O Rancho das Lavradeiras da Trofa organizou uma surpresa à fundadora Augusta Reis, homenageando-a com a colocação de um quadro com a sua fotografia na sede da colectividade.

"Já estava na hora do Rancho fazer-lhe uma devida homenagem". Foi desta forma que Luís Elias, presidente do Rancho das Lavradeiras da Trofa, se pronunciou sobre a iniciativa levada a cabo pelo conjunto trofense, no passado sábado, para homenagear Augusta Reis, fundadora do rancho, há 48 anos.

O grupo decidiu fazer um quadro com a sua fotogrlavradeiras.jpgafia, para colocar na sede do Rancho "a Trofa já tinha promovido uma homenagem à Augusta Reis com a colocação do nome dela numa rua, mas o Rancho da Lavradeiras da Trofa devia-lhe, claramente, uma homenagem interna do grupo, que ela fundou há 48 anos. O quadro com a sua fotografia na sede é a presença dela todos os dias no seio do Rancho. Era esta a homenagem que nós lhe queríamos prestar ainda em vida", referiu o presidente.

Levando o nome do concelho a vários pontos do país e até no estrangeiro esta colectividade, que tem quase meio século, conta, diariamente, com pessoas dedicadas em espalhar toda a história etnográfica além fronteiras. "Nós costumamos dizer que um grande líder tem que deixar sucessores. No rancho o exemplo dela é seguido, sem dúvida, pois existem pessoas que têm o mesmo espírito e que já estão no grupo há mais que 30 anos. Este rancho não morrerá, continuará a ser uma bandeira da Trofa por todo o país e até no estrangeiro", asseverou Luís Elias.

O responsável só lamenta o facto do "folclore estar a ser muito mal tratado em Portugal", reforçando que este estilo não se limita "a dançar em cima do palco. O folclore tem muito de etnografia e nós temos feito algum trabalho nesse sentido, assim como outros grupos de folclore deste país. Temos feito o possível para que os ranchos folclóricos sejam uma reprodução não só das danças e cantares, mas também de recolha e reprodução dos quadros que remontam do passado. Estamos no bom caminho e pensamos que iremos conseguir nomeadamente na Trofa, com o apoio da Câmara Municipal, ir longe e elevar o nível do folclore e da etnografia junto das entidades responsáveis pela cultura no nosso país", sublinhou.

A homenageada, Augusta Reis, estava muito sensibilizada com a iniciativa do Rancho das Lavradeiras da Trofa e ao NT confessou que foi apanhada de surpresa: "o quadro está, realmente, muito bonito. Foi uma surpresa bastante agradável". Augusta revelou ainda que sente saudades "de participar mais activamente no rancho".

Depois da homenagem o grupo seguiu, juntamente com a fundadora, para o Parque Dr. Lima Carneiro para tirarem uma fotografia e, posteriormente deslocaram-se para o Parque Nossa Senhora das Dores para participarem no Festival de Folclore.