Os livros oferecidos pela Câmara Municipal aos alunos do 1º Ciclo vão ser entregues até 6 de Setembro nas escolas do Ensino Básico do concelho.

Com mais 17 mil euros de investimento, a Câmara Municipal da Trofa vai oferecer os livros aos 1600 alunos que frequentam as escolas primárias do concelho. A partir de 6 de Setembro, os livros do 1º Ciclo do Ensino Básico já estarão nas Escolas Básicas do concelho. A entrega dos manuais é feita pelas papelarias e livrarias trofenses que aderiram ao projecto. No primeiro dia de aulas ou nas reuniões que antecedem o início do ano escolar, todas as crianças vão receber os seus livros.

“Ao implementarmos esta medida pioneira, pomos em prática o conceito de que todos devem ter acesso a uma educação de qualidade e equitativa, pois para nós todas as crianças são iguais e todas merecem as mesmas oportunidades”, garantiu a presidente da autarquia, Joana Lima.

Em 2009, a Câmara Municipal forneceu às famílias abrangidas com escalão A e B os livros e o material escolar necessário, gastando cerca de 40 mil euros. “Por apenas mais cerca de 17 mil euros conseguimos fornecer os livros a todos os alunos do município”, avançou a autarca.

Numa época de crise financeira e económica, esta medida do executivo socialista parece agradar.

Anabela Cruz é mãe de uma menina que vai frequentar o 5º ano de escolaridade. Já não é contemplada pela medida do actual executivo camarário, mas mesmo assim concorda com a oferta dos livros: “Acho muito bem, embora saiba que existem pais que podem pagar os livros dos filhos. Mas cada vez mais há desemprego e as famílias passam por dificuldades”. Esta mãe vai mais longe e garante que “era bom se esta medida fosse aplicada a todos os anos de escolaridade”.

E se os pais que já não podem ser apoiados com a oferta dos livros concordam, aqueles cujos filhos vão começar agora o percurso escolar não podiam estar mais satisfeitos. É o caso de André Silva, pai de um menino que vai ingressar numa Escola Básica pela primeira vez. “É muito bom contar com esta ajuda, porque é sempre menos uma despesa com que nos temos de preocupar”, afirmou. Opinião semelhante tem Maria Areal. O seu filho vai frequentar o 4º ano e “é sempre uma maneira de não gastar tanto dinheiro, porque a educação é uma coisa cara”. “Embora alguns pais não precisassem de ajuda na compra dos livros, é melhor que seja para todos do que para nenhum”, atestou.