Marchas de S. Pedro da Maganha atraíram centenas de pessoas. Associação preparou três dias de festa, no “maior orçamento de sempre”. 

Mais um ano de santos populares, mais um ano de festa na Maganha. Nesta aldeia de Santiago de Bougado festeja-se o S. Pedro há mais de uma década. E para além dos elementos habituais numa festa popular, como as pipocas, o algodão doce e as farturas, há outros tantos anos que as gentes da Maganha habituaram a surpreender com as marchas populares. Várias centenas de pessoas reuniram-se na zona onde “mora” o santo popular, no sábado à noite, para ver as roupas e as coreografias deste projeto, que já existe há 14 anos. Cerca de 70 elementos, entre os três e os 60 anos, compuseram os três grupos ensaiados por Cristina Sá. E o facto de ter menos participantes parece não ter retirado sucesso às marchas.

“Normalmente são as mesmas pessoas dos outros anos. Às vezes entram elementos novos, porque os outros não podem ir, por causa do trabalho. É assim que nós trabalhamos todos os anos”, explicou ao NT e à TrofaTv. Responsável pelas marchas há já alguns anos, Cristina Sá explicou como consegue inovar: “Começo a pensar nas marchas meio ano antes, sensivelmente. Começo a ver revistas, filmes de tempos antigos, tiro ideias de vestidos de noiva. Há sempre novidades, aparecem sempre ideias novas”. E nem o facto de a freguesia de Guidões ter criado também as marchas populares em honra de S. João desmoralizou os da Maganha, que nem as consideram como concorrentes. “Não vou estar a dizer que vou concorrer com eles nem motivar-me por isso, até porque confeciono roupa para duas marchas de lá. Mas estas são diferentes, são as que estão no meu coração. Sai tudo da alma. Apaixonei-me por isto e só espero continuar”, referiu. 

Este ano, a Associação Recreativa de S. Pedro da Maganha celebra uma década de existência, pelo que a direção decidiu apostar no “maior orçamento de sempre” nas festas. O presidente António Castro admitiu ter ficado “surpreendido” com a afluência do público na noite de sábado para ver as marchas. “Estavam lindíssimas. O grupo era pequeno, mas esteve perfeito”, desabafou. A Banda de Música atuou no mesmo dia e parece ter agradado ao público, que não arredou pé enquanto a atuação não terminou. 

O balanço global das festas é “positivo”, acrescentou António Castro, que afirmou que a coletividade “está de parabéns” não só pelo aniversário, mas também pelo sucesso do programa, que foi alargado para três dias. Para além da música, quem passeou pela festa podia sempre dar um salto à tasquinha onde se preparavam petiscos à boa maneira tradicional. “A tasquinha é o nosso grande suporte. Temos vários parceiros, mas sem a tasquinha acho que não conseguiríamos fazer nada que se parecesse com aquilo que temos aqui hoje. As pessoas trabalham de graça e só não o fazem a seco, porque têm comida e bebida à discrição”, frisou.

Os fundos angariados pela Associação vão reverter para as obras da nova sede que está a ser construída. 

{fcomment}