Vestidos de noiva, fatos de noivo, bolsas, carteiras, calçado e outras peças de roupa foram furtados durante a madrugada desta quinta-feira da loja Sublime, na freguesia de Guidões. Quatro dias depois de acordar sobressaltada com o assalto ao café Refúgio, que quase faz paredes meias com esta loja, a população de Guidões deparou-se com um acontecimento similar.

À proprietária da loja Sublime, e também tia do gerente do café Refúgio, Alcinda Oliveira, “nunca tinha passado pela cabeça” que os artigos “multimarcas” que vende pudessem chamar a atenção dos amigos do alheio.

Durante a manhã de quinta-feira, enquanto tentava compor as prateleiras que horas antes ficaram vazias, Alcinda Oliveira contou ao NT que ainda não tinha contabilizado o prejuízo.

O furto ocorreu cerca das 03.15 horas, altura em que foi acionado o alarme. Durante “cerca de 12 minutos”, período de tempo em que o alarme foi acionado e a chegada da GNR, que “foi muito rápida a chegar ao local”, levaram inúmeros artigos de roupa, calçado e acessórios. O vestido de noiva que estava na montra custava “800 euros”, e foi uma das peças furtadas. “Até o manequim onde o vestido estava colocado levaram”, contou.

Para trás, os assaltantes, que estroncaram a porta para entrar, deixaram a loja parcialmente despida e “30 euros que estavam na caixa registadora”.

Uma testemunha ocular, que não se quis identificar, afirmou ao NT que apercebeu-se do furto quando ouviu “um carro parado, mas ligado” e pessoas “a falarem alto”. Seriam “dois” os assaltantes que “de gorros e luvas” carregaram “sacos e sacos” de roupa para o interior de uma carrinha “idêntica a uma Passat” escura, onde estaria “outro indivíduo ao volante”, descreveu. “Eles falavam uns com os outros, normalmente, como se nada estivesse a acontecer”, frisou.

Ao “abrir os estores”, a testemunha terá alarmado os assaltantes que, nesse momento, “fecharam a mala” e colocaram-se na carrinha, arrancando “a grande velocidade”, que “quase batiam na parede”. A testemunha “não” ouviu o alarme da loja e afirma que, no seio da população, “desconfia-se” de quem terá perpetrado o ilícito.

Para além da GNR, o Núcleo de Investigação Criminal esteve no local a recolher indícios e está agora a investigar o caso.