Manuela Ferreira Leite marcou presença esta semana na Trofa para tentar conquistar a segunda maior concelhia social democrata no país. Ferreira Leite é apoiada por Bernardino Vasconcelos "a título pessoal", como o próprio afirmou ao NT.

ferreira-leite.jpg"Não vai haver nada que me faça lançar a toalha ao chão". Foi com estas palavras que  Manuela Ferreira Leite terminou o discurso aos militantes do PSD da Trofa, presentes no Salão da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado para falar às centenas de militantes que a aguardaram durante cerca de uma hora.

Com um discurso virado contra o Governo, Ferreira Leite não teceu comentários aos colegas de partido que concorrem nestas eleições e preferiu referir-se às políticas do executivo.

A candidata explicou os motivos que a levaram a candidatar-se à liderança do partido: "A posição em que nós estamos e a análise que fui fazendo da situação do partido, o  enorme desânimo, a descrença, a falta de esperança e um sentimento de braços caídos

O PSD passou por muitas situações críticas ao longo da sua história, mas talvez nunca tenha passado por nenhuma situação de braços caídos e isso é algo de novo que a mim me tocou e me fez pensar que tinha de tomar uma atitude".

Apelando ao voto consciente que deve ditar o melhor candidato para as Legislativas de 2009, Ferreira Leite lembrou que "se não tivermos votos suficientes para derrotar o PS, o partido não acaba mas vai ficar muito debilitado e reduzido", frisou.

Quanto ao apoio que recebeu na Trofa Ferreira Leite, em declarações exclusivas ao NT considerou "importante ter todas estas pessoas e de todas as idades nesta sala cheia de militantes", frisando a importância de ter na segunda maior concelhia do país todo este apoio.

Já Bernardino Vasconcelos, militante e presidente da concelhia da Trofa reafirmou o seu apoio, pessoal a Ferreira Leite e explicou as suas razões: "A minha opção  corresponde  àquilo que ela representa no partido, que passa por ganhar o partido não só para dentro como para fora.  Conhecemos a Doutora Manuela F. Leite como uma mulher das finanças, mas ela tem uma componente humanística impressionante, conheci-a bem porque estive com ela na Assembleia da república. Houve algumas afirmações dela aqui hoje que justificam a minha escolha. Ela defende que há que  reenquadrar o partido,  sua matriz ideológica e programática,  um partido humanista, reformista, social democrata. E a terceira coisa importante que ela disse, é que o partido é livre de escolher e não há perseguições, isto é deixar respirar o partido, deixar que o partido pense e escute e opte continuando no mesmo rumo de afirmação com quem quer que seja do PSD", assegurou.