Cinco aldeias de Guidões foram representadas nas marchas populares em honra de S. João. A cada ano que passa as marchas tornam-se num motivo de orgulho para a população, que encheu o largo da Igreja para assistir ao desfile que terminou já de madrugada.

Goreti Cruz era o testemunho vivo da alegria que invadiu todos aqueles que não quiseram perder a segunda edição das marchas populares de S. João, em Guidões. A guidoense acompanhava o ritmo das músicas que entoaram no largo da Igreja da freguesia e ao NT/TrofaTv afirmava que estava tudo “muito bonito”.

Já Maria Araújo não se importou de viajar alguns quilómetros desde Famalicão para ver as cinco marchas populares que desfilaram e colocou na mesma fasquia a qualidade destas com as marchas antoninas do concelho onde vive. Para o ano, garantiu, estará de novo em Guidões para assistir a esta tradição que “não deve deixar de existir”.

Assim como a famalicense, também pessoas de Vila do Conde não quiseram perder a actuação destas marchas, que são, a cada ano que passa, um motivo de orgulho da população de Guidões.

Este ano foram cinco as aldeias que desfilaram pelo largo da Igreja perante o olhar de centenas de pessoas que foram contagiadas pela alegria da festa em honra a S. João Baptista.

As marchas do lugar do Outeiro fizeram as honras da casa ao dar início ao desfile, seguindo-se as marchas de Vilar, que não quiseram ficar atrás das concorrentes. Bicho e Aldeia Nova fizeram uma parceria e dançaram em conjunto antes da Póvoa, que levava no seu carro uma imitação do santo, que não se fez rogado em utilizar o cordeiro, também de imitação, para apagar um pequeno fogo, que deflagrou devido aos foguetes. Uma situação sem gravidade e que até mereceu o riso dos populares. A dança dos mais pequenos das marchas da Póvoa também despertou a boa disposição, que apesar da tenra idade dos seus elementos, não defraudou as expectativas e mereceu o aplauso caloroso da população.

marchas-s.joao-guidoes

E se o público não escondia a animação, a satisfação também era visível nos bailarinos. Aurora Amaral, marchante do grupo de Vilar, afirmou ao NT/TrofaTv que a dança “correu bem” e que estava a participar pelo segundo ano consecutivo. A preparação das danças “demorou um pouco”, mas nada que afectasse a boa disposição de Aurora, nem mesmo a exigência do “ensaiador Vasco”.

O desfile terminou já de madrugada, mas ninguém arredou pé até que a marcha do Cerro, última a participar, terminasse a sua actuação.

E à boa moda do provérbio “ande por onde andar o Verão, há-de vir no S. João”, a noite quente e propicia ao convívio terminou com um “exequo” das cinco marchas… A explicação para este empate até estava na letra de uma música da marcha de Vilar: “todas a aldeias se esmeraram para fazer aquelas marchas a S. João”.

Os conhecidos mastros deram um colorido especial à festa, que para o ano promete mais e melhor em honra de S. João.

A cascata, ano após ano, continua a atrair os curiosos pela criatividade e beleza da iniciativa. A noitada de 23 de Junho, que contou com a actuação do grupo “Ondas Vivas” e terminou com uma sessão de fogo-de-artifício.

No último dia de festividades, a procissão foi a última iniciativa realizada, com a actuação da banda de música de São Pedro da Cova.