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Ano 2008

Luís Paulo precisa de ajuda

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O menino de 8 anos sofre de Leucemia e precisa de quase tudo desde roupas, jogos, brinquedos e artigos para a casa

A vida não tem sido fácil para o pequeno Luís Paulo Figueiredo. Com apenas 8 anos de idade foi-lhe diagnosticada pela segunda vez em três anos Leucemia. Na casa da família que vive apenas com 226 euros mensais falta tudo…menos as contas para pagar…

   O complexo habitacional de Mosteirô, construído pela Câmara Municipal da Trofa para alojar famílias menos favorecidas, serve de tecto a Maria Albertina Figueiredo e aos três filhos, dois dos quais menores. Pelo apartamento T4 a família paga cerca de 124,30 euros por mês de renda, 40 euros de luz, 70 de gás e cerca de 23 euros de água e saneamento. Só nas despesas fixas com a habitação os 226 euros de baixa de Maria Albertina Figueiredo já foram gastos. O filho mais velho, com 21 anos já trabalha, mas o salário mínimo que recebe não chega para ajudar a família porque o irmão de apenas 8 anos de idade sofre desde 2004 de Leucemia aguda, que lhe foi diagnosticada a 29 de Dezembro de 2004, no Instituto Português de Oncologia do Porto, depois de um episodio de "tosse continuada durante duas semanas e recusa alimentar". Depois de muitas horas de tratamento o pequeno Luís Paulo foi dado como curado em 24 de Janeiro de 2007.

Mas o pior acabou mesmo por acontecer e a 3 de Dezembro de 2007 foi-lhe detectada uma recaída "medular de Leucemia" o que obrigou o Luís Paulo a reiniciar os tratamentos de quimioterapia logo no dia seguinte.

Apesar de não poder ir às aulas, o menino é acompanhado em casa e no hospital por uma professora uma vez por semana e por incrível que pareça já frequenta o terceiro ano da Escola EB1 de Cedões, na freguesia de Santiago de Bougado. No ano passado a escola lançou uma campanha para recolha de donativos para a compra de um computador portátil para que as dezenas, para não dizer centenas, de horas que passa internado no IPO do Porto não sejam sentidas com tanta intensidade. A empresa Eurico Ferreira soube da campanha e ofereceu o computador e com os fundos recolhidos na escola foi oferecida à família uma máquina de secar roupa que Maria Albertina "poucas vezes usa pois não tenho dinheiro para pagar a luz", garante.

Muito susceptível a infecções o pequeno Luís Paulo não pode retirar a máscara que o acompanha para todo lado e em casa, no que diz respeito à higiene da casa e da roupa, todo o cuidado é pouco. A mãe garante que gasta o que tem e o que não tem "para comprar produtos específicos para limpar e esterilizar a casa" e com a tristeza estampada na cara garante que não recebe ajudas de ninguém. "A Cruz Vermelha já me deu alguns produtos alimentares, mas como a alimentação do Luís tem de ser específica e é muito cara, torna-se muito difícil". Quando lhe perguntamos quais os produtos e bens que fazem falta em casa Maria Albertina foi peremptória" lá em casa falta tudo. Não tenho cortinas nem tapetes pois a facilidade com que o meu filho apanha infecções obriga-me a comprar tecido especial que não possibilite a acumulação de poeiras, mas como esses produtos são caros não os posso comprar", frisou. No quarto do Luís Paulo a cama, já com algumas dezenas de anos, já está partida. "Qualquer dia tenho que dormir no chão" brincou o menino que adora jogos de computador e futebol e que apesar da tenra idade até já sabe que o Trofense vai jogar com o Porto, o Benfica e o Sporting.

Além disso "a casa não tem mobília, e até há bem pouco tempo os dois irmãos mais velhos do Luís nem sequer tinham uma cama para dormir e os sofás estão tão velhos", afirmou Maria Albertina.

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Apesar de ter já batido a algumas portas, "inclusive à Segurança Social, até agora não recebeu ajuda e nem tão pouco foi contemplada com o rendimento mínimo", que foi requerido em Dezembro de 2007 mas até agora ainda não obteve resposta.

Quase diariamente Maria Albertina tem de levar o filho aos tratamentos ao IPO do Porto, esperar até que estes estejam concluídos para trazer de novo o pequeno Luís para casa, o que a impede de ir trabalhar.

O pequeno Luís Paulo precisa de roupas, calçado, e gostava de poder ter internet em casa para poder passar melhor o tempo porque "já viu os DVD's e filmes todos que algumas pessoas lhe emprestaram", frisou o menino.

"A minha filha tem 16 anos, estuda no 9ºano de escolaridade e para comprar umas sapatilhas teve de juntar as prendas de Natal, da Páscoa e do aniversário que a madrinha lhe deu", frisou Maria Albertina.

Quando fui viver para a habitação que a Câmara me alugou precisei comprar de um fogão que estou a pagar em prestações, assim como estou a pagar aos bocadinhos o contador da água".

"Para comprar uma camisolinha nova para o Luís, tive que fazer muita ginástica, a roupa dele é toda dada mas devido ao problema de saúde, a roupa tem de ser esterilizada convenientemente", assegurou.

A alegria e inteligência desta criança salta à vista e é confirmada quando por entre sorrisos o pequeno Luís garante que as disciplinas "que mais gosto são a Matemática e Estudo do Meio", acrescentando que adora fazer contas de cabeça.

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Para ajudar o pequeno Luís Paulo a ter os bens essenciais para viver com dignidade pode contactar com o jornal O Notícias da Trofa através do nº 252 414 714 ou pode fazer um donativo através de um depósito na conta de Luís Paulo Silva Figueiredo, na agência do Montepio Geral da Trofa na conta com o NIB: 0036 0068 9910004576148.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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