigo destroçado, a quem delicadamente perguntei:

  • Estás todo lixado, Fernando! O que se passa?
  • Faço trinta anos. – respondeu-me.
    Com carinho, consolo-o:
  • Deixa lá, eu tenho dezassete!
    E ele chorou, virou costas, foi-se embora e nunca mais me falou. Senti que ele trocava a idade que tinha pela minha.
    Sugestionado por esse acontecimento treze anos antes, passei o dia 26 de Dezembro de 2003 ao lado de um desfibrilhador e acompanhado por um amigo psicólogo. Quando batem na torre da igreja as vinte e duas badaladas a marcar a hora do meu nascimento e a minha entrada nos “trintas”, nada aconteceu! Um momento antes tinha vinte e nove, no momento seguinte, trinta. Nem uma depressão, nem nenhuma quebra física. O coração batia normalmente e nem uma mísera cãibra senti a denunciar o peso da idade! Que seca! Nada de extraordinário para relatar a não ser o facto de ter passado a noite a ouvir os desabafos do meu amigo psicólogo a sofrer de males de amor e, ao contrário do Fernando, não trocar o actual número por outro abaixo.
    Espirrei e sem dar conta fiz quarenta, tossi e sem me aperceber estou nos quarenta e sete. Ontem, no ginásio, onde me sinto um seminovo acabadinho de sair do stand, ao meu amigo Samuel, chamei-o de “velho”… ele sorriu. O sorriso era acompanhado de um pensamento, ao qual respondi, “Rejuvenesce-se a partir dos quarenta! Vais ter de esperar mais vinte anos.”

Nunca mais soube do Fernando e o meu amigo psicólogo sempre que pode, passa por minha casa para desabafar e, por enquanto, continuo a não trocar o meu número actual pelo anterior!

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Nuno Moreira que Alvarelhos e Guidões “mais capazes de responder às necessidades” das pessoas

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Comunidade. Esta foi a palavra mais repetida por Nuno Moreira na apresentação da candidatura à União de Freguesias de Alvarelhos e Guidões, na tarde de domingo, 25 de julho.

Pela segunda vez a correr àquela Junta pelo Partido Socialista, o candidato acredita estar habilitado, “na liderança da equipa” que o acompanha, a “construir e gerir um território mais capaz de dar resposta às necessidades de todos os alvarelhenses e guidoenses”.
“Após uma vida de dedicação a diferentes causas desta comunidade e de aqui ter desenvolvido os meus negócios e o meu trabalho, sinto a necessidade permanente de devolver a esta população tudo o que ela me deu e assim ser parte de uma comunidade melhor. E porque, por fim, nada me faz mais feliz do que servir a minha terra”, começou por dizer o militante socialista, que começou por se apresentar em Alvarelhos, junto à sede de Junta, seguindo depois para Guidões.
Para depois expor algumas situações que “sustentam” o sentimento de que, naquelas localidades, “é preciso fazer mais e melhor”.
“Quando um conterrâneo não encontra um transporte público na sua freguesia para ir trabalhar, é porque ainda nos falta fazer algo. Quando algum freguês vê o seu pai acamado e tem muita dificuldade em adquirir uma cama articulada ou serviços de enfermagem é porque nos falta fazer mais como comunidade. Quando um grupo de reformados não encontra um espaço nem condições para se reunir para viverem a sua reforma acompanhados com atividade, é porque o nosso trabalho ainda não está feito”.

As propostas vieram a seguir, pela voz de Amadeu Dias, candidato do PS à Câmara Municipal, para expandir o hipotético alcance do programa eleitoral aos órgãos autárquicos: “serviço de transporte a pedido”, para responder às necessidades da população que não tem meios para se deslocar, “principalmente os mais velhos”; criação de uma “sede de Junta digna” em Guidões; reforço da “limpeza dos espaços públicos” da freguesia” e requalificação dos parques desportivos.
E porque “sempre” defendeu a “ideia de proximidade”, Nuno Moreira não esquece a luta que “abraçou” pela desagregação das freguesias. Esta é, sem surpresa, uma das bandeiras da candidatura do socialista: “Foi o PSD, na Trofa e no país, que consumou a agregação das freguesias de Alvarelhos e Guidões e agora é o PS, na Trofa e no país, que se prepara para restituir as freguesias aos seus cidadãos. Depois de nove anos de luta, estamos prestes a ganhar esta batalha. Estarei preparado, com tranquilidade, coerência e rigor, para devolver as freguesias de Alvarelhos e Guidões aos respetivos fregueses, em nome da proximidade e de um serviço melhor aos cidadãos”, assinalou.
E numa demonstração de que “a proximidade não se faz só de palavras, mas também de atos concretos”, Nuno Moreira assegurou que, caso seja eleito, não aceitará “remuneração a tempo inteiro”. “Pouparei esse salário ao orçamento da Junta, mesmo sendo o vosso presidente de junta durante 24 horas por dia, durante todos os dias durante os próximos quatro anos”, garantiu aos eleitores.

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