O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, é o próximo convidado do ciclo "Um Livro, Um Filme", que irá decorrer no próximo dia 29 de Junho, pelas 21h30, no Centro de Estudos Camilianos, uma unidade de investigação literária da Casa-Museu de Camilo Castelo Branco, em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão.

Menezes é um médico na política. Licenciado em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina do Porto, iniciou a sua actividade como médico pediatra em finais dos anos setenta, em Celorico de Basto, passando, depois, pelo Hospital Necker des Enfants Malades, em Paris, onde esteve entre 1986 e 1987. No Verão de 1987, apesar de ocupar um lugar discreto na lista de candidatos a deputados do PSD pelo círculo do Porto, acabou por ser eleito, nas eleições que deram, pela primeira vez no regime democrático português, a maioria absoluta de um só partido.

Menezes foi deputado à Assembleia da República entre 1987 e 1991 e, mais tarde, entre 1995 e 1996. Pelo meio,  foi secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, entre 1991 e 1995, num dos governos liderados pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva. Foi também presidente da Comissão Política Distrital do Porto do PSD, em quase toda a década de noventa, tendo sido responsável pela actual hegemonia do seu partido nas autarquias da Área Metropolitana do Porto. É presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, desde Janeiro de 1998, e conselheiro nacional do PSD.

Convidado pela Casa-Museu de Camilo Castelo Branco – institutição tutelada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que integra a Rede Portuguesa de Museus -, Menezes apresentará o filme "O Nome da Rosa", de Jean-Jacques Annaud. A obra cinematográfica é baseada no romance homónimo de Humberto Eco – livro foi foi um enorme êxito de vendas em Portugal, continuando, ainda hoje, a ser bastante popular.

Depois da projecção do filme, Luís Filipe Menezes irá comentar os principais pontos de interesse desta obra, explicando os motivos que pesaram na escolha deste filme. O título "O Nome da Rosa" que surge na última frase da obra, "Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus", pode traduzir-se do seguinte modo: "A rosa antiga permanece no nome, nada temos além do nome". A ideia é que mesmo as coisas que deixam de existir deixam atrás de si um nome.

"O Nome da Rosa" é um livro escrito numa linguagem da época medieval, cheio de citações teológicas, muitas delas referidas em latim. É também uma crítica do poder e do esvaziamento dos valores pela demagogia, violências sexuais, os conflitos no seio dos movimentos heréticos, a luta contra a mistificação e o poder. Uma parábola sangrenta patética da história da humanidade.

A história do filme começa quando estranhas mortes surgem num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges têm acesso às publicações sacras e profanas.

A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição. O filme datado de 1986 tem a duração de 130 minutos.

CICLO "UM LIVRO, UM FILME"

Convidado: Luís Filipe Menezes

Filme: "O Nome da Rosa", de Jean-Jacques Annaud (1986)

Local: Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão

Data e hora: 29 de Junho de 2007, às 21h30

Acesso: Entrada livre até ao limite do auditório (150 lugares)