A AUAUA dinamizou um lanche solidário para angariar fundos para alimentar e pagar tratamentos médicos aos animais que ocupam o canil municipal.

“Nunca” o canil municipal esteve numa situação tão preocupante. Quem o diz é Sílvia Coutinho, presidente da Associação Um Animal Um Amigo, que alertou para o facto de o espaço estar “sobrelotado”. São 80 animais que vivem enjaulados, 70 dos quais cães que já convivem em grande número no mesmo espaço. A informação foi dada na tarde de domingo, durante o lanche solidário que a coletividade promoveu, a fim de angariar fundos para o tratamento dos animais.

“Foram poucos, mas bons” os que apareceram para o lanche, que foi sugerido por um voluntário e bem acolhido pelos restantes elementos da direção. “Precisamos muito de dinheiro. Neste momento, os donativos são muito escassos e insuficientes para os tratamentos clínicos que os animais têm precisado”, explicou Sílvia Coutinho.

As clínicas “têm ajudado bastante” ao receberem os animais e permitirem que a AUAUA vá pagando aos poucos, mas a conta está a crescer a tornar-se insuportável. “Quando levamos um animal para ser tratado, rezamos para que as contas não sejam pesadas. Não temos tido apoio de ninguém nem mesmo de empresas”, acrescentou.

A alimentação é outra das necessidades do canil. Apesar de contar com o apoio da Sorgal – empresa do grupo Soja de Portugal – “de seis em seis meses”, é necessário alimentar não só os animais que estão no canil como os que estão na rua. “A ração começa a escassear”, afiançou.

Perante as necessidades, que a cada dia que passa se agudizam, a AUAUA tem encetado esforços para angariar fundos. Atualmente, tem uma loja na Rua Camilo Castelo Branco, em S. Martinho de Bougado, onde existem animais para adoção e artigos para venda.
Para o dia 25 de junho, a AUAUA vai promover uma tarde com passeios a cavalo a todos os interessados, numa iniciativa organizada em conjunto com uma escola do Castêlo da Maia.

Mas o apelo surge sempre, agora de forma mais desesperada: “Ajudem-nos, com alguns donativos e, se puderem, adotem um animal. Eles precisam mesmo de ser retirados do canil, alguns estão há muitos anos dentro de uma jaula e isto não é vida para eles”.