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Edição 463

Maioria dos expositores culpa chuva pelo negócio fraco (c/video)

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A ideia de que a chuva estragou o negócio é consensual na maior parte dos expositores que marcaram presença na Feira Anual.

Manuel Araújo, gerente da empresa MJ Araújo foi perentório: “Não nos lembramos de uma feira como esta, com dois dias inteiros a chover”. As condições climatéricas, acrescentou, foram o principal motivo para que, no final, o resultado do negócio fosse negativo e “muito pior do que os anos anteriores”.

A MJ Araújo levou para a Feira Anual uma panóplia de equipamentos para jardim e floresta, desde tratores a motosserras, motoenxadas, corta-relvas, máquinas de lavar e máquinas de soprar. No entanto, S. Pedro não esteve do lado do expositor que, já prevendo o tempo chuvoso não levou todo o material que tinha à disposição do cliente.

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Também Edgar Pinho, sócio-gerente da Cevargado, empresa sediada em Vila do Conde que produz alimentos compostos, também sentiu que a chuva “afastou muita gente”.

“O balanço é francamente negativo”, admitiu.

A Cevargado, com 20 anos de atividade, participa neste tipo de eventos para “marcar presença” e “contactar mais de perto com os clientes”, uma vez que “é uma oportunidade de estar com o maior número de clientes de forma rápida”. “Não se trazem alimentos novos, porque são lançados ao longo do ano”, explicou.

Segundo Edgar Pinho, a empresa, que tem como core business os bovinos de leite, mas também uma forte expressão na avicultura e suinicultura, distingue-se das outras da área por “fazer uma adaptação correta a cada exploração”. “Há muitos anos trabalhamos naquilo a que chamamos o fato à medida. Procuramos estar muito perto dos nossos clientes, assistindo e acompanhando procurando resolver os seus problemas para traduzir em resultados as expectativas que os produtores têm nas suas explorações”, evidenciou.

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Também Manuel Campos, proprietário da empresa Campos e Dias, se queixou da chuva e de esta lhe ter comprometido o negócio. “A feira estava excelente, muito mais completa em termos de equipamento e a mudança que fizeram no picadeiro foi uma ótima ideia. Tinha todas as condições para ser uma das melhores feiras de sempre, mas S. Pedro assim não quis e contra ele não se pode fazer nada”, afirmou.

O responsável da empresa que apresentou “novos tratores da linha 500 e 700, uma cisterna, pela primeira vez”, referiu que foi “desolador”, apesar de saber que “é o risco do negócio”.

Quem não parece ter sofrido com as condições climatéricas foi Domingos Tinoco, gerente da Pneus D. Pedro V. “A chuva dificultou um pouco a chegada das pessoas, mas na nossa área foi bom, porque as que vieram, queriam mesmo alguma coisa e não só buscar brindes. Já fiz várias vendas e contactos”, asseverou.

A Pneus D. Pedro V apresentou produtos para a área agrícola, assim como o empilhador industrial e um equipamento que estanca a cem por cento os furos dos pneus. “Também estamos a promover as revisões oficiais, valência que temos há pouco tempo”, acrescentou.

Para a Sorgal, a Feira Anual da Trofa “é extremamente importante a nível nacional” e “ reveladora de um grande dinamismo a nível da pecuária”. Como tal, a empresa aproveitou o certame para fazer o lançamento das “novas imagens do grupo,” que vão entrar no mercado no dia 10 de março, assim como “o primeiro Relatório de Sustentabilidade”, o que para José Vieira, diretor da Unidade de Negócio da Sorgal, é “um marco importante não só na área como para a própria empresa”. “Em termos de participantes e de afluência de público estou convencido que tem melhorado de ano para ano. É bom para nós que somos clientes, é bom para quem promove a feira e para quem organiza”, concluiu.

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Edição 463

“É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir…”

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atanagildolobo

 “É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.”

Marquês de Maricá

Ficamos a saber, no decorrer da última assembleia municipal, pelas intervenções de Nuno Félix, Paulo Queirós e dos presidentes de junta da união de freguesias de Alvarelhos e Guidões, da união dos Coronados e do Muro os seguintes factos: primeiro, na atribuição das verbas para as despesas correntes para o cumprimento das delegações de competência da C.M. Trofa, a União das freguesias de Alvarelhos e Guidões passa a receber menos dois mil e poucos euros por mês do que aquilo que foi atribuído no ano passado para o mesmo território. No presente mandato, esta nova freguesia receberá menos 120 000,00 €; segundo, a proposta das verbas atribuídas que foi inicialmente acordada em reunião efetuada entre a CM Trofa e os presidentes de Junta, foi posteriormente unilateralmente modificada pelo executivo camarário, sem que tenha havido sequer uma nova reunião entre todos para esse efeito; terceiro, os valores apresentados não foram fundamentados por estudo sério baseado em pressupostos razoáveis, nomeadamente em critérios sociais e económicos, acessibilidades, educação, e outros fatores relevantes.

Sem dúvida, existe uma discriminação objetiva de uma freguesia. A União das freguesias de Alvarelhos e Guidões é prejudicada em relação ao passado e às outras freguesias. Além disso a CM desenvolve esta posição à revelia do que tinha acordado anteriormente com os presidentes da junta. Deu o dito pelo não dito e faltou à sua palavra demonstrando falta de carácter. O Sr. Vice-presidente tentou, num esforço dilatado e sacrificado, justificar o injustificável, explicar o inexplicável. Meteu os pés pelas mãos, enrodilhou-se, torceu-se…mas o pecado era demasiado óbvio. Bem tentou o Sr. Presidente salvá-lo. Olhem que a junta até é da mesma cor da câmara. Daquelas justificações que, a contrario, revelam bem o entendimento que se tem da democracia e do respeito nutrido pelo sentir das populações. Mas de nada valeu, está consumado. Afinal, cai por terra a primeira promessa do PSD/CDS: o de tratar com igualdade todas as freguesias.

Com certeza, não será a última. Daquilo que ouvimos, nada de bom poderemos esperar. Os discursos são muito “socráticos”. Muitas promessas de se fazer isto e aquilo… As grandes obras do poder central: a variante à 14 e o metro até ao Muro e depois, mais uma rotunda e outra rotunda. Mas, de facto, apenas promessas. Da realidade, ficamos com os € 85 000,00 para feira anual, a certeza de que a confraria do cavalo receberá € 36 000,00 e com a criação da “marca Trofa”, a remodelação do visual, com logotipos jovens, cores novas e, pela primeira vez, fardas para os funcionários. Simultaneamente, as estradas e ruas das nossas freguesias estão num estado lastimável, começam a surgir dificuldades com a educação e alimentação das nossas crianças e jovens, começa a escassear o dinheiro aos velhos para a compra de medicamentos, aumenta o desemprego, cresce a insegurança, o rio Ave continua poluído, os nossos monumentos, nomeadamente o castro de Alvarelhos, continuam ao abandono…No entanto, desenvolve-se a propaganda. Além da tal “marca Trofa”, também existe um ideólogo que, na assembleia municipal, saltando a terreno em promoção do executivo lá vai publicitando, repetindo à exaustão que nunca, “com tão pouco ou quase nada”, se fez tanto, sendo a atual edilidade uma máquina de poupança. Pode o Sr. Relvas ficar sossegado que tem na Trofa homem para lhe seguir os passos. Mas com “tanta poupança” e afinal com tanto gastos na feira anual, bem podia a vereação ter mantido o acordado com os presidentes de junta e suportar as mesmas verbas para as freguesias, sem discriminações. Mais que não fosse, para firmar a promessa eleitoral de tratar com igualdade todas as freguesias. Só que “é tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.”

Guidões, 4 de Março de 2014.

Atanagildo Lobo

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Edição 463

São as empresas que vão tirar o país da “fossa”

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Desde que foi implantada a democracia (em 25 abril de 1974, já lá vão quase quarenta anos), que Portugal teve três «ajudas externas», para salvar o país da bancarrota. Dá quase uma intervenção por década. Coincidência, ou não, todas as intervenções foram solicitadas por governos socialistas: o primeiro pedido de ajuda foi em 1977, era o governo chefiado por Mário Soares; o segundo pedido de auxílio foi em 1983, era o governo chefiado também por Mário Soares; o terceiro pedido de apoio foi em 2010, era o governo chefiado por José Sócrates.

Embora José Sócrates afirmasse que uma intervenção externa traria “perda de dignidade” ao país, não foi isso que o impediu de solicitar o pedido de resgate em 6 de abril de 2010, tal era a situação catastrófica das finanças portuguesas.

Para sair da crise, o país, que tem vivido uma situação de recessão económica desde 2009, necessita que a economia real comece a dar sinais de recuperação, o mais depressa possível. Uma componente forte da crise é o fator psicológico e para ajudar a combater a crise, o país precisa de notícias positivas; notícias que deveriam abrir todos os telejornais, como por exemplo:

– As exportações aumentaram 5,7 por cento em 2013; número que ultrapassa todas as previsões mais otimistas, nacionais e internacionais. As empresas portuguesas confirmaram em 2013 a sua capacidade exportadora precisamente na hora em que o país mais precisava disso.

– O ano passado, em volume de negócio (68.200 milhões de euros) e no peso das exportações no PIB foi o melhor de sempre, já que as vendas ao estrangeiro representaram 41 por cento do PIB, o que compara com 39 por cento em 2012, 36 por cento em 2011 e 31 por cento em 2010.

– Em 2013, as exportações portuguesas para Espanha, que atingiram o valor de mais de 1.100 milhões euros, aumentaram 12,9 por cento. Entre os principais produtos exportados para Espanha, destacam-se os produtos energéticos (petróleo e derivados), que representam 715 milhões de euros (tendo crescido quase 200 por cento) e manufaturas de consumo (têxteis e confeções, calçado, brinquedos, joalharia, artigos de cabedal, olaria e outros produtos de consumo), que representam quase 17 por cento do total e cresceram quase 13 por cento (perto de 190 milhões de euros).

– No ano passado houve 22.685 empresas a exportar, mais 712 do que em 2012. Em relação há quatro anos, há agora mais 4.900 empresas a exportar.

– A taxa de cobertura das exportações foi de 104,4%, com as importações. O ano de 2013 foi o quarto ano consecutivo em que as exportações foram o principal motor de crescimento da economia.

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– No ano passado, em 2013, houve um excedente da balança de pagamentos de 2,8 mil milhões de euros, sendo a primeira vez que isto acontece desde 1943. Outra excelente notícia para os portugueses!

Tanta notícia positiva, só que é lamentável que muitas vezes o discurso político não seja mais consensual no sentido de reconhecer o mérito enorme que as empresas têm tido na recuperação da economia portuguesa, pois são as empresas que vão tirar o país da “fossa”. São as empresas que estão a tirar o país da “fossa”!

Já se começam a ver alguns sinais de recuperação económica, que merecem ser realçados, embora não façam abrir os telejornais. Infelizmente! Não há outro caminho que não seja a aposta do país nas empresas, nos empresários e seus colaboradores, nas exportações, no investimento privado, e em particular, na captação de investimento estrangeiro. Só assim é que sairemos da crise, para o bem de Portugal e dos portugueses!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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