Empresa Pneus D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado, testou procedimentos do plano de segurança interno, através de um simulacro de um incêndio no armazém da secção dos óleos.

Às 16.15 horas do dia 22 de maio (quinta-feira) soou o telefone da central dos Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT), onde foi comunicado um incêndio num dos armazéns da empresa Pneus D. Pedro V, situada na Rua D. Pedro V, em S. Martinho de Bougado.

De imediato, o centralista avisou os elementos das equipas para “se fardarem para um incêndio industrial” e para o “chefe entrar em contacto com a central”. De forma apressada, os elementos prepararam-se e deslocaram-se para o local, onde encontraram “um incêndio no armazém na secção dos óleos”, bem como “uma vítima que estava a ser socorrida pela equipa de segurança da empresa” e outra que estava “desaparecida dentro dos armazéns”, tendo ambas sido “assistidas no teatro de operações”.

Tudo não passou de um simulacro pela empresa para testar a resposta dos meios de socorro. Octávio Azevedo, sub-chefe dos BVT, afirmou que os “simulacros são importantes para as empresas”, mas também para os soldados da paz para terem “conhecimento da área, ajudando a perceber quais os problemas que as empresas têm”, como “no caso de armazéns, tipo de material e a estrutura em si”, e a “pô-los à prova em tempo real”. O sub-chefe avançou que se “todas as empresas do concelho fizessem este tipo de simulacros” iam “ajudar muito” os bombeiros. No simulacro, que demorou cerca de uma hora, participaram 12 elementos e quatro viaturas da corporação dos bombeiros da Trofa.

Para o gerente comercial da Pneus D. Pedro V, Domingos Tinoco, o simulacro “correu muito bem”, tendo enumerado que “os bombeiros foram muito competentes”, assim como a sua “equipa que se portou muito bem”. “Foi um evento muito bom e apetecível e vou fazê-lo mais vezes. Apercebi-me que isto realmente faz sentido e faz falta para a segurança. Foi uma boa experiência e é bom relembrar, porque a formação, feita em papel, não é igual à realidade, com as pessoas e com os carros”, garantiu.

Já Eduardo Gouveia, da Redifogo, asseverou que “é importante e obrigatório” a realização de simulacros em todas as empresas. Mas, antes, é necessário ser feito “um plano de segurança interno ou medidas de autoprevenção”, finalizando com “este tipo de evento”, que pode ser “um cenário de um incêndio, de uma intrusão ou de uma ameaça de bomba”. “Depois de as medidas de autoprevenção estarem aprovadas, as empresas podem contactar as entidades externas, desde a Proteção Civil Municipal até aos Bombeiros, GNR ou a Polícia para colaborar neste tipo de eventos”, explicou.

Eduardo Gouveia elucidou que o simulacro serve para “rotinar procedimentos da equipa da emergência interna”, que fazem parte do plano de segurança interno, e para “os bombeiros conhecerem o interior de unidades como esta, que é de risco”.