Orçado em cerca de 1750 mil euros, este novo lar, que começou a ser construído há mais de uma década tem capacidade para 35 utentes em regime de internamento e 10 utentes do serviço de apoio domiciliário, embora com comparticipação da Segurança Social apenas para 10 utentes.

Com capacidade para albergar 35 utentes o Lar Padre Joaquim Ribeiro foi oficialmente inaugurado na presença do Bispo da Diocese do Porto, D. Manuel Clemente, do presidente da Câmara Municipal da Trofa, Bernardino Vasconcelos e do Vigário da Trofa, Armindo Gomes.

Depois da celebração eucarística, D. Manuel Clemente e Bernardino Vasconcelos procederam ao descerramento da placa evocativa.

Por seu lado Luciano Lagoa, Pároco que S. Martinho de Bougado considerou a Trofa como "uma comunidade D. Manuel Martins procedeu à benção do Lar Padre Joaquim Ribeiroempreendedora, que ao longo dos tempos soube manter uma fé viva e dinâmica e operosa, uma comunidade que não tem medo de se lançar à conquista sempre dos novos objectivos, que não regateia esforços para atingir voos mais altos. É uma comunidade bairrista, que gosta e defende a sua terra com vigor, às vezes isto pode ser confundido com vaidade ou orgulho, mas é sobretudo uma terra de gente trabalhadora, que não vira a cara à luta e procura no futuro a razão do seu presente". O Pároco relembrou ainda "o Padre Joaquim Ribeiro era um homem que soube ser audaz e que juntamente com a fábrica da igreja lançaram o projecto e avançaram com a construção. Hoje o nome que ostenta este lar, é uma homenagem ao homem que fez a obra e àqueles que secundaram. Nestes estão todos incluídos todos, que de uma forma ou de outra, contribuíram com o seu esforço e com o seu dinheiro para esta obra. Alguns deles já faleceram e sabemos que a alguns deles devemos muito", assegurou.

Luciano Lagoa deu ainda alguma "alfinetadas" à segurança social e ao poder politico para que "ajudem este bebé enquanto ele é pequenino. Estamos necessitados de uma boa alimentação para ver se a criança não nos morre nos braços", brincou.

Por seu lado o representante do Instituto de Segurança Social do Porto respondeu á solicitação de mais verbas por parte do Pároco dizendo que "temos um orçamento que tem que ser cumprido. Quanto ao financiamento da valência de apoio domiciliário que solicitaram, estou convencido que no próximo ano ele vai ser disponibilizado", frisou.

"Este equipamento nasceu com a colaboração da igreja, que tem centenas e centenas de instituições particulares de solidariedade social que numa atitude de parceria colabora com o Estado na protecção das crianças, deficientes e dos idosos, e é esta parceria que deve ser aprofundada e prosseguida. Por outro lado as IPSS's não podem ou não devem viver só do apoio de terceiros. Devem construir, idealizar e encontrar formas de autofinanciamento, porque se dependerem só de terceiros e principalmente do Estado, obviamente que a sua autonomia poderá sentir-se fragilizada", asseverou.

Por seu lado o presidente da autarquia relembrou que é responsável por uma das instituições que recebe os impostos ou taxas dos munícipes e prometeu partilhar com a comunidade "os encargos desta obra através de subsídios" que deverão ser atribuídos a esta Instituição Particular de Solidariedade Social.

Já D. Manuel Martins lembrou "é uma obra da igreja para ser praticada pela igreja, seria muito mau que fossem levantadas estas paredes, e que a comunidade nada fizesse. Esta obra tem que ser acarinhada pela comunidade cristã, e também aqui esta obra social faz parte da missão da igreja e assim deve ser alimentada que não fique somente pelo funcionalismo".

Depois da benção das instalações D. Manuel Clemente fez uma visita guiada ao Lar Padre Joaquim Ribeiro para conhecer esta infra-estrutura da paroquia de S. Martinho de Bougado.