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Ano 2008

«Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.»

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Muito linda está a festa este ano, comentou o meu amigo e conterrâneo Ferreira, quando Sábado de manhã entrámos no maravilhoso recinto da Atalaia, onde se realizou a festa do Avante do Partido Comunista Português. A surpresa veio pela tarde e noite.

Não me recordo de ver tanta gente na festa, nem tanta juventude. O meu amigo Ferreira disse-me: amanhã vou comprar o “Noticias” atanagildolobo.jpgpara ver o que dizem e o que trazem. Nada, respondi-lhe.
 
É impossível, retorquiu, com esta multidão…! estão aqui muitos estádios de futebol repletos, é impossível não haver referências. No dia seguinte, Domingo, constatou o meu amigo que eu tinha razão. O periódico nada trazia sobre o Sábado da Festa do Avante. Sem dúvida que não há liberdade, nem democracia nem imparcialidade nos grandes órgãos de comunicação social. Não temos dúvida em afirmar que, fosse a festa do Avante de qualquer outro partido, a cobertura jornalística seria exaustiva. Mas como é do Partido Comunista Português dá jeito omiti-la, desvalorizá-la.
 
É a constatação da luta de classes. Afinal a quem pertencem os grandes órgãos de comunicação? Ao grande capital económico e financeiro e ao governo, no caso dos órgãos de comunicação do Estado. Mas como este se encontra subalternizado ao capital…está tudo dito. Seguem a política da autêntica lavagem cerebral de repetirem tantas vezes tanta mentira que esta passa a ser verdade. Não dão informação. Apenas desinformação. Assim, logo relevaram as intervenções de Ferreira Leite e de Santos Silva sobre “ o nada” e posteriormente as dos comentadores e fazedores de opinião sobre esse mesmo “nada”, que resultou em “nada”. Porque soluções, propostas e outros caminhos desses lados, não existem. A única coisa que distingue PS de PSD é o D do último. E a representação teatral. A política é a mesma, o objectivo o mesmo e a representação, é só para enganar o povo. A solução e as propostas para uma política diferente vinham da Atalaia, na festa do Avante, expostas pela voz de Jerónimo de Sousa no comício de Domingo à tarde, mas também de diversos colóquios, conversas e debates que decorreram nos três dias do evento.
 
Houvesse comunicação a sério e liberdade de informação e as iniciativas políticas da festa do Avante constituiriam um manancial a transbordar de notícias, debates e propostas ideológicas e políticas. A título de exemplo saliento os debates sobre o Código do Trabalho e sobre o agravamento da exploração e degradação das condições de vida e o condicionamento do desenvolvimento do País com Francisco Lopes, Arménio Carlos e Mariza Gonçalves; sobre os 160 anos do Manifesto do Partido Comunista com Barata Moura, reitor da Universidade de Lisboa, Domingos Abrantes e Ana Sofia Correia; sobre a crise económica e a exploração capitalista e os perigos, ameaças e possibilidades que desafiam os trabalhadores e os povos com Sérgio Ribeiro, Agostinho Lopes e Carlos Carvalhas e o debate sobre o Tratado de Lisboa e a soberania nacional e a luta por uma Europa dos trabalhadores e dos povos com Ilda Figueiredo, Pedro Guerreiro e Maurício Miguel. Além disso existiram muitas conversas com diversos e diversificados temas : «Sobre Rogério Ribeiro – o artista, o militante, o construtor da Festa», «O PCP no Parlamento Europeu – defender os interesses dos trabalhadores e a soberania nacional», «Direito à saúde – direito de Abril»; «Vozes e lutas das mulheres», «Médio Oriente – Resistência e luta contra o imperialismo»; «Cuba – 50 anos de Revolução Socialista»; «A crise económica e financeira internacional e o papel dos países em desenvolvimento», «Saúde e sentidos – as políticas necessárias», «Ciência e Tecnologia ao serviço dos sentidos» e «O universo com sentidos». Conversas e debates em que todos intervieram abertamente, exprimindo as suas ideias e os seus conhecimentos que fazem de facto deste PCP “ um partido com paredes de vidro “, transparente, amplo espaço de debates e ideias, forjado na unidade de aço da resistência e laboratório vivo, activo, não dogmático para transformação da sociedade.
 
Mas a festa é muito mais do que isso. É espaço de desporto. Competitivo, mas salutar, fomentador de amizade e respeito. Espaço do teatro, do cinema, do livro e do disco. Espaço da música. Espaço internacional, solidário e fraterno. Espaço de gastronomia…eu sei lá. Não há em Portugal, nem na Europa, festa semelhante com tamanha dimensão. Mas, de superior relevância, como salientou o meu camarada José Saramago na mensagem em vídeo que enviou à festa durante a singela homenagem invocativa dos 10 anos do prémio Nobel «…a festa do Avante passou a fazer parte da existência da vida de milhares e milhares de camaradas e amigos nossos que todos os anos aparecem como voluntários, sem retribuição, para trabalhar. No fundo, ao trabalharem para a festa trabalham para o país, trabalham para o futuro e trabalham para um sentimento de comunidade e de solidariedade daquilo que o Partido é o exemplo mais flagrante de toda a sociedade portuguesa».

Guidões, 9 de Setembro de 2008.

Atanagildo Lobo

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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